terça-feira, 11 de outubro de 2011

PASSEAR DE IMPROVISO SABE MELHOR

Foi uma grata surpresa de improviso ter me deslocado a fazendo do kota FP nos arredores do municipio do Lucala em um desses fins de semana que partimos para o defeso sem um programa prévio.
Nosso Kota FP é um camarada por quem nutrimos muita simpatia e sabemos de a muito que o kota é um aficcionado do campo e do cultivo, mas a surpresa foi ver a dimensão do campo agrario e a envergadura do trabalho feito plo kota.
Como disse, "é altura de preparar um lugar para a velhice" e o campo é concerteza uma boa escolha para quem quer ter os ultimos dias em chão seguro. Portanto kota os meus parabens do fundo do coração. Gostei de ver a plantação (alias, aproveitei alguma semente para a minha experiencia no Bita Tanque), o gado e os aposentos. Gostei tambem de ver o radiante sorriso da velha que encontrou "sossego" neste recanto do Lucala.
A ocasião surpresa proporcionou um dos melhores convivios com o meu puto Clinton com quem tenho estado desencontrado nos ultimos tempos. Comemos um bom funge com feijão fresco e sorrimos bastante com uma viagem pelo passado mais longiquo e o mais recente.
No final a conclusão foi que tinha valido a pena. depois de muitos encontros planeados nunca tinhamos tido a ocasião de a quatro (FP, Wezzo eu e Clinton) pormos a conversa em dia como foi nessa ocasião. Para melhor ainda depois seguiu-se uma abundante colheita de hortaliça que continua a fazer morada no meu frigorifico em casa.
Portanto Clinton: de surpresa foi melhor, mas precisamos nos encontrar mais vezes e organizar ocasiões iguais pois so assim poderiamos manter e fortalecer aquilo que nos une.
Obrigado a todos e um até breve.






segunda-feira, 10 de outubro de 2011

EM 1992, ESTAVAMOS A COMEÇAR

Em 2008 quando uma formadora que tinha vindo a proposito para nos formar em cobertura eleitoral pela BBC WST Angola, não acreditou que eu tinha coberto as eleições de 1992 pela RNA, emissora provincial do Kuanza Norte, fiquei surpreso e chocado. Ela simplesmente disse que era impossivel.

Segundo ela, eu era muito "garoto" para ter tido este previlegio de cobrir um facto tão historico como foram as primeiras eleições democraticas d` Angola multipartidaria. Disse tambem que no seu país, eleições eram coisa de muita responsabilidade e portanto pela minha idade era suposto que estava a começar no jornalismo e chefe de redacção nenhum arriscaria mandar um novato a tamanha missão.

Não sei porque carga de agua é que se associa responsabilidade profissional a idade. Posso até aceitar que seja uma mais valia, mas daí pensar que jovens não são capazes de feito é uma utopia.

Buscando velhas lembranças que ainda retenho fiz o esforço de rememorar o nosso plano de cobertura eleitoral em 1992.

Dizia o director, Agostinho Mateus Augusto, que precisavamos fazer uma cobertura eleitoral exemplar a nivel da provincia. O nosso plano estava a ser institucionalmente apoiado pelo assessor de imprensa do governador provincial, o veterano Simão Kilama e a estrategia visava antecipar-se a contagem do Conselho Nacional Eleitoral.

Para facilitar a vida aos escribas foi desenhado um rascunho parecido a acta das meses eleitorais onde estavam enumerados todos os participantes concorrentes ao processo e a missão dos jornalistas consistia em cultivar boas relações com os presidentes de mesa e mais um integrante da mesma de preferencia dos partidos da oposição para obter os totais de votos validos alcançados por cada partido e ou candidato presidencial.

Para facilitar a desenvoltura profissional, a nossa estrategia de redacção tinha ditado que os reporteres deveria ir cobrir circusncrições de cujas linguas maternas dominava. Foi assim que eu e o Evaristo Panzo fomos destacados para Bolongongo e Quiculungo, respectivamente, porque falavamos perfeitamente dihungu, o Faustino Muimbo para o Ambaca, o Lucas Ricardo para o Samba Caju, porque podiam virar-se em kimbundu e por aí em diante.

Nesta optica, as coisas funcionaram e nós, que na altura até usavamos um radio UHF ou VHF do proprio governo da provincia tivemos liberdade suficiente para acompanhar a evolução da contagem mesa a mesa e a RNA em Luanda podia dar resultados fiaveis muito antes da propria CNE os dar.

A dada altura, este apuramento paralelo foi suspenso e a RNA deixou de dar os resultados parcelares e ficou muda, silenciosa. De uma missão inicialmente prevista para durar até a divulgação dos resultados finais pois, a ultima reportagem programada era reacções em torno dos resultados, recebemos ordens de regresso imediato a Ndalatando.

Sem muita informação, não sabiamos porque da mudança de planos. Saidos do Bolongongo, recolhemos o Evaristo Panzo em Quiculungo, já não encontramos o reporter escalado para o Samba Caju e nem o do Lucala. Chegados a Ndalatando, recebemos ordem para descansar e esperar novas ordens. Depois disso foi uma eternidade de espera até que tudo descampou em guerra.

Para atras e adiados ficaram sonhos, ambições, planos, etc.

Pessoalmente, tinha acumulado qualquer coisa como um milhão e meio de kuanzas na minha conta bancaria, tinha sido prometido um subsidio pela cobertura e se junta-se a isso o salario de setembro e outubro tinha uma massa choruda pelo que a minha ambição era comprar um lada.

O lada, automovel de fabrico sovietico, era o carro de momento e diziam os mais velhos que custava qualquer coisa como 700 mil novos kuanzas, portanto com as minhas poupanças e os valores por arrecadar até poderia comprar dois.

Foi então que depositamos esperança no fim do litigio eleitoral para que pudesses retomar a nossa sonhada "boa-vida", gastar os milhares de novos kuanzas que tinhamos guardado e prosseguir a vida em democracia esperar por 1996 para saber a quantas e como tinham se comportado os nossos governantes.

Para nós jovens, o tira teima seria nas eleições seguintes: poderiamos avaliar o desempenho do governo no poder e avaliar as alternativas. Sonhavamos tambem casar, constituir familia e viver na nossa Angola por vir.

O sonho ficou a metade.

O que me preocupa agora é que não oiço, não vejo, nem denoto movimentação nenhuma da classe no sentido de perceber como vamos cobrir as eleições prometidas para 2012. Uma redacção que se preze poderia agora mesmo constituir a sua task force e começar a afinar os mecanismos para uma cobertura bem conseguida.

Me preocupa tambem o facto de o pacote legislativo tanto o da comunicação social como o eleitoral terem caído em "banho maria" e atirados na gaveta. Se em consequencia das revisões a tais pacotes as regras vão mudar quanto tempo teremos para as conhecer, as praticar e assegurar que as equipas estão prontas para fazer uma cobertura eleitoral "EXEMPLAR" como se pede todos os dias a comunicação social.

É como dizia um meu professor no curso de comunicação:... ENFIM; VOCES SÃO COMUNICOLOGOS, NÃO PRECISA APROFUNDAR ESTATISTICA. O que nunca percebi é do porque que não pdiamos aprofundar estatistica se a cadeira tinha sido integrada no nosso curso.

Será que neste momento alguem deve estar a dizer algo semelhante: OS JORNALISTAS NÃO PRECISAM APROFUNDAR O CONHECIMENTO A LEGISLAÇÃO, PORQUE SEU TRABALHO É APENAS COBRIR AS ELEIÇÕES?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O TRANSITO TUDO A TOA DA NOSSA LUANDA

Que é verdade que o governo angolano fez um sprint digno de registo no que toca a melhoria das infra-estruturas rodoviárias, não temos duvidas. Que Luanda teve num abrir de olhos significativas mudanças nos seus principais eixos rodoviários, não temos duvidas.
Que rasgar as estradas do país Luanda afora, nos dias de hoje esta mil vezes melhor que no ontem recente também não temos duvidas.
Do que tenho duvidas, é das engenhocas que volte e meia aparecem do nada e fazem moda na vossa cidade. Lembro de uma dada altura ter visto uma intensa campanha que prometia melhorias no trafego de Luanda quando fosse implementado o tal sistema de transito ou circulação binária, ou algo parecido. Diziam os protagonistas da engenhoca que era uma solução suis generis e que viria aliviar o nosso sofrimento nas estradas de Luanda. Da promessa não passou.
Logo a seguir foi a chuva de semáforos que agora, diga-se com sinceridade, até já provocam nojo e nada de melhoria no pesado transito “tudo a toa”como diz o George Gomes na radio +.
Como se não bastasse tantas engenhoca depois veio a tal de betonar (vem de betão) a estrada dividindo os sentidos com um autentico MORO DE BERLIM e toca colocar retornos que explicados na altura através da media parecia grito de ultima geração no que o trafego diz respeito.
Primeiro susto foi ver que quando venho do Sanatório (Palanca) a caminho do Largo da Independência preciso trepar até para lá da entrada do INEA e buscar o retorno acabando por se misturar com os que em similar preocupação busca retornar para Viana quando vindos da Frescangol e que buscam o retorno na longínqua estatua do Motorista quase a desembocar no cemitério da Santa Ana.
E é assim com tantos outros eixos bastante fluidos na nossa Luanda. O “inventor” dos retornos até tinha pensado em retornos mais operacionais, mas como estava bom demais e a missão de muitos que sugam o nosso dinheiro através de projectos é perpectuar o caos para continuarem a projectar as engenhoca optaram então por vedar certos retornos que estavam a facilitar a vida aos utentes de via.

Fechados estes retornos facilitadores, todo mundo tem de se afunilar nos pouquíssimos retornos abertos quais abelhas em busca do néctar em uma flor. Para fechar com chave de ouro logo de manhã, quando se deveriam criar condições para que todos chegassem aos postos de trabalho frescos e bem dispostos para dar o litro vem um policia fazer valer o CODIGO DE ESTRADA e toca combater as excessivas filas colocando a sua moto a tapar metade do retorno.
Hoje fui vitima deste filme que a semelhança com os vividos por outros angolanos não é pura coincidência e no final o espetáculo foi uma fila de gente xingando, xingando e xingando...
..Sinceramente aqui é mesmo TUDO A TOA.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

ZENILDA; PARABENS


Quando em Maio, faziamos a cerimonia comemorativa de 2 anos de emissão do programa 100 DUVIDAS, a Zenilda foi eleita pelos colegas como a figura da equipa.
Estavamos na União dos Escritores Angolanos, e eu tinha sido o responsavel pelo processo de votação e encarregue de divulgar o resultado apenas no dia D. Confesso que fiquei surpreendido com a escolha. Não presumia que a rapariga que simpaticamente me chama de Kamaka ou Chefinho colhesse tanta simpatia dos colegas.
Na ocasião a BBC WST Angola, simbolicamente ofereceu um quite de reportagem a nossa reporter. Nada melhor podiamos dar senão uma ferramente fundamental para quem faz da reportagem a sua principal actividade. Para complementar demos tambëm um diploma. Muitos sorrisos e aplausos e até a contemplada chorou. Eu lhe disse baixinho: nada de lagrimas, melhores momentos estavam por vir. Disse isso do nada. Porque não tinha melhores momentos nenhuns. Mas, quis o Juri do premio maboque me salvar e surpreendentemente atribui o premio revelação a Zenilda.
bati palmas naquela noite, mas esperava, que a contemplada pudesse lembrar da minha façanha de vidente, pois previ o premio.
Apesar da sua ingratidão, PARABENS CAMARADA PRA FRENTE É O CAMINHO

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

ESTRADA DA VIDA, A NOVELA SOBRE GENERO E GOVERNAÇÃO

Esta é a logomarca do novo atrativo de entreitenimento e informação da Radio Ecclesia. Trata-se de uma radio novela produzida pelo Forum de Mulheres Jornalistas para Igualdade no Genero em parceria com a BBC WST e Radio Ecclesia com financiamento da UE.

Por si só, é um projecto inovador que aborda um tema chave dos nossos dias nessa nova Angola que pretendemos construir: O GENERO E BOA GOVERNAÇÃO. O produto radiofonico a ser emitido nas antenas da Radio Ecclesia, introduz tecnicas e tecnologias novas no seu processo de produção e usa a pesquisa prévia como uma das ferramentas fundamentais para tentar buscar e satisfazer as expectativas da audiencia.

Merecidamente, publicito a iniciativa neste meu cantinho porque a ela estou associado, mas acima de tudo para dar os parabens as mulheres e homens que acreditaram e que hoje tornaram possivel o inicio da caminhada nesta ESTRADA.

Portanto, encontro marcado as terças as 8 horas e as quintas as 9 h nos 97.5. Estamos a espera da sua contribuição atraves dos diferentes canais de comunicação disponiveis, a saber:

rnestradadavida@gmail.com

SMS 932938457

Estamos a espera do seu feedback. Força Angola.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Como o titulo da minha pagina ilustra, procuro trazer aqui as coisas que vejo por essa Angola e este pedregulho é simplesmente fantastico.
Esta na região do Seles, provincia do Kuanza Sul. Tenho vontade de o escalar um dia...
Estou a pensar levar o JP comigo para queimar gorduras e o Pedrox para acentuar a careca. Tambem vem o Mbaxi acompanhado de um tintol e o velho Wezzo com a coluna Kimakienda a reboque...


maravilhas de Angola

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A BANGA CINICA DOS TEMPOS MODERNOS

Gostei de ouvir Don Franklin hoje quando se referia a nova moda em voga no país, a corrente que quer legalizar o aborto. Já alguns dias me diverti tanto com o sarcasmo do discurso de Don Kahango, quando se referindo ao mesmo assunto dizendo qualquer coisa como era a dor de estar a chegar de uma viagem e encontrar a esposa ja "sacou" o filho de forma legal porque pura e simplesmente não queria gerar mais uma vida.
Estamos na aldeia global. Somos parte do mundo e não podemos nos ausentar dos seus acontecimentos. Somos partes do mundo e sofremos com os seus dilemas tal como nos alegramos com as suas invenções (as boas claro).
Apesar de tudo isso, não precisamos embarcar em todas as modas porque senão em breve estaremos tramados. lá mais ao longe, abortar pode ter a sua causa aceitavel, mas cá entre nós, com os nossos mais de um milhão de quilometros quadrados habitados por cerca de 20 milhões de cidadãos, como se diz, será mesmo assim tão importante legalizar o aborto?
Será que com a sorte com que Deus nos bonificou, com o potencial de recursos, com o crescimento metereoritico que registamos todos os anos é ja mesmo uma necessidade controlarmos a natalidade fazendo recurso a tecnica mais radical, o aborto?
Agora que olho para a foto do puto Maombica, mais um rebento da minha mana radiante ao lado, me pergunto de onde teriamos tirado lenços para enxugar as lagrimas se efectivamente a Isabelita por força dessa nova banga pudesse mandar o canuco para o "quinto dos infernos" pelo simples facto de lhe ter dado na boia praticar um aborto.
Diz-se a boca pequena na nossa familia, que o canuco é o mais lindo dos rebentos da minha maninha (se bem que acho que o mais lindo é o meu chará).
Sinceramente, Don Franklin tem razão: SE AS NOSSAS MÃES NOS TIVESSEM ABORTADO ESTARIAMOS AQUI A FAZER ESSA BANGA TODA?

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

OS CHAVÕES ECTNICOS QUE MUITOS QUEREM PERPECTUAR

batuqueiros tocando o Kaboquele na comuna do Terreiro, Bolongongo. A riqueza da cultura Hungu.



OS CHAVÕES ECTINICOS QUE MUITOS QUEREM PERPECTUAR

SULANOS, LANGAS OU SEJA LÁ O QUE FOR O QUE NOS UNE É ANGOLA
Com muita regularidade oiço a Radio Ecclesia. Posso me gabar de ser ao fim de contas um ouvinte assiduo. Que o digam os colegas de profissâo da casa que em mesmo que poucas vezes ouviram de mim uma critica ou um elogio fruto das minhas audições atentas.
Em consequencia disso, retive da crónica VISÃO JORNALISTICA, chancelada pelos kotas Mauricio Camuto Siona Casimiro uma analise à frio em torno do insulto à “sulanos” no nosso parlamento (que uns escribas chamam emiciclo, não sei por que carga d’agua) que afinal tinham derivado do mal entendido da palavra SOBERANO.
Segundo os kotas autores da conica o soneto foi pior ou seja o corrector usado não foi bastante eficiente para apagar a mancha e pouca gente engoliu o sapo, apesar de a margem do evento da SADC termos vindo o autor da emenda em rasgados sorrisos com membros do grupo insultado ou no minimo que assim se sentiu. Portanto os sorrisos podem ser considerados como sendo parte da falsidade da politica onde afinal 2+2 nem sempre é iguam a 4.
Depois de toda essa encrenca lembrei-me que SULANO é insulto sim- Cresci a ouvir esta palavra lançada como favas aos nossos vizinhos nas traseiras da descasca na vila do Bolongongo. Muito estivessemos sujos depois de jogar a bola vezes sem conta o adultos diziam: ESTAS TÃO SUJO PARECE UM SULANO, PARECE UM BAILUNDO, PARECESTE AO PEDRO DA DESCASCA.
Retenho até hoje a correcção feita pelo meu professor na 1ª classe (João Bamina, ja falecido e Deus o tenha) a um colega e primo o Victor Albino Cuzuandua que tinha dificuldades na leitura quando disse qualquer coisa como: vam`bora.
O professr que estava por perto ouvi e disse alto e bom som: Victor vam´bora é fala dos sulanos, diz-se vamos embora.
Presumo que mesmo que tivesse vivo, o kota Bamina não se lembraria, tal como não se lembrava da surra que nos deu em 1979 quando nos viu eu, o Valentin Fernando Zangui e o João Bento Bengui ir a igreja do Bolongongo por altura da visita do Bispo Andre Muaka, porquanto era proibido aos pioneiros da OPA ir a igreja.
Portanto, não vale apena tapar o sol com a penera porque esta mancha existiu e existe. Grande contributo seria sim puxar as orelhas aos autores de tamanha barbaridade em tão importante orgão da nossa nascente democracia. Os autores ou autoras de tal insulto, não são dignos de estar no parlamento se se esconda atras da confortavel maioria do MPLA para não enfrentarem a mão disciplinadora da comissão de etica e a censura publida de todos nós eleitores de Cabinda ao Cunene. Haja coragem, as gravações existem e é possivel identicar o autor (pelo que posso deduzir do tom de voz é uma autora).
Excelentissimos eleitos do povo: a nossa sociedade enferma deste mal. Ao ter sido levado ao Parlamento, recuei no tempo e tristemente lembrei-me dos anos 80, quando ja estudante na escola feminina de Ndalatando, nunca tive coragem de dizer aos meus colegas qual era o meu bairro. Foram poucos os colegas que souberam da minha moradia enquanto que outros tantos sempre supuseram que em morava no bairro Popular tal era a minha frequencia a casa dos meus amigos João Pedro e Francisco Pedro. Tudo isso, porque eu morava no bairro Banga e o bairro Banga em Ndalatando era o bairro dos Mahungu, e os Mahungu comiam cobra, e eram todos da FNLA. Portanto, o pior que um adoloscente como eu, que até ja estava na equipa do programa infantil da RNA loval, podia fazer , era identificar-se com aquele povo, os MAHUNGU.
Passaram os dias, alguns de nós conquistaram alguma posição. Nos anos noventa os primeiros quadros Mahungu começam a ascender ao topo. Uns tantos rejeitam a sua identidade, mas alguns honestos consigo mesmo a asumem. Foi então que um grupo de corajosos cidadãos começam a falar abertamente a língua e assumir-se “somos mahungu e ponto final”. Essa assumpção veio a culminar com a colocação da lingua na grelha da programação da Radio Kuanza Norte, sem antes ter havido mal entendidos ao ponto de certos colegas a terem considerado como uma lingua sem recursos linguisticos suficientes e sem bibliografia para servir de apoio a produção de um programa de radio.
A estes detractores, e porque eu estava numa posição previlegiada na hierarquia da estação simplesmente disse: o suporte bibliografico para o programa em dihungu estava na fala dos povos do Bolongongo, Quiculungo e Banga. Estava nos mais velhos, estava nos adagios, nas estorias, nas canções, nos ritos e rituais dos Mahungu, ESTAVA NA ALMA DA NOSSA GENTE.
Portanto depois de ouvir aquilo que ouvi em plena assembleia nacional recuei aqueles tristes mas hoje memoraveis tempos quando até tentamos mudar o nome de bairro Banga para BB e posso ne sentir na pele dos que foram insultados porque eu tambem ja fui insultado.
A questão agora é: quem criou esses chavões?
Diz que foram as autoridades coloniais ao aplicar o principio de dividir para melhor reinar, entretanto nós retomamos e perpectuamos. Penso que os nossos movimentos de libertação nacional tambem têm quota parte de culpa. Por exemplo diz-se que para o caso MAHUNGU no Kuanza Norte o esquema para denegrir foi montado como arma ideologica para derrubar a FNLA. Recentemente quando Cajocolos, um espaço de humor que bateu bastante na RNA fazia moda fazendo recurso ao sutaque peculiar do sumo na VORGAN ouvi versão igual, mas o sutaque dos protagonistas era o peculiar da gente do norte.
O “languismo” é outro chavão que criamos e estamos a dar vitalidade. Cantamos, zombamos, denegrimos, enfim fizemos tudo. Agora pergunto em nome de que causa? Não será surpresa que o autor de “sulano” no nosso parlamento volta ao ataque quando por ai ouvir “SOBERRRANO”. Todavia, aqui os engenhosos bombeiros terão de usar outro artifice, porque se o autor for chamado de LANGA ficará muito distante o argumento de que foi um mal entendido porquanto de SOBERANO para sulano AINDA BATE, mas de soberano para LANGA será um bico de obra.
Seja quem foi o autor não merece estar naquela respeitavel casa.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

SUCESSÃO DE JOSE EDUARDO DOS SANTOS

NOTA PREVIA: Nunca tinha lido, escrito por alguem da familia MPLA, um artigo ou ouvido um pronunciamento com tanta frontalidade e honestidade como a que encontro neste artigo do deputado e jornalista por demais conhecido entre os escribas angolanos.
Ja debati este tema, inclusive com figuras sonantes do MPLA e nunca me senti satisfeito com as evasivas respostas que sempre recebi. Em todas as ocasiões, tive sempre a sensação, de que a sucessão do nosso presidente era uma tema tabú.
Agora garimpo, de uma pagina famosa de informação na net (club K), este artigo retomado do Novo Jornal para o partilhar com o pequeno grupo de meus visitantes, ou seja a minha malta, nesta pagina para nos irmos precavendo porque um dia, tarde ou cedo o “o nosso lider” vai tirar o pé. Ficaremos orfãos, mas naturalmente a vida continuará.
Leia por favor o corajoso pronunciamento do deputado JM.



"A sucessão do presidente José Eduardo dos Santos nas eleições gerais de 2012 é inevitável, politicamente acertada, necessária para permitir a continuidade e a renovação do regime e um passo determinante para a consolidação da jovem democracia angolana. Será mais uma contribuição ao legado que ele deixará, sem sombra de dúvidas, para a afirmação de Angola como um país independente, íntegro, reconciliado, estabilizado e com voz própria no cenário regional, continental e internacional.
Ainda há quem, dentro do MPLA, esteja com medo dessa mudança “anunciada”. Trata-se, sobretudo, de dirigentes e militantes históricos, ligados à luta de libertação nacional, logo, “companheiros de estrada” do presidente, o que torna esse receio perfeitamente compreensível. Entretanto, e mau grado o reconhecimento que nunca será de mais fazer em relação ao papel daqueles que ousaram pegar em armas para combater o colonialismo português, impõe-se lembrar que Angola já tem mais anos de vida como estado independente do que os dezasseis anos de luta de libertação nacional.
É preciso entender que o que está em jogo é o regime, o qual, mais do que indivíduos, famílias ou grupos, é um sistema de instituições e de cidadãos mobilizados e organizados em torno de um projecto de nação e de país determinado, com princípios e objectivos pré-definidos. Para resumir com uma expressão, o regime defendido pelo MPLA visa uma nação unida na sua diversidade, reconhecendo e aceitando as diferenças étnicas, raciais, culturais e outras existentes, e um país moderno, próspero e socialmente equilibrado, capaz de afirmar-se externamente de maneira autónoma e soberana. Esse projecto, no qual acreditam milhões de angolanos, está em plena construção.
Embora sujeito a erros, como qualquer mortal, José Eduardo dos Santos contribuiu decisivamente para a afirmação e a consolidação do actual regime angolano. Depois de ter participado na luta pela independência, assumiu a presidência em 1979, aos 37 anos de idade, em condições dramáticas. A sua nomeação coincidiu com o período em que uma poderosa conspiração internacional, liderada pela administração Reagan, apostou todas as fichas, inclusive a militar, na destruição do MPLA e na transformação de Angola num satélite do apartheid sul-africano.
Após várias vicissitudes, que seria fastidioso recordar neste espaço, Angola sobreviveu, conquistando a paz e preservando a sua integridade territorial, deu início a uma política de reconciliação quase perfeita e, além disso, começou rapidamente a crescer e a reconstruir-se. Em todas essas etapas, o presidente sempre foi o líder que a situação exigia.
Entretanto, nem o relógio biológico de cada um deixa de funcionar nem a História pára. José Eduardo dos Santos fará 70 anos em 2012, altura em que completará 33 anos de poder. Assim, é justo, por um lado, que ele tenha ainda tempo de descansar e de gozar um mais do que merecido “repouso do guerreiro”. Por outro lado, ninguém minimamente atento pode ignorar o actual cenário internacional, que não é, em absoluto, propício ao excessivo prolongamento no poder das lideranças políticas.
Em 2012, terão passado dez anos depois do fim da guerra em Angola. O país tem uma nova constituição, que, sendo bastante avançada em matéria de carta de direitos dos cidadãos, é, em termos de sistema de governo, mais adaptada à “maioria sociológica”da nação, o que assegura à partida maior estabilidade institucional. O MPLA é um partido experimentado, com grande capacidade de adaptação e cuja “máquina” não deve ter paralelo em mais parte alguma do mundo. Tudo isso torna correcta, necessária e perfeitamente viável a sucessão do presidente no próximo ano.
É mister recordar (sobretudo aos que pensam que o mundo começou depois das “revoluções” no mundo árabe) que José Eduardo dos Santos já tinha anunciado em 2001 que não seria mais candidato do MPLA. Na altura, fui talvez o único “opinion maker” que, em artigo publicado no semanário “Agora”, manifestei a minha confiança nas palavras do presidente, o que estava na contra-corrente das análises dominantes. Hoje, na posse de novas informações, reitero mais uma vez essa confiança.
Segundo sei, há duas fórmulas em discussão para levar a cabo a sucessão presidencial. Uma delas, que corresponde às inquietações daqueles que temem os efeitos da saída de José Eduardo dos Santos, prevê que este seja o candidato do MPLA em 2012, devendo, em princípio, renunciar ao cargo dois anos depois, altura em que seria substituído, como reza a constituição, pelo vice-presidente. A outra prevê que, em 2012, o MPLA submeta aos eleitores duas figuras completamente novas para os cargos de presidente e vice-presidente. Em ambos os cenários, José Eduardo dos Santos continuaria à frente do MPLA até 2014.
Na minha opinião, a candidatura de José Eduardo dos Santos em 2012 (mesmo, ou sobretudo, “sabendo-se” que dois anos mais tarde ele seria substituído) levanta, desde logo, um risco concreto: o desgaste da sua autoridade administrativa e política. Por outro lado, atrairia inevitavelmente críticas, ataques e até conspirações (principalmente urdidas no exterior). Ou seja, trata-se, segundo acredito firmemente, da solução menos recomendável seja para preservar o legado e a imagem política do presidente seja para permitir a renovação do regime.
Como militante e deputado do MPLA, mas também como cidadão, defendo o outro cenário, que implica a saída de José Eduardo dos Santos da chefia do Estado em 2012, continuando como o presidente do MPLA até 2014."

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

MALANJINO É GENTE E NÃO GENTIO


É tão lindo andar por uma estrada que por si mesmo nos informa onde estamos,, quantos quilômetros já percorremos e quantos faltam. Ou que nos avisa da aproximação as pontes, as curvas, as travessias de pessoas, gado, etc.
Na terra dos outros que devem nos servir de modelo, alguns não dão as distancias entre um ponto e outro, mas o tempo que levamos a percorrer. Estas estradas estão tão bem estruturadas e mantidas funcionais que a velocidade é quase constante. Mais minuto, menos minuto o tempo que levamos muda pouco.
Recentemente fui a Malanje e vi sinais a pontualizar o nome da localidade, a distancia para a próxima e bastantes sinais de transito. É digno de louvor o trabalho. Agora o que não deveríamos admitir e punir severamente é o estrago inoportuno e gratuito protagonizado por alguns.
Disseram-me que é pratica na zona por essa altura do ano botarem fogo a vegetação para diminui-la e por via disso caçar mbuijis, ratos e toda a outra sorte de animais abundantes na flora. O que estes compatriotas não sabem e deveriam ser forçados a saber é com com as queimadas acabam por danificar as placas de sinalização, diminuir a visibilidade, lançar dióxido de carbono na atmosfera e toda sorte de males que ao fim de tudo são os males que nos afligem.
Por favor malangino é gente e não gentio. Parém.

domingo, 7 de agosto de 2011

A NOSSA DITA AUTO-ESTRADA


Experimentei recentemente fazer uma reportagem sobre a nossa dita “AUTO-ESTRADA”. No terreno, prestei atenção em menos de 10 segundos passaram por mim nada mais e nada menos que 10 veículos e facilmente se podia concluíram que estávamos efectivamente em uma estrada de trafego veloz.
Na procura de compreender o que era isso aí de “AUTO-ESTRADA”, fui obrigado a buscar por definições. Dentre as varias encontrei esta que diz que AUTO-ESTRADA é uma via publica destinada a transito rápido de tráfego motorizado com os acessos condicionados, sem cruzamentos de nível e com as faixas de rodagem separadas entre si; dotada de pelo menos duas vias em cada sentido, separadas por elementos físicos. Não possui cruzamentos - e sim rampas de acesso - e serve primariamente, para atender ao tráfego entre áreas urbanas ou dentro de grandes cidades.
Na minha pesquisa acabei por ser advertido para não confundir auto-estradas com vias expressas, ou vias rápidas nem com sistemas rodoviários nacionais.
Conceitos à parte a nossa é AUTO-ESTRADA, VIA RAPIDA ou VIA EXPRESSA, começou a ser erguida em fevereiro de 2006 e hoje liga Benfica-Viana-Cacuaco e é a primeira de Angola, com mais de 50 quilômetros de percurso.
Ela é composta de duas faixas de rodagem em cada sentido e um separador central de 20 metros. Previa-se que se podiam acrescentar mais uma faixa para cada sentido. Consta dos detalhes técnicos do projecto a construção de 30 valas de drenagens, bem como, oito vias de retorno para a ligação a algumas localidades ao longo da mesma. Ela facilita a ligação entre outros projectos como o Camama, novo Centro Universitário, nova centralidade do Kilamba Kiaxi, Zango, dentro outros pontos de Luanda assim como com o novo aeroporto projectado para a região de Calumbo e um melhor acesso do Porto de Luanda para o Porto Seco de Viana. Tem também como objectivo facilitar as deslocações entre Luanda e as províncias de Angola, com realce para Bengo, Uíge, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Benguela, Huíla, Huambo e Bié.
Na verdade a infra-estruturais rodoviárias é um grande investimento do governo de Angola.
O paradoxo, é que normalmente, as auto-estradas possuem portagem, sendo concessionadas a uma empresa que as explora comercialmente. Com o lucro ou rentabilização da infra-estrutura se pode adquirir fundos para a sua manutenção e conservação.
Ao que se sabe, a nossa auto-estrada ainda não tem uma entidade para administrá-la nem se denota meios e dispositivos que indiciam que no futuro a sua utilização será rentabilizada. Em conseqüência já é grande o grau de destruição. Podemos observar in loco este cenário.
A foto junta a essa matéria diz tudo.
Muitas infra-estruturas similares existentes no mundo a sua preservação é monitorada por dispositivos preventivos, quer sejam patrulhas da policia quer visionamento com recurso a câmaras. Com esses mecanismos era possível detectar qualquer autor de um dano voluntario ou involuntário ao longo de toda a sua estrutura bem como providenciar socorro imediato em caso de sinistro. O controlo nos acessos, para pagamento de portagens e a persuasiva mensagem de que a estrada esta vigiada é um mecanismo sofisticado capaz de induzir os utentes a ser mais prudentes.
O sentimento de “estado providencia” que se instalou na cultura e mente de muitos angolanos deve ser veementemente combatido. Muitos utilizadores ainda consideram que a responsabilidade pela preservação é do governo.
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O projecto prevê a implantação de passagens de níveis para peões, entretanto, em toda a sua extensão ainda não existe nenhuma destas passagens.
Mais um paradoxo é que ter zonas sinalizadas como sendo “passagens para peões” ao largo da plataforma. Em teoria o peão que atravessa “nessas zonas sinalizadas” a seguir esbarra com o separador central que não prevê em toda a sua extensão um único ponto de travessia. A travessia é feita a correr tal é a velocidade dos veículos.
Neste tipo de estrada o transito é feito de maneira rápida. Na pior das hipóteses os veículos circulam a 80 km/H. Em teoria veículos que não alcança essa desempenho não deveriam se fazer a ela. Entretanto na nossa realidade é o contrario. Motorizadas, tratores e até bicicleta rolam a vontade provocando constrangimentos vários aos restantes utentes.
Ordem precisa-se, porque senão é mais um foco de tensão que acaba de ser construído.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

EXECUTIVO ANUNCIA: DIALOGO ENTRE GOVERNADOS E GOVERNANTES A CAMINHO



Assiste de maneira integral a conferencia de imprensa de balanço de mais um trimestre feito pela o Ministro de estado e chefe da casa civil Carlos Feijó. Esta maneira de informar-nos, nós os governandos foi inaugurado no inicio do presente governo e parece que vai fazer "tradiçâo".
Da conferencia, transmitida em directo pela TPA, ouvi no final o ministro de estado e chefe da casa civil acrescer as suas declarações uma adenda para dizer que os diferentes departamentos governamentais vâo prestar doravante informaçoes sobre como e a quantas andam as esferas sob sua tutela. Segundo Carlos Feijó, vai ser inaugurada uma "nova era entre governados e governantes", a era do diálogo.
Muito modestamente, posso dizer que o programa 100 DUVIDAS da radio Ecclesia, emissora catolica de Angola, tem na sua bandeira este proposito: promover um dialogo pernamente entre governados e governante, num processo onde a informação tenha dois sentidos reciprocos.
Por essa via é possivel promover a cultura de prestaçâo de contas, a cultura de respeito a liberdade dos outros, a cultura de cada um e todos em conjunta brigarem pelos seus direitos para que no final todas as partes se sintam satisfeitas e todos não faltem aos seus deveres.
Sendo assim, estou a adivinhar um nova era em que prestar informação passa a ser um dever, uma obrigaçâo e não uma vaidade sujeita ao criterio dos governantes e onde o cidadão não é apenas um homem "pedinte" que espera de mão estendida a que os seus problemas e necessidades sejam satisfeitas pelo governante, mas antes um protagonista, um ser activo. Por outras palavras, estamos em era de cobranças mútuas.
Se a moda pegar, e espero por este momento, teremos obrigatoriamente que dar os parabens a uma equipa e uma radio neste país. Trata-se da Radio Ecclesia e do seu programa 100 DUVIDAS, porque em uma oportuna antecipação foram os primeiros a falar de DIALOGO ENTRE GOVERNADOS E GOVERNANTES.
Mera concidencia ou não, parece que temos novos vocabulos no diccionario do Executivo e ainda bem.
Esta é uma vitoria da democracia, um alivio para os jornalistas e um trofeu para o 100 DUVIDAS.
Bem haja.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A KALANDULA VOLTO PARA VER AS QUEDAS E O "GRAPE"


Estive mais uma vez nas terras da palanca negra e fiel à regra: NÃO SE VAI A ROMA SEM VISITAR O VATICANO, que os devotos à Malange retomaram para transfigurar (no bom sentido) para: NÃO SE VAI A MALANGE SEM VISITAR AS QUEDAS DE KALANDULA, lá fui ver mais uma vez as famosas quedas.
Todas as vezes que observo este espetáculo da natureza me pergunta quem é o autor desta majestosa obra. Nesta visita um colega de viagem respondeu-me: DEUS. Sim só podia ser Deus. Não me canso de olhar, ver com olhos de ver e contemplar. Gostaria de um dia encontrar alguém que não reconheça beleza as quedas de Kalandula no rio Lucala.
A grata surpresa foi conhecer o aldeamento turístico GRAPE. Vos confesso que combinar visita às quedas de Kalandula com uma hospedagem neste aldeamento vale a pena. Eu experimentei e simplesmente fiquei maravilhado.
Os meus parabéns a prima Graça e o seu esposão Fidelíssimo. Queridos o sitio já esta “bem cuioso” e, portanto digno de estar ao dispor de muitos viajados dessa nossa linda Angola. Eu prometo que em breve venho com a minha turma e ficamos no aldeamento.
Parabéns e força casal.












5r



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sexta-feira, 22 de julho de 2011

PUMANGOL NÃO ENCHE BIDONS


A mais recente gasolineira do nosso mercado, a Pumangol não abastece bidons. Há uma na zona do Luanda Sul que abre excepção mais o povo forma bicha ou tem de desmontar os depositos dos geradores e traze-los.
Pessoalmente estou desapontado com a bomba da entrada da nova centralidade do Kilamba Kiaxi que não enche os bidons, mas com uma gasosa ao funcionario pode abrir uma excepção. Paradoxalmente os se pode encher um bambor de 200 litros.
Pessoalmente, ja me sugire a original ideia de comprar um tambor ou algo similar para por via disso conseguir comprar o gasoleo que tanto preciso para alimentar o meu pequeno gerador electrico ja que a EDEL é o que é.
recentemente ia eu a caminho de Cacuaco pela via rapida que afinal não Auto-EstradaE constatei que tinha pouco combustivel e então entrei na bomba da Pumangol. Para me espanto lá estava uma carrinha cujos bidons estavam a ser abastecidos pelo funcionario. Perguntou ao colega daquele que me atendia: voces enchem bidons? e ele respondeu: so com o pagamento de uma caução.
Então a minha sugestão é que a Pumangol esclareça qual é o valor da caução.

AGORA TODOS EMBARGAM?

Sinceramente fiquei contrariado com o que vi. Depois de ter visto a reserva a ser declarada de lés a lés senti-me tocado a referir isso no meu blogue. Tudo pelo facto de que a reserva chegou mais tarde depois dos "casebres" já estarem erguidos.
Isso para chamar a atenção no facto de que estamos sempre em permanente briga entre autoridades e povo no que toca a organização territorial da cidade de Luanda. Quase sempre os bairros surgem do nada e quando chega o momento do estado precisar dos terrenos é que o verniz estala.
Será que um dia alguém vai ousar demolir estes musseques que proliferam por toda Luanda.
A novidade agora é que alguém ousou embargar "a obra" de DECLARAÇÃO DAS RESERVAS FUNDIARIAS. Por outras palavras, alguém embargou a colocação das placas.
É uma indisciplina?
Uma manifestação de frustração?
É uma afronta ao poder instituido?
enfim, simplesmente fiquei pasmado com tamanha ousadia.

terça-feira, 21 de junho de 2011

NÃO SE ASSUSTEM SE VIRDES CAMÕES A VOSSA FRENTE

Tenho a felicidade de nos ultimos 8 anos mais ou menos estar a trabalhar em postos que me obrigam a viajar pelo País. Ontem foi com a IRIN Nações Unidas e hoje com a BBC WST Angola. Ambos projectos, o que de mais excitante trouxeram para a minha vida em particular é o gozo de correr por essa Angola de lés a lés. Contas feitas acabei por concluir que para conhecer toda Angola (em termos de provincias) ne restam apenas 3, Namibe, Lunda Norte e Lunda Sul. Namibe já lá estive, no passado colonial quando meu pai acusado de terrorista esteve a cumprir exilio primeiro em S.Nicolau e depois na Baía dos Tigres de onde regressamos apenas em vespera do 25 de abril de 1974. Porém, não considero conhecer essa provincia porque na verdade esta etapa da minha vida não consta dos registos de que me lembre no presente. Portanto lá irei um dia para completar o ciclo se Deus quiser.
Entretanto, nestas andanças por Angola, as vezes constacto coisas que me deixam boquiaberto. Como se costuma dizer "mais vale uma imagem do que mil palavras"convido-vos a ler o que conseguirem captar desta fotografia tomada em plena cidade do Luena Moxico e assim compreenderão o porque do titulo deste rabisco.
É que se a alma do homem anda por aí, um dia zanga-se e virá cobrar mais respeito pela sua língua...

sábado, 18 de junho de 2011

CUMPRA-SE, E PONTO FINAL

Nos ultimos dias quem viaja pela via expressa ja terá notado estes placards e lido os seus conteudos. A mensagem é clara e concisa e não deixa duvidas.
Todavia, o que me deixa perplexo é o facto de em toda a extensão, em ambos os lados da via expressa já estarem implantadas infra-estruturas diversas, algumas com anos de idade. No perimetro temos musseques, escolas, empresas privadas, restaurantes, etc. e nessas infra-estruturas temos infelizlmente centenas senão milhares de cidadãos e maior parte deles nacionais.
estou a presumir que a bronca se vai instalar novamente, porque a ocupação esta feita e a declaração da zona fundiária peca por tardar. Não será que os ocupantes depois vão alegar direito adiquirido. Enfim, ainda me pergunto se nós os cidadãos é que somos anarquistas ou a autoridade chega sempre tarde.
Me lembro da recorrente cena dos filmes em que se desenrola a luta entre os bandidos e o artista, o ultimo sofre e derrota o inimigo e  depois a policia chega sempre no final.
Angola a Subir DESCENDO...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

CAMARADAS, ATÉ QUANDO O REGRESSO DO TURISMO EM FORÇA?

A sensação de estar tão perto de um animal selvagem, feroz e pouco habituado "as boas maneiras humanas" é simplesmente indiscritivel. Aqui estou a alguns escassos metros de um rinoceronte africano adulto e com ajuda da prestimosa Liliana pude posar e deixar registado este momento.
Entretanto, esse prazer teve dois custos significativos: teve de ser satisfeito na longiqua cidade de Nairobi-Kenia em troca de preciosos 20 dolares americanos.
Os Kenianos tem neste negocio do turismo uma grande fonte de receita. Lá, ouvi dizer, os animais serlavagens são um tesouro. Todos os condutores são ensinados a fazer "tripas o coração" quando um inevitavel e inusitado encontro acontece com um animal seja ele qual for de que tamanho for. Portanto não atropelam os animais ao contrario do que é pratica cá entre nós.
No ultimo fim de semana cruzei-me com um amigo na estrada Zenza-Ndalatando e garbosamente exibia o seu trofeu: CARAMBAS ACABEI ATROPELANDO UM POLITICO (macaco). NÃO QUERES VOLTAR A NDALATANDO PARA SABOREARMOS UMA CARNE GOSTOSA BANHADA DE BOM VINHO?
enfim lembrei-me de Nairobi. Em Naoribi, eu e os colegas de comitiva fizemos silencio, oferecemos comida e esperamos longos minutos para termos o prazer de caminhar bem ao lado de um macaco o nosso mais proximo parente no mundo animal.
Por cá o meu kamba exibia o macaco e já lhe tinha trocado o nome chamando-o jocosamente por politico. O que não consegui saber é se foi por desprezo ao animal falecido ou ironicamente chamava os nossos politicos pelo nome do animal.
Portanto não sei se os MACACOS  é que são politicos ou os nossos politicos é que são M... 

PARA QUE NÃO RESTEM DUVIDAS, "100 DUVIDAS" CONTINUA NA RADIO ECCLESIA

Quando a cerca de 3 anos atrás o respeitável Professional Robert powell, na altura nas vestes de director da BBC WST em Angola me propôs a escrevermos uma proposta De projecto de um programa de radio que tivesse como foco a interacção entre GOVERNANTES e GOVERNADOS por ser esse tipo de dialogo pouco promovido na nossa media, confesso que não acreditei na realização do sonho.
Todavia, quando se está ao pé de pessoas persistentes até os piores dos receios são afastados. Portanto afastados os meus, colocamos mãos a obra e passamos longas horas e dias de troca de informação que culminou com a elaboração da proposta que a posterior para nossa satisfação veio a ser financiada pela União Européia e o projecto tornado realidade.
Não foi fácil. Foi preciso desbravar muita terra, mas ao fim de tudo o resultado e animador, reconfortante e promissor. Ao fim do tempo de vida do projecto o programa tornou-se uma marca na programação da Radio Ecclesia e na hora de encerrá-lo, audiência e produtores são unanimes: FECHAR O 100 DUVIDAS, NUNCA...
Portanto, o 100 DUVIDAS vai continuar ali nos 97.5 para "presentear o bom ouvido", estimular o dialogo e promover a cultura dos governantes responderem as solicitações dos governados e por essa via estarmos a materializar o principio do DIREITO A INFORMAÇÃO devido a todo o cidadão angolano.
VIVA A DEMOCRACIA