Apenas uma escapatória para continuar a publicar o que vejo,vivo, oiço e sinto, mas tambem para procurar compreender, aprofundar e partilhar conhecimento e levantar o astral.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
EM 1992, ESTAVAMOS A COMEÇAR
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
O TRANSITO TUDO A TOA DA NOSSA LUANDA
Que rasgar as estradas do país Luanda afora, nos dias de hoje esta mil vezes melhor que no ontem recente também não temos duvidas.
Do que tenho duvidas, é das engenhocas que volte e meia aparecem do nada e fazem moda na vossa cidade. Lembro de uma dada altura ter visto uma intensa campanha que prometia melhorias no trafego de Luanda quando fosse implementado o tal sistema de transito ou circulação binária, ou algo parecido. Diziam os protagonistas da engenhoca que era uma solução suis generis e que viria aliviar o nosso sofrimento nas estradas de Luanda. Da promessa não passou.
Logo a seguir foi a chuva de semáforos que agora, diga-se com sinceridade, até já provocam nojo e nada de melhoria no pesado transito “tudo a toa”como diz o George Gomes na radio +.
Como se não bastasse tantas engenhoca depois veio a tal de betonar (vem de betão) a estrada dividindo os sentidos com um autentico MORO DE BERLIM e toca colocar retornos que explicados na altura através da media parecia grito de ultima geração no que o trafego diz respeito.
Primeiro susto foi ver que quando venho do Sanatório (Palanca) a caminho do Largo da Independência preciso trepar até para lá da entrada do INEA e buscar o retorno acabando por se misturar com os que em similar preocupação busca retornar para Viana quando vindos da Frescangol e que buscam o retorno na longínqua estatua do Motorista quase a desembocar no cemitério da Santa Ana.
E é assim com tantos outros eixos bastante fluidos na nossa Luanda. O “inventor” dos retornos até tinha pensado em retornos mais operacionais, mas como estava bom demais e a missão de muitos que sugam o nosso dinheiro através de projectos é perpectuar o caos para continuarem a projectar as engenhoca optaram então por vedar certos retornos que estavam a facilitar a vida aos utentes de via.
Fechados estes retornos facilitadores, todo mundo tem de se afunilar nos pouquíssimos retornos abertos quais abelhas em busca do néctar em uma flor. Para fechar com chave de ouro logo de manhã, quando se deveriam criar condições para que todos chegassem aos postos de trabalho frescos e bem dispostos para dar o litro vem um policia fazer valer o CODIGO DE ESTRADA e toca combater as excessivas filas colocando a sua moto a tapar metade do retorno.
Hoje fui vitima deste filme que a semelhança com os vividos por outros angolanos não é pura coincidência e no final o espetáculo foi uma fila de gente xingando, xingando e xingando...
terça-feira, 20 de setembro de 2011
ZENILDA; PARABENS
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
ESTRADA DA VIDA, A NOVELA SOBRE GENERO E GOVERNAÇÃO
Por si só, é um projecto inovador que aborda um tema chave dos nossos dias nessa nova Angola que pretendemos construir: O GENERO E BOA GOVERNAÇÃO. O produto radiofonico a ser emitido nas antenas da Radio Ecclesia, introduz tecnicas e tecnologias novas no seu processo de produção e usa a pesquisa prévia como uma das ferramentas fundamentais para tentar buscar e satisfazer as expectativas da audiencia.
Merecidamente, publicito a iniciativa neste meu cantinho porque a ela estou associado, mas acima de tudo para dar os parabens as mulheres e homens que acreditaram e que hoje tornaram possivel o inicio da caminhada nesta ESTRADA.
Portanto, encontro marcado as terças as 8 horas e as quintas as 9 h nos 97.5. Estamos a espera da sua contribuição atraves dos diferentes canais de comunicação disponiveis, a saber:
SMS 932938457
Estamos a espera do seu feedback. Força Angola.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Estou a pensar levar o JP comigo para queimar gorduras e o Pedrox para acentuar a careca. Tambem vem o Mbaxi acompanhado de um tintol e o velho Wezzo com a coluna Kimakienda a reboque...
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
A BANGA CINICA DOS TEMPOS MODERNOS
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
OS CHAVÕES ECTINICOS QUE MUITOS QUEREM PERPECTUAR
Em consequencia disso, retive da crónica VISÃO JORNALISTICA, chancelada pelos kotas Mauricio Camuto Siona Casimiro uma analise à frio em torno do insulto à “sulanos” no nosso parlamento (que uns escribas chamam emiciclo, não sei por que carga d’agua) que afinal tinham derivado do mal entendido da palavra SOBERANO.
Segundo os kotas autores da conica o soneto foi pior ou seja o corrector usado não foi bastante eficiente para apagar a mancha e pouca gente engoliu o sapo, apesar de a margem do evento da SADC termos vindo o autor da emenda em rasgados sorrisos com membros do grupo insultado ou no minimo que assim se sentiu. Portanto os sorrisos podem ser considerados como sendo parte da falsidade da politica onde afinal 2+2 nem sempre é iguam a 4.
Depois de toda essa encrenca lembrei-me que SULANO é insulto sim- Cresci a ouvir esta palavra lançada como favas aos nossos vizinhos nas traseiras da descasca na vila do Bolongongo. Muito estivessemos sujos depois de jogar a bola vezes sem conta o adultos diziam: ESTAS TÃO SUJO PARECE UM SULANO, PARECE UM BAILUNDO, PARECESTE AO PEDRO DA DESCASCA.
Retenho até hoje a correcção feita pelo meu professor na 1ª classe (João Bamina, ja falecido e Deus o tenha) a um colega e primo o Victor Albino Cuzuandua que tinha dificuldades na leitura quando disse qualquer coisa como: vam`bora.
O professr que estava por perto ouvi e disse alto e bom som: Victor vam´bora é fala dos sulanos, diz-se vamos embora.
Presumo que mesmo que tivesse vivo, o kota Bamina não se lembraria, tal como não se lembrava da surra que nos deu em 1979 quando nos viu eu, o Valentin Fernando Zangui e o João Bento Bengui ir a igreja do Bolongongo por altura da visita do Bispo Andre Muaka, porquanto era proibido aos pioneiros da OPA ir a igreja.
Portanto, não vale apena tapar o sol com a penera porque esta mancha existiu e existe. Grande contributo seria sim puxar as orelhas aos autores de tamanha barbaridade em tão importante orgão da nossa nascente democracia. Os autores ou autoras de tal insulto, não são dignos de estar no parlamento se se esconda atras da confortavel maioria do MPLA para não enfrentarem a mão disciplinadora da comissão de etica e a censura publida de todos nós eleitores de Cabinda ao Cunene. Haja coragem, as gravações existem e é possivel identicar o autor (pelo que posso deduzir do tom de voz é uma autora).
Excelentissimos eleitos do povo: a nossa sociedade enferma deste mal. Ao ter sido levado ao Parlamento, recuei no tempo e tristemente lembrei-me dos anos 80, quando ja estudante na escola feminina de Ndalatando, nunca tive coragem de dizer aos meus colegas qual era o meu bairro. Foram poucos os colegas que souberam da minha moradia enquanto que outros tantos sempre supuseram que em morava no bairro Popular tal era a minha frequencia a casa dos meus amigos João Pedro e Francisco Pedro. Tudo isso, porque eu morava no bairro Banga e o bairro Banga em Ndalatando era o bairro dos Mahungu, e os Mahungu comiam cobra, e eram todos da FNLA. Portanto, o pior que um adoloscente como eu, que até ja estava na equipa do programa infantil da RNA loval, podia fazer , era identificar-se com aquele povo, os MAHUNGU.
Passaram os dias, alguns de nós conquistaram alguma posição. Nos anos noventa os primeiros quadros Mahungu começam a ascender ao topo. Uns tantos rejeitam a sua identidade, mas alguns honestos consigo mesmo a asumem. Foi então que um grupo de corajosos cidadãos começam a falar abertamente a língua e assumir-se “somos mahungu e ponto final”. Essa assumpção veio a culminar com a colocação da lingua na grelha da programação da Radio Kuanza Norte, sem antes ter havido mal entendidos ao ponto de certos colegas a terem considerado como uma lingua sem recursos linguisticos suficientes e sem bibliografia para servir de apoio a produção de um programa de radio.
A estes detractores, e porque eu estava numa posição previlegiada na hierarquia da estação simplesmente disse: o suporte bibliografico para o programa em dihungu estava na fala dos povos do Bolongongo, Quiculungo e Banga. Estava nos mais velhos, estava nos adagios, nas estorias, nas canções, nos ritos e rituais dos Mahungu, ESTAVA NA ALMA DA NOSSA GENTE.
Portanto depois de ouvir aquilo que ouvi em plena assembleia nacional recuei aqueles tristes mas hoje memoraveis tempos quando até tentamos mudar o nome de bairro Banga para BB e posso ne sentir na pele dos que foram insultados porque eu tambem ja fui insultado.
A questão agora é: quem criou esses chavões?
Diz que foram as autoridades coloniais ao aplicar o principio de dividir para melhor reinar, entretanto nós retomamos e perpectuamos. Penso que os nossos movimentos de libertação nacional tambem têm quota parte de culpa. Por exemplo diz-se que para o caso MAHUNGU no Kuanza Norte o esquema para denegrir foi montado como arma ideologica para derrubar a FNLA. Recentemente quando Cajocolos, um espaço de humor que bateu bastante na RNA fazia moda fazendo recurso ao sutaque peculiar do sumo na VORGAN ouvi versão igual, mas o sutaque dos protagonistas era o peculiar da gente do norte.
O “languismo” é outro chavão que criamos e estamos a dar vitalidade. Cantamos, zombamos, denegrimos, enfim fizemos tudo. Agora pergunto em nome de que causa? Não será surpresa que o autor de “sulano” no nosso parlamento volta ao ataque quando por ai ouvir “SOBERRRANO”. Todavia, aqui os engenhosos bombeiros terão de usar outro artifice, porque se o autor for chamado de LANGA ficará muito distante o argumento de que foi um mal entendido porquanto de SOBERANO para sulano AINDA BATE, mas de soberano para LANGA será um bico de obra.
Seja quem foi o autor não merece estar naquela respeitavel casa.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
SUCESSÃO DE JOSE EDUARDO DOS SANTOS
Ja debati este tema, inclusive com figuras sonantes do MPLA e nunca me senti satisfeito com as evasivas respostas que sempre recebi. Em todas as ocasiões, tive sempre a sensação, de que a sucessão do nosso presidente era uma tema tabú.
Agora garimpo, de uma pagina famosa de informação na net (club K), este artigo retomado do Novo Jornal para o partilhar com o pequeno grupo de meus visitantes, ou seja a minha malta, nesta pagina para nos irmos precavendo porque um dia, tarde ou cedo o “o nosso lider” vai tirar o pé. Ficaremos orfãos, mas naturalmente a vida continuará.
Leia por favor o corajoso pronunciamento do deputado JM.
Ainda há quem, dentro do MPLA, esteja com medo dessa mudança “anunciada”. Trata-se, sobretudo, de dirigentes e militantes históricos, ligados à luta de libertação nacional, logo, “companheiros de estrada” do presidente, o que torna esse receio perfeitamente compreensível. Entretanto, e mau grado o reconhecimento que nunca será de mais fazer em relação ao papel daqueles que ousaram pegar em armas para combater o colonialismo português, impõe-se lembrar que Angola já tem mais anos de vida como estado independente do que os dezasseis anos de luta de libertação nacional.
É preciso entender que o que está em jogo é o regime, o qual, mais do que indivíduos, famílias ou grupos, é um sistema de instituições e de cidadãos mobilizados e organizados em torno de um projecto de nação e de país determinado, com princípios e objectivos pré-definidos. Para resumir com uma expressão, o regime defendido pelo MPLA visa uma nação unida na sua diversidade, reconhecendo e aceitando as diferenças étnicas, raciais, culturais e outras existentes, e um país moderno, próspero e socialmente equilibrado, capaz de afirmar-se externamente de maneira autónoma e soberana. Esse projecto, no qual acreditam milhões de angolanos, está em plena construção.
Embora sujeito a erros, como qualquer mortal, José Eduardo dos Santos contribuiu decisivamente para a afirmação e a consolidação do actual regime angolano. Depois de ter participado na luta pela independência, assumiu a presidência em 1979, aos 37 anos de idade, em condições dramáticas. A sua nomeação coincidiu com o período em que uma poderosa conspiração internacional, liderada pela administração Reagan, apostou todas as fichas, inclusive a militar, na destruição do MPLA e na transformação de Angola num satélite do apartheid sul-africano.
Após várias vicissitudes, que seria fastidioso recordar neste espaço, Angola sobreviveu, conquistando a paz e preservando a sua integridade territorial, deu início a uma política de reconciliação quase perfeita e, além disso, começou rapidamente a crescer e a reconstruir-se. Em todas essas etapas, o presidente sempre foi o líder que a situação exigia.
Entretanto, nem o relógio biológico de cada um deixa de funcionar nem a História pára. José Eduardo dos Santos fará 70 anos em 2012, altura em que completará 33 anos de poder. Assim, é justo, por um lado, que ele tenha ainda tempo de descansar e de gozar um mais do que merecido “repouso do guerreiro”. Por outro lado, ninguém minimamente atento pode ignorar o actual cenário internacional, que não é, em absoluto, propício ao excessivo prolongamento no poder das lideranças políticas.
Em 2012, terão passado dez anos depois do fim da guerra em Angola. O país tem uma nova constituição, que, sendo bastante avançada em matéria de carta de direitos dos cidadãos, é, em termos de sistema de governo, mais adaptada à “maioria sociológica”da nação, o que assegura à partida maior estabilidade institucional. O MPLA é um partido experimentado, com grande capacidade de adaptação e cuja “máquina” não deve ter paralelo em mais parte alguma do mundo. Tudo isso torna correcta, necessária e perfeitamente viável a sucessão do presidente no próximo ano.
É mister recordar (sobretudo aos que pensam que o mundo começou depois das “revoluções” no mundo árabe) que José Eduardo dos Santos já tinha anunciado em 2001 que não seria mais candidato do MPLA. Na altura, fui talvez o único “opinion maker” que, em artigo publicado no semanário “Agora”, manifestei a minha confiança nas palavras do presidente, o que estava na contra-corrente das análises dominantes. Hoje, na posse de novas informações, reitero mais uma vez essa confiança.
Segundo sei, há duas fórmulas em discussão para levar a cabo a sucessão presidencial. Uma delas, que corresponde às inquietações daqueles que temem os efeitos da saída de José Eduardo dos Santos, prevê que este seja o candidato do MPLA em 2012, devendo, em princípio, renunciar ao cargo dois anos depois, altura em que seria substituído, como reza a constituição, pelo vice-presidente. A outra prevê que, em 2012, o MPLA submeta aos eleitores duas figuras completamente novas para os cargos de presidente e vice-presidente. Em ambos os cenários, José Eduardo dos Santos continuaria à frente do MPLA até 2014.
Na minha opinião, a candidatura de José Eduardo dos Santos em 2012 (mesmo, ou sobretudo, “sabendo-se” que dois anos mais tarde ele seria substituído) levanta, desde logo, um risco concreto: o desgaste da sua autoridade administrativa e política. Por outro lado, atrairia inevitavelmente críticas, ataques e até conspirações (principalmente urdidas no exterior). Ou seja, trata-se, segundo acredito firmemente, da solução menos recomendável seja para preservar o legado e a imagem política do presidente seja para permitir a renovação do regime.
Como militante e deputado do MPLA, mas também como cidadão, defendo o outro cenário, que implica a saída de José Eduardo dos Santos da chefia do Estado em 2012, continuando como o presidente do MPLA até 2014."
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
MALANJINO É GENTE E NÃO GENTIO
É tão lindo andar por uma estrada que por si mesmo nos informa onde estamos,, quantos quilômetros já percorremos e quantos faltam. Ou que nos avisa da aproximação as pontes, as curvas, as travessias de pessoas, gado, etc.
Na terra dos outros que devem nos servir de modelo, alguns não dão as distancias entre um ponto e outro, mas o tempo que levamos a percorrer. Estas estradas estão tão bem estruturadas e mantidas funcionais que a velocidade é quase constante. Mais minuto, menos minuto o tempo que levamos muda pouco.
Recentemente fui a Malanje e vi sinais a pontualizar o nome da localidade, a distancia para a próxima e bastantes sinais de transito. É digno de louvor o trabalho. Agora o que não deveríamos admitir e punir severamente é o estrago inoportuno e gratuito protagonizado por alguns.
Disseram-me que é pratica na zona por essa altura do ano botarem fogo a vegetação para diminui-la e por via disso caçar mbuijis, ratos e toda a outra sorte de animais abundantes na flora. O que estes compatriotas não sabem e deveriam ser forçados a saber é com com as queimadas acabam por danificar as placas de sinalização, diminuir a visibilidade, lançar dióxido de carbono na atmosfera e toda sorte de males que ao fim de tudo são os males que nos afligem.
Por favor malangino é gente e não gentio. Parém.
domingo, 7 de agosto de 2011
A NOSSA DITA AUTO-ESTRADA
Experimentei recentemente fazer uma reportagem sobre a nossa dita “AUTO-ESTRADA”. No terreno, prestei atenção em menos de 10 segundos passaram por mim nada mais e nada menos que 10 veículos e facilmente se podia concluíram que estávamos efectivamente em uma estrada de trafego veloz.
Na procura de compreender o que era isso aí de “AUTO-ESTRADA”, fui obrigado a buscar por definições. Dentre as varias encontrei esta que diz que AUTO-ESTRADA é uma via publica destinada a transito rápido de tráfego motorizado com os acessos condicionados, sem cruzamentos de nível e com as faixas de rodagem separadas entre si; dotada de pelo menos duas vias em cada sentido, separadas por elementos físicos. Não possui cruzamentos - e sim rampas de acesso - e serve primariamente, para atender ao tráfego entre áreas urbanas ou dentro de grandes cidades.
Na minha pesquisa acabei por ser advertido para não confundir auto-estradas com vias expressas, ou vias rápidas nem com sistemas rodoviários nacionais.
Conceitos à parte a nossa é AUTO-ESTRADA, VIA RAPIDA ou VIA EXPRESSA, começou a ser erguida em fevereiro de 2006 e hoje liga Benfica-Viana-Cacuaco e é a primeira de Angola, com mais de 50 quilômetros de percurso.
Ela é composta de duas faixas de rodagem em cada sentido e um separador central de 20 metros. Previa-se que se podiam acrescentar mais uma faixa para cada sentido. Consta dos detalhes técnicos do projecto a construção de 30 valas de drenagens, bem como, oito vias de retorno para a ligação a algumas localidades ao longo da mesma. Ela facilita a ligação entre outros projectos como o Camama, novo Centro Universitário, nova centralidade do Kilamba Kiaxi, Zango, dentro outros pontos de Luanda assim como com o novo aeroporto projectado para a região de Calumbo e um melhor acesso do Porto de Luanda para o Porto Seco de Viana. Tem também como objectivo facilitar as deslocações entre Luanda e as províncias de Angola, com realce para Bengo, Uíge, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Benguela, Huíla, Huambo e Bié.
Na verdade a infra-estruturais rodoviárias é um grande investimento do governo de Angola.
O paradoxo, é que normalmente, as auto-estradas possuem portagem, sendo concessionadas a uma empresa que as explora comercialmente. Com o lucro ou rentabilização da infra-estrutura se pode adquirir fundos para a sua manutenção e conservação.
Ao que se sabe, a nossa auto-estrada ainda não tem uma entidade para administrá-la nem se denota meios e dispositivos que indiciam que no futuro a sua utilização será rentabilizada. Em conseqüência já é grande o grau de destruição. Podemos observar in loco este cenário. A foto junta a essa matéria diz tudo.
Muitas infra-estruturas similares existentes no mundo a sua preservação é monitorada por dispositivos preventivos, quer sejam patrulhas da policia quer visionamento com recurso a câmaras. Com esses mecanismos era possível detectar qualquer autor de um dano voluntario ou involuntário ao longo de toda a sua estrutura bem como providenciar socorro imediato em caso de sinistro. O controlo nos acessos, para pagamento de portagens e a persuasiva mensagem de que a estrada esta vigiada é um mecanismo sofisticado capaz de induzir os utentes a ser mais prudentes.
O sentimento de “estado providencia” que se instalou na cultura e mente de muitos angolanos deve ser veementemente combatido. Muitos utilizadores ainda consideram que a responsabilidade pela preservação é do governo.
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O projecto prevê a implantação de passagens de níveis para peões, entretanto, em toda a sua extensão ainda não existe nenhuma destas passagens.
Mais um paradoxo é que ter zonas sinalizadas como sendo “passagens para peões” ao largo da plataforma. Em teoria o peão que atravessa “nessas zonas sinalizadas” a seguir esbarra com o separador central que não prevê em toda a sua extensão um único ponto de travessia. A travessia é feita a correr tal é a velocidade dos veículos.
Neste tipo de estrada o transito é feito de maneira rápida. Na pior das hipóteses os veículos circulam a 80 km/H. Em teoria veículos que não alcança essa desempenho não deveriam se fazer a ela. Entretanto na nossa realidade é o contrario. Motorizadas, tratores e até bicicleta rolam a vontade provocando constrangimentos vários aos restantes utentes.
Ordem precisa-se, porque senão é mais um foco de tensão que acaba de ser construído.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
EXECUTIVO ANUNCIA: DIALOGO ENTRE GOVERNADOS E GOVERNANTES A CAMINHO
segunda-feira, 25 de julho de 2011
A KALANDULA VOLTO PARA VER AS QUEDAS E O "GRAPE"
sexta-feira, 22 de julho de 2011
PUMANGOL NÃO ENCHE BIDONS
AGORA TODOS EMBARGAM?
terça-feira, 21 de junho de 2011
NÃO SE ASSUSTEM SE VIRDES CAMÕES A VOSSA FRENTE
sábado, 18 de junho de 2011
CUMPRA-SE, E PONTO FINAL
quarta-feira, 15 de junho de 2011
CAMARADAS, ATÉ QUANDO O REGRESSO DO TURISMO EM FORÇA?
PARA QUE NÃO RESTEM DUVIDAS, "100 DUVIDAS" CONTINUA NA RADIO ECCLESIA
PARQUE DE ESTACIONAMENTO DA FEIRA NGOMA, DUROU POUCO
Foi apenas uma passagem efemera a grata inciativa de abrir o espaço da ex-feira Ngoma para estacionamento ainda que provisorio. No passado dia 4 de abril era alegria mas hoje voltamos ao mesmo sofrimento de sempre na zona dos combatentes. Estacionar é o problema que estamos com ele.


