quarta-feira, 25 de abril de 2012

ATÉ QUANDO MORTES 'GRATUITAS'

tenho estado a ouvir por varios ocasiões a expressão ANGOLA É UM PAÍS ESPECIAL ou ainda SOMOS UM POVO ESPECIAL. Isso ocorre quando ganhamos competições, quantos alcaçamos um exito, etc. mas, para mim também somos especiais pelos piores motivos.
Por exemplo, terá sido uma decisão especial ter feito uma estrada rapida a tal VIA EXPRESSA CACUACO CABOLOMBO, sem conceber outros elementos essenciais tais como um sistema de vigilancia, um sistema de rentabilizar a infraestrutura atraves do pagamento de um taxa no seu acesso e acima de tudo uma presença funcional e profilatica da policia.
Até como andamos a criar policias caninas, brigadas electronicas, escolares e sei lá mais o quiê não seria mau criar a BRIGADA DE VIGILANCIA PERMANENTE DA VIA EXPRESSA e ao inves de iluminar 24 horas ao dia o semi abandonado estadio 11 de novembro iluminar-se toda estrada. Todavia, como somos especiais, nem nunca falamos disso. resultado as mortes gratuitas, estupidas, inaceitaveis e até vergonhosas de concidadão que mereciam viver um pouco mais.
Enfim...somos na verdade especiais!!!
as fotos que se seguem foram captadas na manhã do dia 11 de abril e no terreno fiquei a saber que o motorista do camião basculante morreu na hora. Que pena.


terça-feira, 24 de abril de 2012

UM SINAL PARA OS QUE PERGUNTA PELO SITIO NO BITA TANQUE

Meus companheiros
e acompanhantes do cantinho mambwene:
sinceras desculpas pela ausencia prolongada em vos dar um sinal de minha existencia por essa via. Na verdade foi um abril duro para mim em termos de acompanhar a passada de vos actualizar com o que vejo e oiço.
Primeiro pifou o computador de casa. Segundo é a internet que não funciona nos momentos quando mais preciso e por fim os compromissos aumentaram. Voltei a escola e os eternos engarrafamentos quase que consumem metade do meu tempo util. Quando chego a casa apenas e somente resta tempo para um jantar rapido e cama.
No fim de semana que era suposto ter algum tempo, nem por isso as coisas correm melhor. Ando de um lado para o outro a ver umas coisitas e tal e quando assusto já é noite de domingo e a segunda esta a chegar e com ela a rotina fatigante...enfim!
Mas, para os que me perguntam pelo Bita Tanque; prefiro não escrever mais nada. Costuma se dizer mais vale uma imagem que mil palavras.





quinta-feira, 22 de março de 2012

DOIS PESOS DUAS MEDIDAS


É certo que o nosso país esta em profundas mudanças, so que para mim algumas mudanças estão a penetrar profundamente em maus habitos e praticas que quase chegamos ao fundo do posso de onde será dificil sair.
Ia eu a passar na movimentada anevida dos Combatentes quando detalhes particulares de uma imagem me chamaram atenção. Olhem para foto e facilmente se pode auferir 3 momentos diferentes: 2 policias interpelam passageiros de um motociclo que não usam capacetes, na esquena esta de tocaia uma carro da fiscalização e bem em cima da curva esta um par de jovens nas maiores das naturalidades a concertar uma avaria no seu AZUL E BRANCO.
Como sou curioso e porque ja estava de volta a casa depois de mais uma jornada laboral, decidi ver o desfecho do cenario e foi o seguinte: os dois utentes da moto (aparentemente estrangeiros) foram acompanhados para o carro de patrulha que nos ultimos dias substituiu a esquadra movel, o carro da fiscalização se manteve no mesmo lugar e o par de tripulantes do candongueiro terminaram o seu concerto no meio da via e zarparam.
Uma nota adicional: enquanto observava ia passando um pronto socorro que infelizmente não consegui fotografar.
Perante tal, não seria de todo sensacto que se tomasse alguma medida a dimensão de cada infracção, ou seja: multar os motociclistas e remover o hiace com o pronto socorro para que se fizesse o concerto em local menos arriscado?
Tanta dinheiro investido e marketing social com o tal "FAÇA A SUA PARTE, DÊ O SEU EXEMPLO" pelos vistos para nada.
Que pena, minha Angola!!!

quinta-feira, 1 de março de 2012

QUANTA FALTA NOS FAZ UM MANDELA


Quando olho para o rumo da política angolana chego a uma conclusão desoladora: estamos a desperdiçar uma oportunidade única de mostrar ao mundo que crescemos e amadurecemos.
É com bastante preocupação que vejo que os políticos angolanos, pelo andar da carruagem vão mais uma vez adiar o necessário inicio da normalidade democrática que se espera uma vez que o crescimento econômico a muito começou a sua caminhada.
O nosso parlamento esta a transformar-se um pouco no jogo do rato e gato. Tu entras eu saio, eu saio tu entras. Já vai sendo uma noticia com lugar cativo nas pautas jornalísticas “a oposição abandona a sessão...” quando se debate ou se vota sobre o diploma X. Coincidentemente só ocorre sobre uma linha de diplomas, os que vão regular o processo eleitoral.
Cada um na sua bancada, MPLA e oposição menos a NOVA DEMOCRACIA, jogam o GATO E RATO cada um com seus argumentos da razão. Ouvi que finalmente completou-se o pacote que vai regular as nossas próximas eleições. Completou-se, mas, de uma maneira incompleta porque não contou com a participação da oposição que abandonou a sala na ocasião.
Cá comigo, quem deveria mais uma vez mostrar que o país precisa dar um passo em frente e terminar as “briguinhas” é o glorioso com a seguinte receita: MANDAR A LUZIA INGLES PARA OUTRA PASTA E EM NOME DO INTERESSE DE TODOS OS ANGOLANOS FAZER ASCENDER UM NOVO CHEFE DA CNE QUE SEJA NA VERDADE UM MAGISTRADO JUDICIAL NO ACTIVO.
Porque a oposição, que muitos dos renomados do GLORIOSO dizem não ter argumento nem posição, parece desta vez com a "bola e o dono da bola". A Bola, porque argumenta que a Sra. a data da indicação, NÃO ERA MAGISTRADA JUDICIAL NO ACTIVO e a dona da bola porque EXIBEM COPIA DO DIARIO DA REPUBLICA QUE PROVA A DEMISSÃO DA MESMA DO POSTO DE MAGISTRADA.
Por amor de Deus? Não estaremos a ser apenas reféns do orgulho político exacerbado ou será que o Glorioso já não confia em outro magistrado judicial no activo.
Finalmente que tal mandar de volta ao cargo o kota Caetano de Sousa? Experiência - possui bastante, carisma - de sobra, condições legais - reúne e ao que parece deve mobilizar apoios até da própria oposição. Assim ficariam esgotados os argumentos que tanta “birra” trouxe a agenda setting política do país e avançávamos para eleições gerais sem suspeição.
Bem diziam um amigo: Angola precisa de 1000 Mandelas para de uma vez por todas aprender a superar a diferença e salvaguardar o interesse supremo, acima de todos os interessas, comum a todos e inadiável: A NAÇÃO.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

TAMBEM HÁ EMPREGO SEGURO EM CATETE

Já dizia o meu velho. A cadeia e casa de homens. Segundo ele é a partir de lá que alguns amadurecem e aprendem a ser homens. Eu cá acrescentaria que a melhor escola do amadurecimento é a propria vida. Leva-nos a tal ponto que as vezes so com engenho e criatividade sobrevivemos.
Não é que para muitos Catete é um sitio de lazer, comendo um bom cacusso e colocar a conversa em dia, mas para esse puto é na verdade um posto de trabalho?
Lá o encontramos, entretido e ocupadissimo. Depois de admirarmos a sua "criatividade" trocamos um dedo de conversa onde o cassule nos garantiu que consegue tirar o seu pão e que acredita que venha a se "safar" se as coisas continuarem a andar como estão.
A receita do puto começa na chuva. É que precisa de chuvas de vez enquanto, para que as lagoas do rio Kuanza recebam água e por via disso tenham reprodução de cacusso que chega para saciar o apetitite dos convivas e enquanto isso alguma poeira para sujar a chaparia dos "carrões" dos nguetas que não querendo voltar a Luanda com carro sujo certeza absoluta são tentados a lavar e ainda por cima lavar à pressão.
Aproveita puto, é no aproveitar que está o ganho...

KIAMAFULO VAI ACABAR?

Que se apressem os que ainda nunca desfrutaram da praia do Kiamafulo arredores da cidade do Dondo. Motivos para tal é que não faltam. Primeiro porque é um lugar aprazível e digno de ostentar o nome de praia. Segundo, porque é uma raridade no nosso majestoso rio Kwanza.
Na verdade estive lá este fim de semana, 9 anos depois da ultima vez e devo confessar que gostei de ver o pessoal curtir pra valer a praia, mas também fiquei desolado com o lixo e a exagerada aventura de alguns garotos que concerteza aconselhados pelo álcool e permitidos pelo silencio cobarde do pessoal da protecção civil ou bombeiros (não tenho certeza) deixava aquelas maluquices acontecerem. Para não variar também tinha bastante lixo e adivinhem de que tipo: as latas e garrafas de cerveja e outras tantas tralhas da mesma ordem...
Sei que o sitio, meia volta, leva-nos uns preciosos filhos da terra que sempre se afogam em conseqüência do não acatamento das regras estabelecidas. A parte isso o sitio é perfeito para tirar algum stress e que o digam os cambas que me acompanharam.
Agora, diz-se a boca pequena que a praia vai sumir. Ouvi dizer que depois de encher a albufeira cuja altura esta a ser elevada para a entrada em funcionamento de mais um motor gerador de electricidade, pura e simplesmente KIAMAFULO vai fazer parte do passado, portanto, a ser verdade é agora ou nunca que se deve conhecer tão majestoso e acolhedor sitio de Angola...
Vamos nos despedir do Kiamafulo kambas!!!
E talves é hora do kota Wezzo nos contemplar com uma reportagem no nosso diario e tirar algumas estorietas a limpo. Afinal Kiamafulo vai acabar ou não?

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

REGRAS DE TRANSITO MAIS DURAS ESTE ANO?



Hoje, era capaz de dizer que alguém leu ou ouvi falar do meu ultimo desabafo. Não é que ouvi a minha comadre Emilia Rita da RNA apresentar novidades que me tocaram profundamente. Na reportagem da minha comadre, dentre muitas coisas, ouvi que este ano alguns regulamentos importantes vão ser levados a conselho de ministros e não tarde a propalada inspecção obrigatória dos veículos, a medida obrigatória do nível de álcool no sangue e o seguro obrigatório se vão tornar em obrigações para todos os utentes da via.
Fiquei também, a saber, que toda a legislação reguladora do transito vai ser traduzida para línguas nacionais, introduzida nos conteúdos escolares e que finalmente o uso obrigatório de capacete vai passar de mero anuncio para ordem de cumprimento obrigatório.
Disse para mim mesmo: sim senhora; agora é que vai ser!
Todos os dias me sinto revoltado estar a partilhar a estrada com veículos que não ostentam o tal selo no pára-brisa a indicar que possuem seguro obrigatório. Esta partilha é feita de tal maneira que os carros beijam-se, roçam-se, colidem, acenam-se, enfim, qual orgia sexual colectiva só vista em filmes ousados de meros produtores sonhadores da ficção ousada.
Todavia a minha alegria esbarra-se na habitual cultura de anunciar só por anunciar.
A questão de momento é: QUANDO É QUE A MINHA COMADRE EMILIA RITA VAI PUDER ABRIR O JORNAL DA TARDE COM A NOTICIA DA ENTRADA EM VIGOR DE TÃO NOBRES E OPORTUNAS MEDIDAS.
Não será que foi mais um cenário para inglês ver?

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

MAIS UM CARTÃO VERMELHO PARA O CASSOMA

No passado dia 1 de Novembro, instalei-me no hotel Cassoma na cidade do Kuito e saí de lá decepcionado com a qualidade do serviço prestado e as condições de acomodação, se comparados com os chorudos quase $ 200 que tive de pagar pela diária.
Sem muito por onde recorrer, decidi postar aqui no meu cantinho aquilo que tinha visto. Na verdade estava a escrever para mim mesmo e um grupo restritissimo de amigos, ou seja a minha malta. Para surpresa, eis que um anonimo terá passado pelo que passei ou se calhar pior e decidiu deixar um comentario ao meu desabafo.
Contas feitas, se eu dei VERMELHO DIRECTO ao Cassoma, penso que este novo juiz deve ter optado por uma suspensão temporaria da casa tamanho é o disabor porque na verdade aquele hotel não é digno de estar em serviço.
Retomo e publico o comentario só para mostrar a força e o poder que a denuncia tem. Se cada um de nós mal atendido, mal serviço, seja a que nivel fosse, perdesse algum do seu precioso tempo a partilhar com os outros a sua experiencia, aos poucos estariamos a enterrar tanta incompetencia que faz morada na nossa terra.
Para os donos ou gestores do Cassoma, cujo correio electronico não possuo, esta na hora de encerrar as portas e fazer uns "arranjuszitos" à casa e melhorar o serviço. Fiquei a saber a boca pequena que os salários são baixissimos que os funcionarios finge trabalhar... Será?

"Boa tarde, Completamente de acordo com o comentario atras, hoje 19 de Fevereiro de 2012, entrei aqui nesse Hotel Cassoma, quarto 111, cadeira partida ainda não vi, mas mesa de cabeceira partida, os comandos da TV e AC não estavam no quarto, pedi varias vezes na recepção sem que mos la colocassem. Serviço de Restaurante, nem experimentem, Bar da recepção, as empregadas fazem de sala de estar com os amigos que realmente fazem barulho e bebem muito. So ca fiquei porque tive uma avaria na minha viatura, e tambem não ha escolha."

Como podem ver é mesmo sem comentário e eu que vi e ouvi simplesmente publico porque eu não faço como o velho ditado da minha cultura EH MA MONA EH MBWA, MA FILA KU MBUNDU (o que é testemunhado por um cão fica apenas para o seu coração); porque ao contrario do cão que não consegue falar, eu sinto e logo existo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

NAS ESTRADAS, ESTAMOS SEMPRE A DESCER


Já ouvi vezes sem conta que o que de mais precioso um país possui são os seus filhos, alias não há uma verdadeira Nação sem população. Conhecemos o exemplo das cidades e países populosos que valendo-se do colectivismo da sua população consegue tocar “a vida pra frente”. Portanto, população é riqueza.
Todavia, no nosso país parece que o homem é o ultimo da fila na cadeia de valorização dos recursos. Senão vejamos; as estatísticas oficiais dadas pela Viacção e Transito revelam o inusitado número de mais de 14 mil cidadão que perderam a vida no país em conseqüência de acidentes de viação. Se quisermos “medir” a dimensão real do valor desse numero podemos fazer o seguinte exercício: morrendo a média de uma pessoa por dia por igual causa ao ano, teríamos tido 365 mortos em 2011. Se tivéssemos tido o infortúnio de perdermos 10 pessoas por dia o numero subiria para 3650 (três mil e seiscentos e cinqüenta). Ora, nem um nem outro numero esta próximo da realidade porque grosso modo perdemos mais de 38 pessoas ao dia por acidente de viacção em 2011.
O meu espanto, é que o numero foi dado com tamanha leviandade que desapareceu da agenda dos noticiários da media como apareceu: num ápice. Não quero culpar quem deu o numero, nem aos media que não deram o valor devido ao facto, mas todos que habituados a desgraça nem sequer repararam que aquele numero revelava uma monstruosidade que tem ocorrido todos os dias nas nossas estradas sem que cabeça alguma raciocine e sugirá mudanças ou no mínimo tomar medida para debelar o mal.
Desde que ouvi o numero que tenho estado a reflectir o quão insensível nos tornamos que o nosso “SOMOS UM POVO ESPECIAL” não é no sentido positivo mais no negativo. Só assim se pode entender que nos julguemos grandes e grandiosos, exibindo o nosso metereoritico crescimento economico, andemos a construir avantajadas infraestruturas, a procurar ser o maior produtor de petróleo no continente e sei lá mais o quê e ninguém se importe com a dimensão do desastre que todos os dias ocorre nas nossas estradas.
Temos de acordar, colocar os pés bem assentes no chão e tomarmos uma decisão. Esta foi a
minha primeira decisão depois de neste sábado ter quase presenciado a colisão de dois veículos (como mostra as fotos) na estrada desvio do Zenza – Trombeta e ter corrido para socorrer as vitimas e a seguir ter se deparado com a mistura de ferro torcido e carne humana triturada que so via antes nos filmes, compreendi a banalização que se votou a vida em Angola.

Para que servem brigadas especiais de transito, pagar multas com multicaixa, socorros vitais básicos, e sei lá mais quantas mordomias que exibimos na televisão, na radio e no jornal se o maior bem, o mais precioso e sem preço é disperdiçado banal e levianamente.
Temos de acordar IRMÃO ANGOLANOS, não temos de continuar a “descer nas estradas” basta uma mudança, basta uma atitude.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Radiodifusão angolana, rica historia escassa bibliografia

Desde a década 80 que me apaixonei pela radio. A posterior persegui o meu sonho de menino e ingressei nos quadros da programação infantil da Radio Kwanza Norte (grupo RNA). De lá pra cá nunca mais me afastei da radio, meio com o qual estabeleci uma relação intima e comprometida. Penso que, tal como eu, muitos outros, na singularidade da sua intimidade, têm na amiga radio uma companhia inseparável, confiável e permanente.
Ao ter entrado para este maravilhoso mundo, tive o meu período de “vaidade” aquele em que uma palmada nas nossas costas vinda de um admirador nos faz sentir-se uma estrela plena, mas também tive o meu período de chegar à conclusão de que pouco ou quase nada ainda sabia sobre o meu primeiro “grande amor”, a radiodifusão.
Na década de 90 me redescobri e fiquei sabendo que na radio deveria encaminhar-me para o JORNALISMO RADIOFONICO. A procura de aprendizado neste segmento não foi fácil naquela altura, pois foi num contexto difícil onde a bibliografia era escassa e a oferta de cursos e formações diminuta. Somente “paixão imensurável” foi capaz de me manter ligado à rádio, afinal tentei separar-me dela sem sucesso quando por algum tempo desvinculei-me do sector tendo ingressado no professorado logo depois de concluído o curso básico de formação docente, mas rápido percebi que o espectro do meu “primeiro grande amor” continuava a me perseguir.
Como há males que vem para bem, a guerra pós-eleitoral de 1992 forçou-me a encontrar refugio em Luanda. Aqui, e na luta pela sobrevivência, fui bater as portas da entidade patronal, a RNA.
Sem rodeios fui colado na redacção central de noticias. Privando com consagrados, que até a data me habituara a ouvir apenas nas retransmissões dos jornais principais nos velhos tempos do Kwanza Norte. Esta inusitada ocasião foi como que um balão de oxigênio para o renascer do “meu amor”.
Quis o destino que, depois de concorrer para uma vaga de emprego no sistema das N.U. em Angola chegasse a IRIN Radio, um projecto que foi decisivo para em definitivo renovar os meus sonhos e promover os meus votos perpétuos para com a radio. Dali para os dias de hoje, com passagem pela BBC WST e agora BBC media Action, a minha paixão foi acrescida do desejo de compreender profundamente o radio jornalismo e por via dessa compreensão dar o meu modesto contributo.
O ingresso na universidade, conjugado com lindas e ricas experiências partilhadas com renomados formadores internacionais do circuito BBC, acabou por despertar em mim a vontade de buscar conhecer o fenômeno para o qual me apaixonei e quiçá por via desse conhecimento dar o meu contributo na edificação de uma geração de radialistas dignos de continuarem a obra começada por tenazes homens que no seu espírito aventureiro e empreendedor deram inicio a radiodifusão em Angola.
Portanto, estamos a colocar-nos o desafio de promover e envolver-se em pesquisas nessa área. Pretendemos dar um primeiro passo que possa servir de base para trabalhos posteriores já que escasseiam estudos na área de radiodifusão contrastando com a longa e rica historia da radio em Angola cujo tiro de largada foi disparado a 28 de fevereiro de 1931 por Álvaro Nunes de Carvalho (o CR6AA), considerado por isso o pai da Radiodifusão de Angola.
Em segundo lugar, e não menos importante, a nossa ambição emana do facto de a radio assumir no meio social angolano uma importância capital, sem duvidas é ainda o meio mais barato e onde a comunicação não se confronta com a necessidade de instrução acadêmica como o caso de ler um jornal ou a necessidade de comprar artefactos ainda não baratos associada à necessidade de electricidade para o caso de televisão para não falar de outras plataformas de comunicação que se desenvolvem como a internet, a telefonia móvel e outras ofertas associadas a era digital onde as barreiras são mais expressivas.
Portanto, a radio ainda é o mais acessível, o mais barato e o mais directo dos meios de comunicação existentes. A entidade que busca estabelecer uma comunicação massiva e eficiência com o seu publico alvo, como o caso dos governos com os seus governados, sem duvidas deveria ver grandes e magnânimas oportunidades na radio e não o contrario.
Frei Jose Paulo, por altura do primeiro congresso de radiodifusão promovido pela UnIA, em fevereiro de 2011 dizia “as imagens vindas do interior do nosso país demonstram bem o quanto a rádio pode fazer em prol deste povo. Temos um meio de comunicação experiente e actual entre nós. A rádio pode e deve fazer muito mais para os Angolanos, nessa era da reconstrução não só das pontes e edifícios, mas sobretudo da reconstrução das mentes”. O Frei acrescenta “... o poder da palavra entre nós, descendentes de uma cultura da oralidade, é ainda muito forte e não é por ai que a TV poderá destituir a Rádio do trono que ela ocupa desde os tempos da guerra de libertação colonial aos nossos dias”.
Entretanto, para alcançar tal desiderato, ou seja, a conservação do “trono” urge a credibilização da radio, diria profissionalizar o sector com uma solida e eficiência formação dos seus operadores, acompanhado da instituição e produção de um processo legislativo pragmático, coerente e conseqüente para o estabelecimento das bases para uma radiodifusão eficiente e socialmente responsável fundada em leis e regulamentos claros e uma formação concentrada no homem.
Portanto, em 2012, sonhamos ( e porque sonhar não é proibido) buscar de diversas fontes subsídios capazes de servirem de base a quem concebe um projecto de radio jornalismo e vamos dedicar uma atenção particular ao gênero informativo, aquele que dentre os vários parece ser o pilar fundamental para um projecto de radio que começa das expectativas de seus destinatários e termina na sua satisfação. Para melhor compreender o radio jorn
alismo será inevitável uma incursão nos gêneros compatíveis com ele onde pontifica a noticia, mas também na informação, a técnica, a oralidade, o puro jornalismo e suas normas, a planificação e as tecnologias.
É chegado o momento dos gurus (como Carlos Pimental, no centro da foto ao lado com Nicolau da Silva) deixarem alguma herança para as gerações vindouras, mas para tal alguém tem de tomar a iniciativa de ir ao encontro dos mesmos, com diversos métodos e metodologias e compilar uma seqüência de dados que em muito poderia servir para a consolidação de uma radiodifusão a altura do país que ostentamos.
Para frente é o caminho.

2012, o ano do blogue

Estamos a terminar mais um ano.
A AGENDA SEETING dos media é dominada pelo balanço dos ultimos 12 meses e promessas para o proximo ano. Para muitas promessas, apenas isso e nada mais. Faz tempo que as ouvimos que até já as conhecemos de cor.
Para não fugir a regra tambem me atrevo a fazer um pequeno balanço em torno deste pequenino projecto de comunicação e quiçá tambem deixar as minhas promessas para 2012. Começo por me confessar a todos vós amigos, que esse blogue surgiu da mera intenção de verificar na pratica aquilo que acabava de ler em AS NOVAS REGRAS DE MARKETING E RELAÇÕES PUBLICAS de David Meerman Scott que ao debruçar-se sobre criação de blogs advertia que logo de inicio seria plenamente normal que um blogue novo não tivesse visitas ou seja "um silencio ensurdecedor". Para o citado o que importa é começar e definir bem o tema e o campo de abordagem. Logo depois é preciso dar a conhecer a existencia do "sitio". Portanto é preciso tempo para conquistar o publico.
Este pequenino projecto pessoal surgiu em Novembro de 2010, quando decidi partilhar opiniões, imagens e comentarios sobre o nosso dia a dia. Por altura do começo mandei o URL aos contactos da minha mail list e tal como dis Scott a resposta foi um "silencio Ensurdecedor". Não desanimei, alias o tinha criado para mim mesmo, ou seja escrevia para os meus botões. O tempo foi passando e experimentei diversas vivencias de cujas imagens que guardei sempre que possivel partilhei neste cantinho.
Hoje, pouco mais de um ano, e atraves das estatisticas constato que tive 960 visitas e que no ultimo mes do presente ano tive o maior pico de visitas. Ainda não consigo saber ao certo quem me visita, a parte os regulares comentarios que tenho do puto Clinton (obrigado pela sua disponibilidade), mas fico animado em saber que o meu cantinho foi visionado 960 vezes. Claro que não são 960 novos visitantes, porque acredito que os biz de alguns ajudou a engordar a conta, mas fico animado e satisfeito pelo que vos agradeço a todos e aproveito a ocasião para mandar FELIZ ANO NOVO A VÓS, FAMILIARES E ENTES e que em 2012 ajudem-me a passar a cifra de 1000 visitas.
O blogue é na verdade uma ferramente muito poderosa, barata e quase ao alcance de todos. É tambem uma via pratica de partilha de informação de toda indole, é ainda um bom espaço de auto aprendizagem, academico, e pior um pouco para terras como a nossa onde escasseiam as bibliotecas, os estudos e as fontes.
É a piscar para esse lado academico que vos promete virar o meu cantinho 'mambwene' em 2012 para uma atenção particular aquilo que costumo chamar o MEU PRIMEIRO GRANDE AMOR; o RADIOJORNALISMO.
Neste ano, gostaria de interagir com todos voces para poder encaminhar uma tentativa de pesquisa de fim de curso cujos inqueritos e sondagens seiam feitas (algumas) por essa via, uma vez que aqui podemos fazer tal exercicio. A vós companheiros peço para 2012, mais visitas, mais comentarios e por favor votem nos inqueritos que eventualmente venha a colocar.
Finalmente, quem precisar ler o livro que citei basta que o diga que eu empresto de bom grado. Tambem em 2012, tenciono promover mais leitura por essa via, publicando a lista de obras em minha posse que poderei trocar a titulo de emprestimo com todos os homens e mulheres amigos do livro e da leitura. Por defeito terei mais bibliografia na area de comunicação, mas podemos sempre partilhar.
Que venha 2012...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

AFINAL PODEMOS OU NÃO ANDAR A 120 km/h?

Mesmo não sendo defensor da velocidade "gratuita e irresponsavel" que assola as nossa estradas, publico essa fotografia para mostrar aos meus "amiguinhos" policiais do Huambo e da Bete na estrada da trombeta que o saber não ocupa lugar.
Estar envergando a farda da policia não é sinomimo de saber de cor o codigo de estrada.
A foto acima foi tomada no troço Chibia - Quilengues na pprovincia da Huila. Estamos em Angola.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

100 km/h É LEGAL EM ESTRADAS ANGOLANAS

É de minha natureza não levar desaforro para a casa nem deixar tarefas por concluir. Sendo assim e porque prometi na reflexão anterior procurei, procurei até que achei o que precisava mostrar aos dois policiais sendo um no territorio do Huambo e outro no do Kuanza Norte.
Afinal, como prova a fotografia tirada entre Catete e Calomboloca na estrada nacional 230 é sim as vezes permitido andar a 100 km/h em estradas angolanas. Não é que eu seja um "acelera" como diz o Jorge Gomes da Radio Mais, mas precisamos ambos (autoridades e utentes da via) relever os books antes de lançar intemperies pra cima dos automobilistas. Na verdade há por aí gente convencidas de que ao vestir a farda, logo sabem tudo.


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O ABUSO DE AUTORIDADE DOS NOSSOS AGENTES DE TRANSITO

Ainda os ecos do meu periplo pela sul de Angola, trago aqui no meu cantinho uma reflexão com os meus botões, já que quase ninguem le o que escrevo nesta pagina anonima. Saía eu da nobre cidade do Huambo satisfeitissimo por mais um reencontro com o JP e pelo facto de ter levado a Guida a conhecer aquelas famosas terras planalticas de Angola quando quis a ironia do destino que tivesse o segundo desabor.
Vinha eu a rodar a minha viatura no troço Cidade do Huambo Alto Hama a 100 Km/h quando de repente depois de uma pequena subida vislumbrei uma placa prostrada na lateral do pavimento e dentro de um circulo a negro escrito 80 e ao lado da placa um homem vestido de azul e instantaneamente o aviso: VELOCIDADE CONTROLADA POR RADAR.
Apesar de estar a rodar naquilo que me pareceu velocidade legal, imediatamente comecei a travar e rapidamente de soslaio olhei para o quadro de instrumentos e constatei que me indicava velocidade abaixo de 100 Km/h.
Disse para mim mesmo que estava dentro de uma velocidade que se encaixava no conceito de VELOCIDADE ADEQUADA que "é aquela que não excedendo os limites legais nem sendo lenta, permite ao condutor qualquer manobra, especialmente fazer parar o veiculo no espaço livre à sua frente" (artigo 24, VELOCIDADE).
Entretanto, e para minha admiração, a seguir recebi ordens de parar por parte de um outro agente que avistei logo a seguir a alguns metros do radar. Dirigiu-se a mim com a celebre cortesia e logo depois disparou: documentos da viatura e carta de condução. Entreguei e a seguir perguntou pelo triangulo e colecte reflector. Mostrei. Não se dando por satisfeito o nosso policial com patente de sargento virou-se para mim e disse: o senhor passou em axcesso de velocidade no radar, por isso vou lhe multar.
Eu retorqui: não pode ser, eu estou a vir a 100 km/h!
Háaaa... a 100 km/h e acha que não esta em excesso de velocidade?
Admirado, pedi desculpa pela minha ignorancia e ousei dizer que achava que não estava em excesso de velocidade. Aproximou-se e voltou a perguntar: se passou na escola qual é o limite dentro das localidades? Eu respondi nunca acima de 60 km/h. a seguir o meu estimado sargente disparou: então sabe o limite dentro das localidades e não sabe que fora delas não deve exceder 80km/h?
Piorou a minha admiração, estupefação! duvidei desde limite ficamos num bate papo cada um em sua defesa e como nas estradas angolanas os nossos autoritarios policias tem sempre razão lá levou-me a carta para junto de um outro agente que sobre a parte traseira de um automovel passava as multas e entregou a minha carta. Lá estavam, mais uns tantos condutores e fui convidado a chegar até lá. recusei e esperei pela multa no carro.
Enquanto decorria o lapso de tempo da passagem da multa ouvi alto e bom som a ordem do homem do radar dada via radio: Hiace azul (matricula LDV-12-80) 120 km/h, copiado?. O mesmo agente que me tinha interpelado respondeu: copiado. Não tardou vislumbramos o tal hiace e lhe foi dada a respectiva ordem de paragem. O condutor obedeceu porém vinha a conduzir tal hiace um policia fardado que não entregou documento nenhum e foi imediatamente encaminhado para o ponto da passagens de multas.
Fiquei atento e verifiquei que não acontecia nada com aquele condutor que minutos depois parecia estar de volta ao seu veiculo para seguir viagem. Curioso e no pleno uso de meus direitos de cidadão dirigi-me ao policial que me tinha interpelado e disse-lhe: estou a ver mal ou o condutor do hiace não entregou nenhum documento e não lhe vai ser passada a multa já que tambem vinha em excesso de velocidade?
O policia meio envergonhado me respondeu: aquele é o chefe e esta a fiscalizar os postos todos que estão na via. Sorri e devolvi para o meu interlocutor: então o chefe da fiscalização, fiscaliza os postos acompanhado de dois civis e em uma viatura descaracterizada?
O que veio a seguir é o que já conhecemos dos muitos e variadissimos policias mal preparados que abundam por esta Angola e que se acham donos da verdade absoluta e setenciou. Agora vamos mesmo lhe multar de forma pesada por estar a refilar. E assim aconteceu. 120 UFC que só podem ser pagas na Repartição Fiscal do Huambo até ao dia 9 de novembro do corrente. Contas feitas tenho de marcar nova viagem para o Huambo em resgate da preciosa carta de condução.
Inconformado, voltei ao celebre Manual do Codigo de Estrada em busca de descodificar o que diz o tal artigo 27 invocado pelo meu autuador e vejam o que descobri:
Para o veiculo que eu conduzia que se encaixa na categoria de veiculo ligeiro (era uma Mitshubishi L 200) deve rodar até 60 km/h, dentro das localidades; 120 km/h nas auto-estradas ou vias equiparadas; 100 km/h em vias reservadas a automoveis e motociclos e 90 km/h nas restantes vias publicas.
Ora, no meu entender estava em um troço de via reservada a automoveis e motociclos e o meu carro era um LIGEIRO MISTO E SEM REBOQUE e portanto estando fora de localidade e sem um sinal prévio a impor o contrario podia sim andar aquela velocidade.
Quis o agente ARNANDO MUALUPASSO, "assambarcar-me" alguns kuanzas mesmo não conhecendo ele o que o codigo diz a rigor. Agora me pergunto esta multa foi bem passada?
Enfim, coisas de Angola.
Insatisfeito, no dia seguinte seguia eu a Ndalatando, alguns quilometros depois de deixar o posto policial do Nzenza do Itombe fui parado por uma patrulha da BET. Era para a mesma rotina de sempre: carta de condução, documentos da viatura, triangulo e colecte. Como o meu "interpelador" até era simpatico, pensei contininuar a tirar as minhas duvidas, e aproveitei:
Desculpa sr. regulador, estou aqui com alguma duvida. A luz do nosso codigo de estrada em Angola excepto na autoestrada ou via rapida, não estamos autorizados a andar a 100 km/h? O homem da BET olhou para mim curioso e disse; NÃO.
Seguro que estava que existem placas algures em Angola a limitar a velocidade em determinados troços de nossas estradas a 100 km/h e a seguir ter o sinal que declara o fim do limite de velocidade (implicitamente autorização para rodar acima de 100 km/h), abrimos um debate que terminou com o policia a dizer que o que eu estava a dizer nâo correspondia a verdade.
Disse-lhe que um dia tiraria fotos destes sinais e que colocaria no meu blog. Ele, curioso disse: dê-me o endereço que quero ver esta foto um dia.
Portanto agora ando a caça de fotografiar um sinal destes para mostrar ao meu amigo da BET e aos meus estimados agentes reguladores de transito "autoritarios" que verdades absolutas não existem e que ninguem sabe tudo.
Ainda bem que "eu sei que nada sei", como disse um dia um celebre pensador.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

UM CARTÃO VERMELHO AO HOTEL CASSOMA NO KUITO

Como em tudo, a parte ruím da minha viagem foi a alta dos preços dos hoteis se comparado com a qualidade de serviço proporcionado. Fiquei marcado pela negativa com a regressão do Hotel Cassoma na cidade do Kuito. A mais ou menos um ano quando lá estive, o serviço não era "cinco estrelas "mas, valia pelo que se cobrava.
Agora por quase 200 dolares que pagamos por diaria o Hotel Cassoma começou por me oferecer uma cadeira partida no quarto. Por pouco levava um tombo. De imediato reclamei com a menina da recepção e em seco disse: vou mandar trocar.
Depois disso, virei para o televisor ao mesmo tempo que queria ligar o frigo para conservar as minhas frutas e agua. Para minha surpresa só tinha uma tomada e tinha de escolher entre ligar o frigo e o televisor. Parti novamente para a recepção. De imediato veio o menino da manutenção com uma ficha tripla. Liguei o frigo que parecia trabalhar, porem, 30 minutos depois constatei que não fazia frio.
Desiludido atirei-me na cama, para meu espanto as almofadas não tinha fronhas. Fui dar uma volta pela cidade e quando decidi deitar-me estava um grupo de falaciosos em altas gargalhadas no corredor dos quartos a colocar a sua conversa em dia. Lá ficaram por horas a fio até que as 2 horas da madrugada cansei-me e abri a porta em roupas miudas e mandei um bafo aos falaciosos que de imediato entraram para os seus quartos com pedido esfarrapado de desculpa.
Voltei a cama. O cumulo foi que sentindo que algo caminhava sobre a minha manta, levantei-me e fui acender a lampada: era uma barata. Assassinei o bichinho de raiva, mas já eram 4 horas e o que me restava era aguentar até amanhecer e bater em rertirada.
Foi o que fiz. No balcão pedi uma factura para justificar os meus gastos. Surpresa: era uma factura dessas de bloco que andam a venda nas papelarias. Perguntei ao menino, que entretanto tinha rendido a menina, se não tinha uma factura melhor que aquela? e a resposta foi: a impressora avariou.
Portanto não recomendo o hotel Cassoma a ninguem que va ao Kuito em busca de descanso e algum conforto.
Cartão vermelho.

USUFRUINDO OS BENEFICIOS DA PAZ

O Kota Wezzo não se cansa de referir, cada vez que faz uma viagem, que esta a usufruir dos beneficios da paz. Na verdade nos ultimos 8 anos conheci mais pontos de Angola do que nos restantes tantos outros anos de minha vida.
Na ultima semana, mesmo em serviço, fiz um dos mais longos e excitantes periplos pela zona sul de Angola e compreendi a imensidão de territorio e recursos que Deus Pai Todo Poderoso deu de graça aos angolanos e que durante muito tempo por quizilias futeis não conseguimos usufruir.
Partindo de Luanda, segui até Sumbe, logo alcancei Lobito e cidade de Benguela. A seguir rumei para Caibambo, Cubal e Ganda e deste ponto rumei para a provincia do Huambo indo conhecer o celebre Lépi e depois Caála. Não satisfeito segui para Chinguar e cheguei ao Kuito. felissimo pelo passeio-trabalho, no regresso me dei ao luxo de rumar via Alto Hama, Waco Kungo, Quibala, Dondo e finalmente de volta a casa em Luanda. Portanto saí pelo Morro de Veado e regressei por Catete.
Vi coisas e loisas. Fotografei, degustei, conversei, enfim fiz um pouco de tudo.
Neste lindo tour uma das coisas que me marcou foi fotografar estes dois cumes esculpidos pela natureza a quem os locais chamam "Duas Xuxas". Fica na estrada a Caminho do Cubal.
Numa tarde de sol e ceu azul foi um espectaculo.
São os beneficios da paz, parafraseando o coronel.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

PASSEAR DE IMPROVISO SABE MELHOR

Foi uma grata surpresa de improviso ter me deslocado a fazendo do kota FP nos arredores do municipio do Lucala em um desses fins de semana que partimos para o defeso sem um programa prévio.
Nosso Kota FP é um camarada por quem nutrimos muita simpatia e sabemos de a muito que o kota é um aficcionado do campo e do cultivo, mas a surpresa foi ver a dimensão do campo agrario e a envergadura do trabalho feito plo kota.
Como disse, "é altura de preparar um lugar para a velhice" e o campo é concerteza uma boa escolha para quem quer ter os ultimos dias em chão seguro. Portanto kota os meus parabens do fundo do coração. Gostei de ver a plantação (alias, aproveitei alguma semente para a minha experiencia no Bita Tanque), o gado e os aposentos. Gostei tambem de ver o radiante sorriso da velha que encontrou "sossego" neste recanto do Lucala.
A ocasião surpresa proporcionou um dos melhores convivios com o meu puto Clinton com quem tenho estado desencontrado nos ultimos tempos. Comemos um bom funge com feijão fresco e sorrimos bastante com uma viagem pelo passado mais longiquo e o mais recente.
No final a conclusão foi que tinha valido a pena. depois de muitos encontros planeados nunca tinhamos tido a ocasião de a quatro (FP, Wezzo eu e Clinton) pormos a conversa em dia como foi nessa ocasião. Para melhor ainda depois seguiu-se uma abundante colheita de hortaliça que continua a fazer morada no meu frigorifico em casa.
Portanto Clinton: de surpresa foi melhor, mas precisamos nos encontrar mais vezes e organizar ocasiões iguais pois so assim poderiamos manter e fortalecer aquilo que nos une.
Obrigado a todos e um até breve.






segunda-feira, 10 de outubro de 2011

EM 1992, ESTAVAMOS A COMEÇAR

Em 2008 quando uma formadora que tinha vindo a proposito para nos formar em cobertura eleitoral pela BBC WST Angola, não acreditou que eu tinha coberto as eleições de 1992 pela RNA, emissora provincial do Kuanza Norte, fiquei surpreso e chocado. Ela simplesmente disse que era impossivel.

Segundo ela, eu era muito "garoto" para ter tido este previlegio de cobrir um facto tão historico como foram as primeiras eleições democraticas d` Angola multipartidaria. Disse tambem que no seu país, eleições eram coisa de muita responsabilidade e portanto pela minha idade era suposto que estava a começar no jornalismo e chefe de redacção nenhum arriscaria mandar um novato a tamanha missão.

Não sei porque carga de agua é que se associa responsabilidade profissional a idade. Posso até aceitar que seja uma mais valia, mas daí pensar que jovens não são capazes de feito é uma utopia.

Buscando velhas lembranças que ainda retenho fiz o esforço de rememorar o nosso plano de cobertura eleitoral em 1992.

Dizia o director, Agostinho Mateus Augusto, que precisavamos fazer uma cobertura eleitoral exemplar a nivel da provincia. O nosso plano estava a ser institucionalmente apoiado pelo assessor de imprensa do governador provincial, o veterano Simão Kilama e a estrategia visava antecipar-se a contagem do Conselho Nacional Eleitoral.

Para facilitar a vida aos escribas foi desenhado um rascunho parecido a acta das meses eleitorais onde estavam enumerados todos os participantes concorrentes ao processo e a missão dos jornalistas consistia em cultivar boas relações com os presidentes de mesa e mais um integrante da mesma de preferencia dos partidos da oposição para obter os totais de votos validos alcançados por cada partido e ou candidato presidencial.

Para facilitar a desenvoltura profissional, a nossa estrategia de redacção tinha ditado que os reporteres deveria ir cobrir circusncrições de cujas linguas maternas dominava. Foi assim que eu e o Evaristo Panzo fomos destacados para Bolongongo e Quiculungo, respectivamente, porque falavamos perfeitamente dihungu, o Faustino Muimbo para o Ambaca, o Lucas Ricardo para o Samba Caju, porque podiam virar-se em kimbundu e por aí em diante.

Nesta optica, as coisas funcionaram e nós, que na altura até usavamos um radio UHF ou VHF do proprio governo da provincia tivemos liberdade suficiente para acompanhar a evolução da contagem mesa a mesa e a RNA em Luanda podia dar resultados fiaveis muito antes da propria CNE os dar.

A dada altura, este apuramento paralelo foi suspenso e a RNA deixou de dar os resultados parcelares e ficou muda, silenciosa. De uma missão inicialmente prevista para durar até a divulgação dos resultados finais pois, a ultima reportagem programada era reacções em torno dos resultados, recebemos ordens de regresso imediato a Ndalatando.

Sem muita informação, não sabiamos porque da mudança de planos. Saidos do Bolongongo, recolhemos o Evaristo Panzo em Quiculungo, já não encontramos o reporter escalado para o Samba Caju e nem o do Lucala. Chegados a Ndalatando, recebemos ordem para descansar e esperar novas ordens. Depois disso foi uma eternidade de espera até que tudo descampou em guerra.

Para atras e adiados ficaram sonhos, ambições, planos, etc.

Pessoalmente, tinha acumulado qualquer coisa como um milhão e meio de kuanzas na minha conta bancaria, tinha sido prometido um subsidio pela cobertura e se junta-se a isso o salario de setembro e outubro tinha uma massa choruda pelo que a minha ambição era comprar um lada.

O lada, automovel de fabrico sovietico, era o carro de momento e diziam os mais velhos que custava qualquer coisa como 700 mil novos kuanzas, portanto com as minhas poupanças e os valores por arrecadar até poderia comprar dois.

Foi então que depositamos esperança no fim do litigio eleitoral para que pudesses retomar a nossa sonhada "boa-vida", gastar os milhares de novos kuanzas que tinhamos guardado e prosseguir a vida em democracia esperar por 1996 para saber a quantas e como tinham se comportado os nossos governantes.

Para nós jovens, o tira teima seria nas eleições seguintes: poderiamos avaliar o desempenho do governo no poder e avaliar as alternativas. Sonhavamos tambem casar, constituir familia e viver na nossa Angola por vir.

O sonho ficou a metade.

O que me preocupa agora é que não oiço, não vejo, nem denoto movimentação nenhuma da classe no sentido de perceber como vamos cobrir as eleições prometidas para 2012. Uma redacção que se preze poderia agora mesmo constituir a sua task force e começar a afinar os mecanismos para uma cobertura bem conseguida.

Me preocupa tambem o facto de o pacote legislativo tanto o da comunicação social como o eleitoral terem caído em "banho maria" e atirados na gaveta. Se em consequencia das revisões a tais pacotes as regras vão mudar quanto tempo teremos para as conhecer, as praticar e assegurar que as equipas estão prontas para fazer uma cobertura eleitoral "EXEMPLAR" como se pede todos os dias a comunicação social.

É como dizia um meu professor no curso de comunicação:... ENFIM; VOCES SÃO COMUNICOLOGOS, NÃO PRECISA APROFUNDAR ESTATISTICA. O que nunca percebi é do porque que não pdiamos aprofundar estatistica se a cadeira tinha sido integrada no nosso curso.

Será que neste momento alguem deve estar a dizer algo semelhante: OS JORNALISTAS NÃO PRECISAM APROFUNDAR O CONHECIMENTO A LEGISLAÇÃO, PORQUE SEU TRABALHO É APENAS COBRIR AS ELEIÇÕES?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O TRANSITO TUDO A TOA DA NOSSA LUANDA

Que é verdade que o governo angolano fez um sprint digno de registo no que toca a melhoria das infra-estruturas rodoviárias, não temos duvidas. Que Luanda teve num abrir de olhos significativas mudanças nos seus principais eixos rodoviários, não temos duvidas.
Que rasgar as estradas do país Luanda afora, nos dias de hoje esta mil vezes melhor que no ontem recente também não temos duvidas.
Do que tenho duvidas, é das engenhocas que volte e meia aparecem do nada e fazem moda na vossa cidade. Lembro de uma dada altura ter visto uma intensa campanha que prometia melhorias no trafego de Luanda quando fosse implementado o tal sistema de transito ou circulação binária, ou algo parecido. Diziam os protagonistas da engenhoca que era uma solução suis generis e que viria aliviar o nosso sofrimento nas estradas de Luanda. Da promessa não passou.
Logo a seguir foi a chuva de semáforos que agora, diga-se com sinceridade, até já provocam nojo e nada de melhoria no pesado transito “tudo a toa”como diz o George Gomes na radio +.
Como se não bastasse tantas engenhoca depois veio a tal de betonar (vem de betão) a estrada dividindo os sentidos com um autentico MORO DE BERLIM e toca colocar retornos que explicados na altura através da media parecia grito de ultima geração no que o trafego diz respeito.
Primeiro susto foi ver que quando venho do Sanatório (Palanca) a caminho do Largo da Independência preciso trepar até para lá da entrada do INEA e buscar o retorno acabando por se misturar com os que em similar preocupação busca retornar para Viana quando vindos da Frescangol e que buscam o retorno na longínqua estatua do Motorista quase a desembocar no cemitério da Santa Ana.
E é assim com tantos outros eixos bastante fluidos na nossa Luanda. O “inventor” dos retornos até tinha pensado em retornos mais operacionais, mas como estava bom demais e a missão de muitos que sugam o nosso dinheiro através de projectos é perpectuar o caos para continuarem a projectar as engenhoca optaram então por vedar certos retornos que estavam a facilitar a vida aos utentes de via.

Fechados estes retornos facilitadores, todo mundo tem de se afunilar nos pouquíssimos retornos abertos quais abelhas em busca do néctar em uma flor. Para fechar com chave de ouro logo de manhã, quando se deveriam criar condições para que todos chegassem aos postos de trabalho frescos e bem dispostos para dar o litro vem um policia fazer valer o CODIGO DE ESTRADA e toca combater as excessivas filas colocando a sua moto a tapar metade do retorno.
Hoje fui vitima deste filme que a semelhança com os vividos por outros angolanos não é pura coincidência e no final o espetáculo foi uma fila de gente xingando, xingando e xingando...
..Sinceramente aqui é mesmo TUDO A TOA.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

ZENILDA; PARABENS


Quando em Maio, faziamos a cerimonia comemorativa de 2 anos de emissão do programa 100 DUVIDAS, a Zenilda foi eleita pelos colegas como a figura da equipa.
Estavamos na União dos Escritores Angolanos, e eu tinha sido o responsavel pelo processo de votação e encarregue de divulgar o resultado apenas no dia D. Confesso que fiquei surpreendido com a escolha. Não presumia que a rapariga que simpaticamente me chama de Kamaka ou Chefinho colhesse tanta simpatia dos colegas.
Na ocasião a BBC WST Angola, simbolicamente ofereceu um quite de reportagem a nossa reporter. Nada melhor podiamos dar senão uma ferramente fundamental para quem faz da reportagem a sua principal actividade. Para complementar demos tambëm um diploma. Muitos sorrisos e aplausos e até a contemplada chorou. Eu lhe disse baixinho: nada de lagrimas, melhores momentos estavam por vir. Disse isso do nada. Porque não tinha melhores momentos nenhuns. Mas, quis o Juri do premio maboque me salvar e surpreendentemente atribui o premio revelação a Zenilda.
bati palmas naquela noite, mas esperava, que a contemplada pudesse lembrar da minha façanha de vidente, pois previ o premio.
Apesar da sua ingratidão, PARABENS CAMARADA PRA FRENTE É O CAMINHO