quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A MEDIA COMO BODE EXPIATORIO DOS POLITICOS


Ainda a proposito de colegas da media terem sido impedidos de cobrir o ultimo acto politico em que a UNITA iam emitir a sua posição a volta das eleições gerais 2012. Na verdade alguma coisa esta mal e deveria merecer uma reacção energica de todos os escribas e respectivas organizaçoes socio profissionais e de defesa da classe.
Precisamos deixar bem claro para todos, sejam governantes, partidos politicos, sociedade civil, etc., que a FONTE  é a entidade portadora de informação, podendo ser pessoa, falando por si ou coletivamente, ou documentos escritos ou audiovisuais, por meio dos quais os jornalistas tomam conhecimento de informações, opiniões ou dados e com os quais vão produzir conteúdos dignos de serem veiculados através das suas plataformas de comunicação.
É um conceito clarificado logo no inicio da Lei de Imprensa vigente no país e assegurado como um dos fundamentos para o exercício da profissão de jornalistas.
O artigo 17, alínea b assegura taxativamente a liberdade de acesso às fontes de informação, nos termos estabelecidos na lei, bem como o direito de acesso a locais públicos e respectiva protecção.
Só com acesso a informação, o fazedor de informação pode fazer prevalecer outro imperativo legal, o da Liberdade de Imprensa que como a própria lei diz traduz-se no direito de informar, de se informar e ser informado através do livre exercício da actividade de imprensa e de empresa sem impedimento nem discriminações. Portanto conclui a lei que “a liberdade de imprensa não deve estar sujeita a qualquer censura prévia, nomeadamente de natureza política, ideológica ou artística”.
Simpática e democraticamente, o legislador, talvez avisado de quão é problemática  a relação JORNALISTAS/FONTES, estabeleceu que no exercício dessa nobre profissão é garantido aos jornalistas o acesso às fontes de informação impondo limite claro ali onde  deve ser protegido interesse maior que o de informar e ser informado como o caso de processos judiciais em segredo de justiça e à documentação classificada como sendo segredo de Estado, militar e ainda a que afecta a vida íntima dos cidadãos. Em consequencia, obriga as entidades publicas a um dever, o dever de  “assegurar o acesso às fontes de informação com vista a garantir aos cidadãos o direito a serem informados”.
Até prova em contrário, posso afirmar que em Angola estamos muito bem servidos de produtores de conteúdos. Temos na praça competentes jornalistas e se nos media temos coisas destorcidas não será seguramente por culpa dos jornalistas.
Os jornalistas, não devia assumir a culpa pelo facto dos políticos, mais concretamente os legisladores, passarem a leste dos mais candentes problemas na Nação. Meus senhores, não são os jornalistas que fazem as leis, e nem são eles que têm o poder de as fazer cumprir.
O poder legislativo a duas legislaturas deixou em "aguas de bacalhau" instrumentos muito importantes como a regulamentação da lei de imprensa, a aprovação de um estatuto dos jornalistas, a instituição de uma entidade reguladora da comunicação social, a fortificação das instituições de defesa da classe, etc., etc. Já perdemos a conta do numero de vezes que a oposição, desde 1992 não esta a norte nem sul dos grandes temas que afligem a classe. Agora no epílogo de tudo nós somos os culpados?
Simplesmente estão a beber do vosso próprio veneno e veja lá se pra a próxima legislatura "abram os olhos" e tenha efectivamente faro de legisladores, ou seja capacidade de antecipar os fenómenos e legislar correctamente sobre eles. KAMUZOS BANDAS, CÁ ENTRE NÓS NÃO QUEREMOS…
Vamos com paciencia construir a DEMOCRACIA.

DOIS TRISTES E HISTORICOS EXEMPLOS DE FONTES IMPOSSIVEIS DE FACILITAR O TRABALHO DO ESCRIBA (transcrição do áudio dos arquivos da BBC em Inglês)
BBC – Sua Excelência: o Partido de Congresso do Malawi tomou a decisão de que sua Exa. o actual Chefe de Estado, deveria continuar como Chefe de Estado vitalício.
BANDA – Sim.
 BBC – Agora bem, algumas pessoas podem argumentar, acho eu, e em particular a imprensa ocidental a quem o senhor acabou de falar, que este acontecimento sacrifica os processos democráticos às necessidades da continuidade política, o que não deixa de ser importante. Como reage ante este argumento?
BANDA – O que é que o jornalista quer dizer com a palavra democracia? Eu pergunto ao jornalista: dê então a sua definição da democracia.
BBC – Quer dizer, o maior bem para o maior número de pessoas.
BANDA – Como então? Que número de pessoas? Que tipo de pessoas? Onde se encontram elas? Onde moram? Aonde?
BBC – Mas as pessoas são semelhantes em todas as partes.
BANDA – Não, não são. O Senhor não pode julgar o povo de Malawi como se fosse o povo da Grã-Bretanha.

SEGUNDA ENTREVISTA COM O PRESIDENTE BANDA DO MALAWI
BBC – Sr. Dr. Banda, qual foi o propósito da sua visita?
BANDA – Bem, eu fui convidado a vir cá pelo Secretário de Estado.
BBC – Veio cá para pedir ao Secretario de Estado uma data fixa para a independência do Malawi?
BANDA – Não lhe vou dizer isso.
BBC – Quando espera conseguir a independência?
BANDA – Não lhe vou dizer isso.
BBC – Dr. Banda, quando Vossa Excelência conseguir a independência, continua na sua determinação de se separar da Federação Africana Central?
BANDA – Se o jornalista me fizer essa pergunta nesta etapa...
BBC – Pois esta etapa serve da mesma forma que qualquer outra etapa.  Porque é que me diz que eu não devia fazer a pergunta nesta etapa?
BANDA – Eu não falei já o suficiente para todo o mundo se convencer que eu pretendo exactamente aquilo?
BBC – Sr. Dr. Banda, se o Malawi separar-se da Federação Central Africana, como faria economicamente? Depois de tudo, o seu país não é na verdade um país rico.
BANDA -  Não me faça essa pergunta. Deixe isso comigo.
BBC – O que é que pensa? 
BANDA – Não lhe vou dizer isso.
BBC – De onde pretende conseguir ajuda económica?
BANDA – Não lhe vou dizer isso.
BBC – Será que Vossa Excelência vai responder a qualquer das minhas perguntas
BANDA – Não, não direi nada.
BBC -  Pelo menos, poderá dizer o motivo da sua visita a Portugal?
BANDA – Isso é comigo.
BBC – Então, o Sr. Dr. não me vai contar absolutamente nada....
BANDA – Absolutamente nada.
BBC – Então esta entrevista não tem razão de ser.
BANDA – Isso é consigo.
BBC – Obrigado.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

REFLEXÕES NA RESSACA DAS ELEIÇÕES

Se for um dado adquirido de que agora vamos fazer das eleições uma pratica rotineira e cíclica, a questão que se levanta agora; é que tipo de eleições temos quando na verdade os meios de difusão em massa convertem-se em canais de claro favorecimento de um concorrente?
Antes de todas as conjunturas seria de todo interessante citar Robert Dahl que sustenta que em todas as eleições o que esta em causa é a “livre competição pelo voto livre (one man, one vote)”.
 De antemão sabemos que na disputa política não funciona o far play à moda da FIFA, onde em caso de um adversário estar em perigo joga-se a bola para fora e no reinicio do jogo a equipa beneficiada devolve a posse de bola a equipa benfeitora.
Ainda na mesma linha de pensamento, Schumpeter citado por Alberto Cafussa, adverte que “não se trata de uma concorrência perfeita, mas sim, tal como no mercado econômico, de uma concorrência imperfeita ou oligopolica, em que as elites ou oligarquias políticas competem entre si pelo poder. A característica de um governo democrático não é dada pela ausência de elites, mas supõe a presença necessária de elites a disputarem entre si o voto popular”.
Todavia, para disputar esse tal “voto popular” é preciso impressionar, conquistar o povo e para conquistar o povo a comunicação é fundamental e o canal de comunicação indispensável.
Cá entre nós um analista ousou chamar o desempenho da media publica durante as eleições 2012 como “OBSENO” e o da Radio Despertar e o jornal Terra Angolana, como "inversamente igual a media publica".
A questão que se coloca para 2017 é: até que grau a nossa democracia precisa fazer um volte face para Alcançar os canones de democracia plena?
Ou dito de outra forma, como chegar a este pleno e prévio requisito de uma verdadeira democracia no país onde o ambiente na media é completamente adverso?
Receitas procuram-se...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

COMO O MPLA SOLIDIFICA SUAS RETUMBANTES VITORIAS


Salta-me a vista a forma astuta e eficiente como de maneira sucessiva o MPLA vem conquistando suas vitorias folgadas sobre seus concorrentes a partir de uma estratégia assente em múltiplos pilares onde a comunicação social é sem duvidas um dos mais importantes. É possível observar uma estratégia de comunicação bem urdida e que tem nos últimos tempos a TV como o principal “cavalo de Batalha”. Enquanto a maioria dos actores políticos angolanos se engajam em batalhas visando “remover” o MPLA do poder que conserva desde a nascença da Angola independente, o partido dos camaradas tem dado a observar aos mais atentos que a sua permanência no poder obedece a uma estratégia baseada na “Imagem Positiva” construída com a participação do cidadão comum que transmite durante períodos cruciais, o valor do projecto de Nação que parecendo caduco aos concorrentes de um ápice funciona e renova a confiança dos eleitores nas suas promessas. Por incrível que pareça, através da comunicação social o MPLA dispara a suas “balas mágicas” perante a passividade dos concorrentes que não reparam e pior para eles ainda ajudam a enriquecer o conteúdo.
Através da comunicação social, particularmente a televisão, o MPLA consegue “prender” a atenção do eleitor, fazendo bem duas coisas: comunicar com eficiência e distrair a concorrência.
No que toca a entreter a concorrência, que tem estado a funcionar muito bem, parece que a unica excepção ocorreu em 1992, quando na bancada dos concorrentes ao poder estava um “peso pesado” que se chamava Jonas Savimbi que nutrido do capital de “combatente pela democracia” quase rivalizou com MPLA não fosse o facto de o único canal de televisão disponível ser GOVERNAMENTAL (transformado as pressas em publico) e logo ao serviço da formação política gestora do estado para o caso o MPLA.
Na época, bem tentou Jonas Savimbi abrir um serviço de televisão, mas não logrou êxitos e de maneira estratégica rapidamente o MPLA ofereceu de bandeja a possibilidade de abrir o serviço de radio, pois de antemão se sabia que a limitação legal de transmissão apenas em FM era travão mais do que suficiente para diluir o impacto das presumíveis estratégias urdidas pelo lider da UNITA.
Em 1992, tudo era novo e as coisas novas apeteciam. Muitas delas foram feitas “a quente” incluindo pelo próprio partido no poder, mas por mais quente estivesse o ambiente e por mais empolgados que estivessem os actores políticos, os estrategas do MPLA souberam segurar e muito bem o Cavalo de Troia que se conhecia no sector dos MASS MEDIA que era efectivamente a televisão, não estivéssemos no inicio dos anos 90 como se veio a constatar uma decado ouro para a TV.  William Tonet, um dos pioneiros no sector do vídeo com a sua MUNDO VIDEO tentou um projecto similar, mas não passou da intenção.
Portanto, se empolgados pelos ventos da mudança onde até o sector neufragico da vida do país, a economia, Não escapou ao redimensionado e quase todo o valioso patrimônio empresarial existente foi “leiloado” para não dizer oferecido a custo zero a pseudoempresarios despreparados, porque carga d’água, tais poderosos ventos não sopraram no sentido de também o sector da media optar pela inovação que na época passava obrigatoriamente por deixar-se nascer e crescer projectos alternativos a media publica, porque alias  ousados cidadãos apresentavam exequíveis propostas?
Na verdade desde os tempos de partido estado que o MPLA dedica especial atenção a esse sector neufragico. Agora no terceiro acto eleitoral e já é possivel confirmar hipoteticamente do porque de tal afeição.
É a partir do mesmo que as suas vitorias são garantidas, não porque as suas propostas sejam as únicas validas para reger a nação, mas antes porque elas chegam com eficiência ao eleitor e por essa via electrizam e fidelizam os votantes. A jogar a favor da estratégia do MPLA, esta falta de acutilancia, diria estratégia dos pretendentes ao poder que não conseguem intrometer e partilhar o território assalador de projecção da imagem positivista do MPLA, que se chama televisão. 
Nesse seu monopólio, os camaradas foram bafejados tanto pela sorte, que até na única ocasião em que este cenário poderia em teoria ser forçado a mudar a própria oposição deixou-a escapar. À reboque no forte capital político de Jonas Malheiro Savimbi, transfigurado de “demônio” para o grande “reformista”, como o velho guerrilheiro foi apresentado aos eleitores, tudo em nome da reconciliação nacional pós Bicesse, a primeira Assembleia nacional multipartidária foi a melhor das ocasiões para ir estreitando o espaço de manobra a disposição do MPLA no manejo dos cordeirinhos do xadrez político angolano a seu bel prazer. Tudo porque para as decisões chaves o MPLA precisava do apoio da UNITA, detentora de 70 assentos na sede do poder legislativo. Porém, a opção de Jonas Savimbi, depois de não ver coroados os seus esforços de chegar à presidência de Angola foi o retorno à guerra, alias ideia que não abandonara desde a assinatura de Bicesse tal era o seu poderio militar visto a olhos nús e a demonstração da sua propensão pela confrontação belicista nos actos públicos protagonizados um pouco em todo o país e tom de violência no seu discurso de campanha em setembro de 1992.
Contrariado, ou melhor, “facilitado” o MPLA foi paciente e geriu o choque do retorno à guerra, reconheça-se com coragem e apurada diplomacia até a época em que se socorreu de uma cisão no seio dos maninhos fazendo ascender a Renovada com o grupo que se manteve na cidade. Nesta ocasião, mais uma vez a soberana oportunidade de volta a senda política com o arranque do debate sobre a constituição. O debate avançou a tal ponto que se chegou a um esboço de constituição, um acordo sobre os símbolos onde pontificava a mudança da bandeira nacional para afastá-la das profundas semelhanças com as cores da bandeira do MPLA. Entretanto, apossados de uma febre de “abandonos das sessões” na assembleia Nacional, a UNITA deixou escapar tal oportunidade abandonando a comissão constitucional. O que nunca passou pela cabeça dos Maninhos é o facto de que tal abandono era o melhor presente que se poderia dar ao “Glorioso”, pois encorajado e animado com os resultados de 1992, seguro do desgaste de imagem do seu arquirrival que acabava de perder o que de mais valioso tinha, o líder, o MPLA nada mais disse e fez o jogo do concorrente, guardando pacientemente o seu principal trunfo para o fim.
Sempre protegido pelo seu alargado espaço de manobra chegou às eleições de 2008 conseguindo o primeiro ponto de avanço sobre o seu concorrente que foi separar entre legislativas e as presidenciais ao contrario de 1992 quando os dois poderes foram providos em um único acto. Eis que chegou a vitoria “retumbante” que o politologo Alberto Cafussa[1] considera como surpreendente tanto para o vencedor (MPLA) quanto para o maior derrotado (UNITA). “Ao obter uma maioria absoluta de votos validamente expressos, o MPLA, que previa uma vitoria com maioria qualificada não superior a 70% teve de se confortar com um resultado nada antes imaginado”.
E como o que abundam não prejudica, o MPLA terá simplesmente agradecido e encetado o que a UNITA nunca quis fazer em conjunto, ou seja: a revisão constitucional. Hoje e sob o silencio da oposição em actos do estado facilmente as pessoas podem fazer-se acompanhar da bandeira partidária cuja diferença com a da Republica é semelhante a diferença entre gêmeos verdadeiros, só para citar este exemplo.
Voltando ao apego do partido fundador da Nação Angolana ao sector da media, importa ressaltar que o MPLA “segura” a TPA com duas mãos, alias só um partido desavisado poderia se dar ao luxo de não socorrer-se legitimamente desta “poderossima” arma existente no mercado uma vez que a pretensão das forças políticas é a de conquistar o poder e a de mante-lo, como o vertente caso.
A missão de observação da União Europeia as eleições de 2008 refere no seu relatório final ter notado “uma melhoria geral e global no ambiente dos meios de comunicação social de Angola após a assinatura dos acordos de Paz de Bicesse em 1991. A Lei de Imprensa, promulgado em Junho desse ano, garantiu a liberdade da imprensa; apareceram novos meios de comunicação privados e o conteúdo jornalístico tornou-se mais aberto e crítico. Contudo, alguns aspectos do ambiente dos meios de comunicação social em Angola ainda ficam aquém das normas democráticas internacionais”[2]. O problema reside no facto da limitação gritante no que tange ao acesso a uma pluralidade de opiniões devido ao facto dos media de alcance nacional serem exclusivamente apenas os órgãos públicos excessivamente controlados pelo partido no poder através do governo.
Também saltou a vista o desempenho da unica estação de televisão na altura no país com dois canais e refere o relatório da EU “a TPA 1 e TPA 2 também transmitiram spots pro Governo e novos boletins a 4 de Setembro incluindo informação sobre o evento de encerramento da campanha do MPLA em Cacuaco. Outro exemplo de conduta incorrecta por parte da TPA 1 foi a transmissão de várias entrevistas a eleitores no Dia de Eleições em que os entrevistados eram questionados sobre se tinham intenções de votar no “partido do seu coração” - o slogan utilizado pelo MPLA durante a sua campanha”[3].
Pois bem ali esta o patente o que a oposição, principalmente a UNITA nunca chegaram a prever ao deixar escapar a oportunidade de uma posição de peso significativo na assembleia nacional forçar pela via da legislação uma conformação das nossas instituições e regulamentos aos cânones regentes da democracia no mundo.
Melhor que todos os restantes concorrentes ao poder, o MPLA sabia e sabe que os especialistas consideram a TV como o media que manda numa eleição. Alfredo da Mota Menezes[4] em um artigo publicado em agosto de 2004, socorre-se do conteúdo de um trabalho de mestrado em que era parte do jurado onde o mestrando tinha pesquisado sobre as estratégias que construíram na televisão a imagem de Collor de Mello para a eleição presidencial de 1989. Neste trabalho o autor acaba por demonstrar dados incisivos que provam em como até telenovelas que se encontravam no ar na TV GLOBO, nomeadamente “Salvador da Pátria, Vale Tudo e Que Rei Sou Eu”, ajudaram a construir uma imagem a favor do candidato.
Segundo o artigo, a televisão é a principal fonte para os eleitores numa eleição, vindo a seguir Jornais e revistas e logo depois as discussões pessoais com terceiros e por fim a rádio. Um dado relevante é o facto de somente 0,5% das pessoas serem influenciadas pelas pesquisas eleitorais. Portanto é unanime afirmar-se que a televisão é como uma força "avassaladora" sobre outros veículos de comunicação.
Quanto falamos de TV, não estamos propriamente a nos referir somente ao horário gratuito distribuido aos concorrentes. Na verdade toda a emissão é uma grande oportunidade, e tal como “grão a grão, a galinha enche o papo” passo a passo pela via da repetição a televisão electriza o telespectador eleitor e induz de maneira como que natural a opção a escolher no dia D. O nosso citado acrescenta que para “fazer a cabeça do eleitor” os telejornais, as entrevistas e os debates também participam do processo e faz referencia a alguns debates famosos como de Nixon e Kennedy em 1960 e Collor e Lula em 1989, e por nossa conta acrescentamos o recente entre Sarkozy e Hollande em 2012.
A historia dos medias regista que por “culpa da TV” o eleitor diminuiu sua presença em comícios, pois pode "acompanhar seu comício de sua própria casa". Daí que hoje a moda é showmício (uma mistura de shows com comício) e perdem tempo os que disperdiçam energia e aproveitam mal espaço na media para dirigir criticas ao MPLA desafiando esse partido a fazer simples manifestações políticas a estilo da época da mobilização via megafone, porque é por demais sabido que o eleitor não se dá ao trabalho de sair da sua confortável poltrona apenas para ir ouvir verbos e números nos fadonhos discursos dos politicos. A vida é acção e emoção e não estão as formações políticas proibidas de dar acção e emoção as suas iniciativas.
É exemplo o disso o dia em que o MPLA lançou a sua proposta de programa de governo e manifesto eleitoral (julho de 2012). No âmbito da operação “electrizar o eleitor”,  o MPLA engalanou a linda sala do centro de conferencias de Belas enchendo-a com seus membros e colorindo-a de vermelho-amarelo-preto (ai esta mais uma vez a imagem) e para não variar teve momento para Matias Damásio subir à tribuna onde a cupla do partido tinha momentos antes deixado uma sequencia de palavras e números que devem ter entrado no ouvido direito e imediatamente saído no esquerdo dos ouvintes, para transformá-la em palco e levantar a plateia que de chapéu/lenços em mãos acenou para o cantor e o presidium para quem esteve na sala, mas para aqueles que tal como eu acompanharam pela televisão sem duvidas o aceno foi para o telespectador porque Lá estava a camara de televisão a fazer a sua parte.
O verdadeiro debate que a oposição deveria ter aberto, depois de desperdiçar a soberana oportunidade de precaver isso via CONSTITUIÇÃO, se os maus futuristas da UNITA não tivessem cometido um dos seus maiores erros de calculo, é saber se é legal ou não o MPLA ter estes quilométricos minutos na televisão publica. Para uns é legitimo, porque enquanto partido governante deve ter oportunidade de mostrar o seu trabalho e deixar o eleitor julgar, porém para outros nessa ocasião a legitimidade do detentor do poder deveria ser suspensa para que todos os contentores pudessem partir em pé de igualdade. É um longo debate, cuja procissão apenas vai no começo, mas a verdade é que o fosso entre a imagem do MPLA e de seus concorrentes vai se alargando cada vez mais.
Estudos referem que a televisão trouxe uma maior volatilidade do voto. O eleitor para se informar melhor, acaba deixando para a última hora a definição em quem votar. Que os eleitores com menor grau de instrução são mais influenciados por esse veículo do que por outros. Diz ainda, que, a televisão ajuda a enfraquecer alguns partidos políticos e o inverso também ocorre. A literatura especializada atribui a televisão poder de fazer alguém conhecido sem precisar sequer de partidos, bastando as vezes uma boa aparência, pois na televisão o eleitor vai buscar as qualidades do candidato. Pequenos detalhes como falar bem, não ficar tenso ao intervir na TV são de valor capital. Portanto para muitos a televisão é uma oportunidade e uma fraqueza,  quicá esta é a razão porque não tivemos debates televisivos em 1992 por mais que alguns quisessem programar tal desiderato, acto contínuo não os tivemos em 2008 e 2012, pelo menos ao nível das figuras singulares que podem favorecer ou desfavorecer as campanhas das formações políticas, refiro-me aos lideres.
Daniela Bordinhão no site AGENCIA DE NOTICIAS - Brasil, escreve que apesar das pessoas dizerem que não, a propaganda na TV tem bastante audiência. Lembra que antigamente o que valia era o comício e o corpo-a-corpo. Atualmente, essas manifestações não têm tanta influência. O comício depende da concentração de pessoas em determinado local, do transporte, da segurança e do interesse das pessoas. Neste contexto, “a propaganda na TV é uma forma segura e simples de participar”.
A influência da propaganda eleitoral na TV sobre os eleitores foi tema de um estudo realizado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) em 2001. Para descobrir qual é a sua influência sobre o processo de decisão do voto do eleitor. O cientista político Antônio Fernandes Júnior da faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, elaborou uma pesquisa a volta do horário gratuito de propaganda eleitoral e as eleições ao governo do Estado de São Paulo em 1998 e provou que ao contrario do senso comum que afirma que os programas de campanha eleitoral são cansativos e de baixa audiência na pratica acontece o contrario. Em 1998 para o governo do Estado de São Paulo, o espaço na televisão foi decisivo para o resultado final confirmando a tese de que o horário de campanha na TV é uma das principais fontes de informação da maioria da população "é a linguagem com a qual estamos acostumados”.
O renomado pesquisador cita no seu estudo os vários factores de influencia numa campanha eleitoral classificandos-os entre os de curto, médio e longo prazo no que toca a exercer influencia sobre o eleitor. O espaço de campanha eleitoral na televisão aparece entre os factores de curto prazo categoria onde esta igualmente a conversa com pessoas próximas e de confiança e os comícios e passeatas de ruas aparece em última instância. Portanto, Fernando, mostra que todas as classes sociais acompanham, indistintamente e com muita curiosidade, o horário eleitoral. 
Isso resulta do facto da televisão ser o meio de comunicação de massa mais completo, é muito mais real e convincente do que outros veículos – dá movimento, acção e vida à mensagem. Depois de descoberta, ela  eclipsou a imprensa sobretudo porque os jornais não podem responder cabalmente a características como: a instantaneidade, a flexibilidade, o potencial de dramatização, acompanhamento "in loco" do evento, e mais que tudo, o seu imenso poder de penetração na população e retenção de quem se atreve a dar uma olhada a telinha. Ela funciona como uma masmorra sem precedente, ela é uma prisão das mais seguras do mundo onde os enclausurados não tem espaço para fuga nem na pratica e nem em pensamento, porque a televisão actua sobre todo o ser que imbuído acompanha com as mãos, as pernas, com todo o corpo que se associa aos sentidos previlegiados de percepção da sua electricidade, que são a visão e audição.
Servindo-se desta confortável vantagem sobre os seus concorrentes, mesmo que os mais optimistas como Frei Zé Paulo[5] não a tomem como ameaça aos outros medias, a televisão, principalmente nos períodos eleitorais, desenha e projecta para audiência a figura do político ou do projecto político da mesma forma como um promotor de venda procura a todo o custo chamar atenção para o seu produto. Na verdade, aqui não é a televisão, são as pessoas que se servem deste demolidor poder da televisão para estender as suas masmorras e não dar espaço a mais nada e mais ninguém. Referimo-nos aos profissionais da propaganda aqueles que se dedicam desde os tempos da democracia ateniense a apresentar-nos um conjunto de aparências mais para convencer do que para depurar a verdade.
O objectivo da propaganda política é dar ao consumidor condições para desqualificar, de imediato, as críticas e os comentários desfavoráveis ao seu assessorado.
Duda Mendonça (2001), sentencia ao afirmar “no mundo e no tempo em que estamos vivendo, é preciso realizar e comunicar. Fazer e informar. De forma rápida e eficiente. Não é raro que o saber, mal digerido, paralise. Nem que a criatividade, livre de amarras, saiba gerar seus planos e engendrar as suas tramas. Erram os que pensam que é só seguir à risca o que as pesquisas apontam. Falar o que as pessoas esperam. Vestir o que as pessoas gostam e então, comemorar a vitória”. Duda esclarece que “o que conta não é só o texto, mas o corpo de quem está ali, enviando esta ou aquela mensagem. Contam o timbre da voz, a entonação, as pausas, o olhar, os gestos, a roupa, o corte do cabelo e até um simples piscar de olhos”. Para ele o importante é transmitir emoção, falar com os olhos, falar com as mãos, falar com a alma. Uma reação autêntica vale muito mais do que um discurso conceitual, repetitivo, cheio de números.
Nas campanhas políticas na TV, o fator mais importante é conquistar a admiração das pessoas. Se o candidato ou o projecto de sociedade consegue conquistar a admiração da população, ele estará concerteza muito próximo do sucesso. Entretanto, a bem querida “admiração” é conquistada muito mais com atitudes do que com obras.
A campanha política tem sido comparada a variadas acções existentes em outros sectores de actividade. Por exemplo, um actor comparou-a a guerra, no sentido metafórico da palavra e nas guerras temos exército, estratégias, bombas, vitórias, derrotas, sofrimentos, etc. É um ambiente constantemente tenso.
Alberto Cafussa, ao referir-se ao espaço de actuação dos partidos políticos compara-o ao “mercado econômico” onde os partidos devem identificar os pontos fortes e fracos dos concorrentes, assim como descobrir as necessidades do consumidor, para o caso cada grupo de eleitores.
Uma campanha eleitoral é na verdade “um combate” entre candidatos pelos "corações e mentes" dos eleitores. Cada um apresenta a sua versão sobre si mesmo. O objetivo é o mesmo: fazer prevalecer a sua versão sobre as demais e, desta forma, persuadir o eleitor a votar nele e conquistar a mídia dominante, a mídia dominante na nossa sociedade é a TV. Ela é o mais completo dos veículos, tem som, imagem e texto, e, portanto a mais influente, e a que melhor transmite toda a dramaticidade da campanha eleitoral. Portanto até prova em contrario é nela que se projectam as vitorias nas democracias. É na televisão que se estabelece a intimidade entre a escolha secreta do eleitor e a capacidade de conquistar do político. O pior erro é pensar o contrario.
Perante esta realidade o MPLA só faz o que a sabedoria indica e qualquer um no seu lugar o faria. Importa ressaltar que o MPLA o faz muito bem e a oposição inversamente o contrario. Porém, mantem-se a questão de fundo: É LEGITIMO O MPLA TER QUASE QUE DE FORMA EXCLUSIVA ESTA FERRAMENTA AVASSALADORA? É LEGAL TODO A CAPMANHA A FAVOR DO GOVERNO AO LONGO DOS MESES QUE ANTECEDERAM O DIA D?
Eu não tenho as respostas por isso lanço a questão a debate.
Vamos a isso…

 

 



[1] Alberto Cafussa, TENDÊNCIA DE VOTO DO ELEITOR ANGOLANO NAS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS DE 2008.
[2] ANGOLA RELATORIO FINAL,  eleições parlamentares 5 de setembro, União Europeia, missão de observação eleitoral 21 de setembro 2008.
[3] idem
[5] TV E INTERNET, AMEAÇAS A RADIO? – frei Zé Paulo na sua alocução no congresso de radiodifusão, UnIA, fevereiro de 2011
 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O ROUBO QUASE PERFEITO DE UM PITBULL

A ocasião faz o ladrão. Esse ditado continua tão actual que não acreditei no que ouvi contar esse fim de semana e decidi partilhar com os que me visitam neste cantinho que reservo para contar o que vejo oiço ou reflito.
Isso vem a proposito de cães de raça que para fazer as vontades do meu filho tive de adquirir um casal de labradores recem chegados da Namibia. Para além de satisfazer os gostos do meu garoto foi um pouco tambem a pensar na função de guardas que eles desempenham muito bem que se tornaram nos novos inquilinos do nosso casebre lá pra as bandas da Calemba II.
Os cães de raça até chegam a ter má fama e associados a violencia. Imaginem voces se uma pessoa no pleno gozo das suas faculdades mentais se atreveria a roubar um pit bull adulto? Pois é, o pit do meu camarada ia sendo roubado em consequencia de um plano quase perfeito.
O Ladrão em plena epoca do cio, trouxe consigo a sua cadela da mesma raça e sabendo que no fim do dia o portão do quintal ficava encostado e não trancado, aproximou-se e abriu-o. Por instinto do pit macho imediatamente comunicou-se com a femea ao aproximar-se e rapidamente se pós a segui-la. O dono, conscio da sua missão, tinha a sua cadela sob trela e pois-se a andar fazendo com que o macho seguisse e zás mandou-se becos adentro na Sapu.
A familia de casa foi alertada e rapidamente comunicaram o pai que regressou desesperado perante o sumiço do seu amado cachorro. Solução declarar o roubo a policia e bater todos os becos a procura. Levou o tempo que levou, com a ajuda de automovel (mais rapido que a marcha de um homem a raptar um cão) o quase perfeito ladrão de pitbull foi pego a já algumas centenas de metros da casa.
O bom de tudo, é que quando o pit macho viu as pessoas que lhe eram familiares abandonou a cadela e correu para estes. De imediato foi comunicada a policia e o ladrão levado para a divisão de Viana.
Portanto, gente amiga os nossos malfeitores não dormem. Quando nós buscamos metodos para nos defendermos deles, eles aperfeçoam os truques para nos desgraçar.
Por isso mesmo os meus Labradores já os adquire a pensar um pouco nas suas necessidades naturais. Vieram macho e femea e caso sejam fieis um ao outro não haverá macho ou femea nenhuma no cio para os atrair.
Cuidem dos vossos animais de estimação.

TV. UMA FACA DE DOIS GUMES


A televisão é uma faca de dois gumes. Se por uma lado pode ser divertida, educativa e economicamente lucrativa por outro pode ferir, trazer maus ensinamentos e provocar damos. Quando a pouco tempo, assistia e ouvia pelos canais brasileiros noticias em como detidos de uma penitenciaria cavaram um túnel para se por em fuga, ou como ladrões explodiram a caixa forte de um banco para levar o dinheiro ou ainda como um detido a partir da cadeia comandava e controlava o negocio da droga nos morros do Rio de janeiro, simplesmente dizia que essas eram coisas dos brazukas porque: PARECIAM COISA DE CINEMA.
Pois bem, ensina a sabedoria que por de trás de uma grande fortuna esta sempre um crime e por detrás de uma perfeita obra de ficção esta sempre uma realidade. Cá entre nós “os detentos” como dizem os brasileiros não é coisa mole e são capazes de urdir planos que se vendidos aos produtores de Hollywood dariam em grande filme.
Seria possível em pleno tribunal provincial, sob vigilância dos seguranças um detido se pôr em fuga correndo pelas bandas da Marginal em plena luz do dia?
Por favor alguém me responde essa questão com sinceridade, porque o que ouvi sexta feira até agora não foi noticiado em nenhum orgão que tive acesso e para todos efeitos o considero uma anedota porque é inusitado demais para ser realidade.   

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O MEU PEDIDO AO PROXIMO PARLAMENTO

A ubanidade não aconselha cantar vitoria ou lança foguetes antes da consumação dos factos. Sim apenas mesmo só por URBANIDADE não devemos dizer quem ganha no dia 31 de agosto porque de resto todos nós sabemos quem ganha. Nós os eleitores avisados, o partido que ganha e os que tentam ganhar sabemos claramente que a vitoria esta assegurada para um dos concorrentes. A questão que se coloca é: por que percentagem?
A segunda questão que se coloca é: quem será o segundo?
e mais uma questão que se coloca é: quem não conseguirá manter-se ou ingressar no restrito nobre clubE da nossa assembleia nacional.
Sabendo eu quem ganha, cá comigo mesmo vou cogitando a possibilidade de pedir a um dos amigos que concerteza entra na assembleia nacional, qual seria a possibilidade de ele e outros interessados baterem-se por modificar a legislação eleitoral para que no pleito de 2017 as coisas mudassem.
Por mim, era de todo urgente que a legislação fosse modificada e ficasse prevenida a questão de oportunidades iguais na media. Seria uma valencia imensuravel que na proxima Republica ficasse claro o limite da propaganda e da publicidade institucional. Seria bom que se delimita-se até quantos dias antes das eleições se podia fazer inaugurações de obras realizadas com fundos publicos e seria de bom tom clarificar o estatuto do presidente em funções quaando o mesmo fosse candidato a sua sucessão.
Enfim, a bagunça permitida pela omissão legal, esta de que maneira a deixar uma marca negativa as nossas eleições.
O quanto seria valoroso para Angola que o crescimento economico, a pujança da economia, as abundantes infraestruturas reabilitadas e ou construidas, etc. fossem acompanhados com a realização de "ELEIÇÕES LIVRES E JUSTAS" e não mais uma vez ELEIÇÕES QUE PODEM SER CONSIDERADAS LIVRES E JUSTAS, como disse Margarett Anstee (espero ter escrito bem o nome) na declaração da ONU depois do pleito de 1992. De lá pra cá parece nossa cina que todos os actos eleitorais sejam acompanhados de irregularidades.
Alguém consegue adivinhar de que é que estou a falar?

O BOM JORNALISMO DO PUTO KISSANGA



Depois do indigesto noticiário das 13 horas na RNA, eis que por dádiva de Deus tive um jantar melhorzinho. As 18h30 no jornal da noite da Radio Ecclesia o meu puto Joaquim Kissanga contou para Angola e o mundo a ‘estória’ da detenção do secretario da CASA CE na província do Kuanza Norte e mais seis seguidores obedecendo aos mais elementares princípios do bom jornalismo.
O escriba ouviu em primeira...
instancia o segundo comandante da policia local que contou a sua versão para justificar a detenção daqueles políticos invocando em resumo que os mesmos tinham protagonizado actos de arruaça de frente ao Comando da PNA em Ndalatando.
Sem emitir sua opinião, o puto equilibrou a matéria dando igual oportunidade a um militante da CASA que contou versão diferente do policial. Para dar mais trunfos a materia o puto caprichou na captação do som que foi de tal nitidiz e qualidade de se tirar o chapéu.
Como não me contentei com o relato, apesar de irrepreensível do ponto de vista profissional, acessei uma fonte alternativa no terreno que mais ou menos me confirmou o sucedido tendo em parte admitido que ambas partes terão exagerado um pouco na sua atuação:
Os militantes da CASA CE terão colocado propaganda eleitoral em edifício publico e a policia sem ter esgotado todos os argumentos pacíficos para levar os prevaricadores a remediarem a transgressão partiu ela mesma para a retirada de tal propaganda.
Facil, simples e insuspeito que quase me recusava a aceitar que a materia foi elaborada pelo mesmo puto que teima em me chamar kota não só pela idade, mas também por ter chegado primeiro na profissão e ainda mais porque lhe recebi na Radio Kuanza Norte como estagiário em meados da década de 90.
Para meu gládio, o puto acaba de me fornecer mais um clip para a modesta colecção de exemplos para as pequenas oficinas de jornalismo que venho fazendo desde os tempos da IRIN (ONU) e agora com a BBC MA. Confesso que tenho muitos poucos exemplos made in Angola para mostrar caminhos do bem fazer enquanto para o contrario abundam. Confesso que as vezes e imensurável a minha frustração quando para bons exemplos tenho de recorrer a fontes estrangeiras como o arquivo da BBC serviço em português.
Até que enfim um bom final do dia.
Bem haja Kissanga...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A IMPORTANCIA DAS TICs NO JORNALISMO

Este pequeno trabalho escolar tem como objecto fazer uma incursão acadêmica sobre A IMPORTANCIA DAS TICs NA SOCIEDADE ACTUAL em resposta a um exercício da cadeira de Técnica e Tecnologia II no curso de Ciências da Comunicação da universidade Independente de Angola, UnIA a pedido do professor da cadeira. Sendo o tema bastante abrangente, e porque também é sugestão do docente, vamos fazer uma inflexão para a perspectiva “AS TICs e o JORNALISMO” buscando compreender segundo nossa óptica o que essa “revolução tecnológica” trouxe de novo a uma velha profissão.

Qualquer tentativa de compreender as TICs resultará gorada se o autor de tal não buscar antes de tudo compreender os conceitos fundamentais por detrás desta sonante abreviatura. Seguindo a praxe, vamos antes de tudo conceptualizar as palavras chaves do nosso tema.

A história começa há pouco mais de 50 anos com o surgimento do primeiro transístor, ou como é conhecido, o "chip", objecto esse que a data da sua nascença não indiciava que iria revolucionar o nosso mundo. Porém, o minúsculo objecto evoluiu, contribuindo para o desenvolvimento da tecnologia tendo a dada altura da sua evolução, feito nascer à palavra TIC (tecnologias da informação e comunicação) que esconde por detrás da abreviatura conceitos como: Informática – tratamento automático de informação em computadores; e Tecnologias de Informação – processo de tratamento central e comunicação da informação, através do hardware e software; significando na sua essência nada mais senão a transmissão de informação através de redes de computadores e meios de comunicação no intuito primário de promover a cultura e a formação essencial ao desenvolvimento da sociedade.

Hoje as TICs são utilizadas pelos organismos da administração pública, empresas, famílias e indivíduos, enfim, e exercem mutações no modo de vida das sociedades posicionando-se como pedra basilar na vida colectiva e individual actual. Com o seu BOOM as TICs contribuem para simplificar processos, proporcionar a redução de custos, para agilização do relacionamento com os cidadãos e empresas e vice-versa, para a transparência e desburocratização, para a melhoria do bem-estar, para a qualidade de vida do cidadão, para o avanço da ciência, etc., etc.

Perante tal grau de penetração das TICs em nosso quotidiano arriscamos afirmar que nenhum sector activo da vida terá ficado indiferente a tal fenômeno, sendo o sector do trabalho sem duvidas um dos que as novas tecnologias influenciam de maneira mais significante uma vez que todo o espectro do exercício Professional e laboral foi apreendido pelos variados sistemas e soluções tecnológicas: as empresas utilizam as novas tecnologias precisas quer para quem trabalha como para quem quer trabalhar, ajudam a humanizar a sociedade, reforçando o reconhecimento do valor do indivíduo. Portanto o JORNALISMO como oficio e profissão como é obvio também foi afectado. Como foi afectado? Que resultados foram alcançados e que rumos se perspectivam para essa secular profissão de hoje em diante é o cerne da abordagem em que nos vamos concentrar a seguir.



AS TIC’s E O JORNALISMO NA SOCIEDADE ACTUAL

Esta profissão secular que acompanha o homem desde muito tempo em consequência da sua necessidade natural de conhecer o que acontece em seu meio e arredores passou por várias mudanças, adaptações e evoluções, por conta dos avanços tecnológicos. Além do tradicional jornal impresso, da TV e do rádio, atualmente, tem-se a opção de acesso a notícias através da internet que leva os especialistas a considerarem a auto-estrada da comunicação como a nova lufada de oxigênio para o sector da mídia. Todavia, dizem os experts que a procissão apenas vai no começo. Visionários perspectivam um mundo em que o EXPRESSO EM PAPEL/RADIODIFUNDIDO/TELEVISSIONADO se vai diluir a tal ponto que a fronteira entre ambas plataformas será irreconhecível.

Se ontem os jornais impressos impunham a sua pujança, a seguir reforçada com a chegada da sua congênere radiodifusão e a posterior a televisão, hoje como que de um toque de mágica nasce a “plataforma congregadora” onde cabem os três domínios anteriores e como se tal não bastante ela ainda permite uma complementaridade entre ambas. Ir para além do jornal impresso, da radio ou da televisão no mesmo veiculo, era até a pouca um exercício quase impossível e se possível bastante oneroso, porque impunha investimento em mais de uma plataforma de comunicação, mas hoje com as TICs, jornais, rádios e televisões podem actuar em simultâneo no mesmo conteúdo em uma perfeita “troca de favores” e uma incessante procura da satisfação das necessidades da audiência a qual se procura servir através dos meios mais confortáveis ao alcance dos investidores tendo sempre em atenção aspectos como os hábitos, praticas e costumes de consumo das audiências.

Segundo a jornalista e doutora em Ciências da Comunicação, Claudia Irene Quadros, em seu artigo ”Uma breve visão histórica do jornalismo on-line” a simbiose começou na década 90, e o BOOM deu-se nos anos 1995 a 1996 sendo pioneiros na empreitada famosos títulos ocidentais.

Para citar apenas alguns exemplos, atemo-nos a dois dos pioneiros do jornalismo eletrônico que ofereciam mais do que uma versão impressa. Tratam-se dos diários: The Times (1994) e o The San Jose Mercury Center (1995) nos EUA. Eles destacaram-se por começarem a explorar as inúmeras vantagens que a internet oferecia na altura. Ficou para a posteridade e consta dos anais da historia o nome do jovem jornalista Mark Hull, com apenas 21 anos, foi responsável por uma reportagem distribuída na internet sobre como o lucro das vendas da cocaína a certos bandos de Los Angeles iam parar em um fundo da CIA, agência norte-americana de inteligência. A documentação incluía um pequeno acervo de decisões da Corte (instituição de justiça), cartas entre senadores e o fiscal geral, fotos que comprovavam tal facto e conversas gravadas com os traficantes de droga. Tudo isso fazendo parte do material de uma reportagem.

O The San Jose Mercury Center destacou-se também por ter em suas estruturas, profissionais empenhados em construir uma linguagem do jornalismo na internet. Essa construção de uma nova linguagem deu oportunidades de trabalho aos recém-ingressados no mercado jornalístico que como se sabe por falta de credito tem dificuldades a impor.

Além da linguagem, outros aspectos da internet poderiam (e podem) ser explorados, como a interactividade. Claudia Quadros destaca que “Juan Gonzalo, um dos redactores do diário El Mundo, (Espanha) afirmava que o diário digital deveria ser interativo, superando assim as limitações dos jornais impressos”. Estava a começar a revolução cibernética na media e mais uma vez no estado vanguarda e referencia obrigatória no sector, onde alias já tinha acontecido o exemplo mais sublime de jornalismo investigativo com as revelações do “garganta Fundo” no Washington Post no celebre caso Watergate ou ainda o não menos conhecido caso do poder da descrição em radio com a “guerra das estrelas” o episodio de ficção que por alguns instantes pareceu realidade lançando o caos.



REVOLUÇÃO TECNOLOGICA COM O HOMEM NO CENTRO DE TUDO

Perante a realidade dos factos que nos são trazidos a analise fácil será concluir que o homem aos poucos esta ficando excluído desse processo. Parece que a tecnologia se vai substituindo ao homem. Porém, para Oldemiro Moreira
[ii] é exactamente o contrario. Quando mais avança, a revolução tecnológica, mais oportunidades e ocasiões proporciona ao homem independentemente da sua profissão. A grande questão é: qual vai ser o perfil desse novo individuo nessa sociedade de conhecimento, onde todo dia é bombardeado com milhões de informações e onde as novas TIC tornam-se denominador comum de todas as suas práticas, quer a nível individual, profissional, organizacional e social. Oldemiro Moreira em um texto de opinião publicado no blog www.liberal.com indica um caminho ao qual chama de “brecha cultural” onde as pessoas vão ter que adaptar-se a essa novo paradigma, cuja essência é as pessoas aprenderem, a saber ser, saber estar e saber fazer em esse novo espaço em Rede, visto que nessa sociedade de conhecimento há cada vez mais a necessidade de colaborar e dividir informação (conhecimento é democrático), porque a máxima fundamental é aprender a aprender de um modo colaborativo, utilizando as ferramentas das novas tecnologias de informação, principalmente as Mass Media.

De uma analise mais a fria se pode denotar que as TICs ajudaram de que maneira o exercício jornalístico. Facilitaram o acesso as informações, o contacto com fontes e a pesquisa no lado da apuração; ao mesmo tempo também ampliou o alcance e a possibilidade de distribuição da informação jornalística. Acto contínuo simplificou os pesados e redundantes dispositivos e ferramentas usuais para o exercício da profissão. Alguns profissionais da década 80, princípios de 90, terão lembranças frescas dos mais de 20 quilos de uma nagra ou camara de televisão que transportavam ao ombro e que agora cabem em um dispositivo que se chegar à meia dezena de quilos é já um exagero. Também é possível sentado no sofá em casa ou no banco de um jardim ou a beira mar enviar a “peça” no dia do fecho no jornal, a minutos da emissão do telejornal ou no inicio do programa ou jornal de radio. Portanto o deadline ou dia de fecho mudou de figurino que actualmente não tem semelhanças com o que se viveu a 10 ou 20 anos atrás neste estressante dia. Tudo isso sem duvidas é por graça e obra das TICs.

Nos dias actuais ganha corpo um novo conceito de fazer jornalismo, trata-se do “jornalismo do cidadão” potenciado com inúmeras ferramentas digitais e conectáveis a rede mundial de informação. Exemplos mais recentes desta nova forma de actuar foram verificados no mundo árabe com as revoluções na Tunísia, Egipto e Líbia quando os telemoveis substituíram as convencionais camaras e microfones dos jornalistas profissionais e um pouco cada um a sua maneira fez algum esforço de mostrar ao mundo a realidade. Actualmente está vivo o exemplo da Síria onde a violência vivida, nos é mostrada por cidadãos corajosos (aventureiros?) que na ausência de media convencional, circulam a velocidade de cruzeiro as realidades vividas em diferentes pontos do país. Portanto já alguém dizia que o “jornalismo convencional” esta prestes a tirar longas férias como aconteceu com os alfaiates, os sapateiros, os funileiros, etc. Um renomado jornalista da praça angolana, Reginaldo Silva, escreveu no seu blog (
www.morrodamaianga.blogspot.com) “com o jornalismo do wikiLeaks a vertente JORNALISMO INVESTIGATIVO esta dispensada por longo tempo”. Portanto, quase todos podemos nos tornar produtores e distribuidores de informação com recurso a internet. A abundância de agências de notícias, sites "informativos" e facilidades de acesso às fontes vêm afectando a alma do jornalismo tradicional e faz relançar o debate em torno da questão se agora todos podemos ser ‘jornalistas’.

Sem ter uma resposta exacta para a questão, apenas de uma coisa tenho certeza. É que tal como afirma Oldemiro Moreira, “o que fará a diferença entre o cidadão comum que mantém seu website pessoal e a informação produzida por um jornalista profissional é a qualidade, credibilidade, confiança e reputação”. Para ele, a credibilidade é hoje, o motor propulsor das informações jornalísticas. Com excesso de fontes, sobreviverão apenas aqueles com alto grau de credibilidade entre o publico e a credibilidade conquista-se com bastante sacrificio.

As novas tecnologias funcionam como faca de dois gumes. Ampliaram a capacidade de pesquisa e produção informativa, mas também banalizaram a actividade de reportagem e pesquisa, porque com a internet, e os variadíssimos dispositivos amovíveis, a prática de retirar informações para fazer uma "matéria", sem sair da redacção, o baixar da guarda quanto ao apurar dos factos, é cada vez mais comum e mais grave ainda é a pratica do copy-past ou do plagio.

Portanto em meu entender o futuro desta nobre missão, instituída em quarto poder, passará sem duvidas pelo domínio das ferramentas tecnológicas em sincronia com a capacidade de elaboração de um pensamento crítico de consistência, e acima de tudo o exercício humanizado da profissão onde lições como ver através da audição, faro apurado, intuição, paciência e honestidade farão a diferença entre o jornalista profissional de corpo e alma e as pessoas comuns que estarão distribuindo informação, fazendo do brincar a jornalista como um loobie ou uma necessidade momentânea. Portanto, continuarão as semelhanças entre jornalista e policia – ambos investigam, porém, um guarda a sete chaves as suas descobertas para ajudar a esclarecer um crime e o outro corre logo para publicar, todavia só continuará a ostentar o titulo ou a carteira aquele que publicar verdades verificadas e confirmadas e que sejam de interesse publico pois “errar é inerente ao homem, mas ao jornalista, ainda que a era das tecnologias parece banalizar isso, é proibido errar”.


CONCLUSÃO
Com este trabalho, podemos aprender e constatar que as TIC estão muito presentes na nossa vida e que Até aquilo que aparentemente é insignificante, pode revolucionar o Mundo. Vivemos numa era dos grandiosos sonhos onde aos poucos so restam coisas difíceis pois o impossível parece sempre superado, por isso o convite final a uma reflexão sobre como a tecnologia nos afecta, mesmo que por vezes não a consigamos ver. Ela está sempre presente da mais simples à mais complexa, pelo que no jornalismo seja onde for em breve sobreviverá não apenas o dono de uma “pena leve” capaz de ornamentar um texto com palavras lindas, mas aquele que de forma clara e simples informa, não o boêmio que corre desarranjado por todos os sítios a procura de um “furo” mas o homem habilitado e dotado de conhecimento e dominio das ferramentas, portanto o homem fiel e integrado nas Tecnologias de Informação e Comunicação.

[i] Citada por Airtiane Rufino e Narjara Rocha em HIPERTEXTO E HIPERMIDIA: O JORNALISMO FRENTE A UMA NOVA FORMA DE COMUNICAÇÃO

[ii] Oldemiro Moreira, Doutorando em Novas Tecnologias de Informação e Comunicação e suas Aplicações pela Universidade de Las Palmas de Gran Canárias (ULPGC) (Espanha)

AS ELEIÇÕES DE AGOSTO E OS BLOGS

No inicio deste ano declarava  aqui no meu cantinho 2012 como sendo o ANO DO BLOG. Um dos meus seguidores questionou o que eu queria dizer com isso. É simples, eu queria dedicar-me a explorar mais este recurso atendendo que por razões contratuais não estou a fazer aquilo que mais gosto: exercer jornalismo.
Queria eu usar o blog para “brincar” de jornalista para não perder o habito e a pratica. Mas por outro lado, presumia que 2012 seria o ano das esperadas eleições a luz da constituição de Angola. Esperava e acertei: ei-las marcadas para agosto. E tal como presumia, os partidos políticos vão concerteza usar e ‘abusar’ deste recurso, fácil, gratuito e que pouco a pouco vai se enraizando na nossa sociedade.
Noto que a Casa CE tem um bom arranque do uso do blog e que o MPLA vai (ou esta) igualmente lançado nesse seguimento de comunicação. Portanto, nessa batalha de agosto acredito que muitos pretendentes ao trono vão usar abusar e servir-se dos blogs para as suas campanhas.
Do ponto de vista de diversificação de canais seria bom pelo que estou torcendo por tal da mesma maneira que espero expectante por ver e ouvir o que nos vão “oferecer” por essa via. Portanto mais uma vez VIVA O BLOG...

terça-feira, 15 de maio de 2012

NO K. SUL, ETERNO DESCANSO AS VITIMAS DO ACIDENTE E UM PUXÃO DE ORELHA A SAMAKUVA

Lamentavelmente mais de 4 dezenas de angolanos perderam a vida num âpice na provincia do Kuanza Sul vitimas de acidente de viacção ao que consta em consequencia da colisão de uma scania (presumo que seja camião) e uma carrinha Dina.
As autoridades policiais falaram em "mau estado tecnico das viaturas e excesso de velocidade" como presumiveis causas do infortunio. Enfim...estamos cansados deste blá, blá, bom seria é ouvir que este é o ultimo acidente antes que a inspecção obrigatoria de veiculos comece vigorar.
Este trágico acontecimento tem honras de abordagem aqui no meu cantinho porque em consequencia tem duas ocorrencias dignas de registar.
Primeiro: as vitimas (supostamente) são militantes e simpatizantes da UNITA que regressavam de um acto de massas. Ora, a ser verdade sinto-me revoltado pelo facto de um partido desta dimensão ter "carregado" seus militantes em veiculos improprios para passageiros. Porque carga d'agua a UNITA de Samakuva não alugou dois ou tres autocarros de uma aperadora qualquer e mandar de volta os seus em meios mais comodos e seguros?
Não me digam que nenhuma operadora aluga autocarros a UNITA?!
Segundo: não é pratica que a Nação e angolanidade suplantem as cores partidarias na nossa jovem democracia. Ao terem sido da oposição, facilmente "os acirradores de odios mal acalcados" teriam dito: são da oposição, logo é assunto da oposição, mas magnanimamente o governo de Serafim do Prado, lider maximo da provincia do Kuanza Sul, decretou luto provincial em honra as vitimas, filhos da terra. Sim, esta é sim uma grande lição de cidadania. Antes de cores, todos nascemos angolanos e logo filhos da mesma mãe, Angola.
Paz e eterno descanso aos malogrados, felicitações à Serafim do Prado e um "puxão de orelhas" a UNITA e Samakuva.  

quarta-feira, 25 de abril de 2012

ATÉ QUANDO MORTES 'GRATUITAS'

tenho estado a ouvir por varios ocasiões a expressão ANGOLA É UM PAÍS ESPECIAL ou ainda SOMOS UM POVO ESPECIAL. Isso ocorre quando ganhamos competições, quantos alcaçamos um exito, etc. mas, para mim também somos especiais pelos piores motivos.
Por exemplo, terá sido uma decisão especial ter feito uma estrada rapida a tal VIA EXPRESSA CACUACO CABOLOMBO, sem conceber outros elementos essenciais tais como um sistema de vigilancia, um sistema de rentabilizar a infraestrutura atraves do pagamento de um taxa no seu acesso e acima de tudo uma presença funcional e profilatica da policia.
Até como andamos a criar policias caninas, brigadas electronicas, escolares e sei lá mais o quiê não seria mau criar a BRIGADA DE VIGILANCIA PERMANENTE DA VIA EXPRESSA e ao inves de iluminar 24 horas ao dia o semi abandonado estadio 11 de novembro iluminar-se toda estrada. Todavia, como somos especiais, nem nunca falamos disso. resultado as mortes gratuitas, estupidas, inaceitaveis e até vergonhosas de concidadão que mereciam viver um pouco mais.
Enfim...somos na verdade especiais!!!
as fotos que se seguem foram captadas na manhã do dia 11 de abril e no terreno fiquei a saber que o motorista do camião basculante morreu na hora. Que pena.


terça-feira, 24 de abril de 2012

UM SINAL PARA OS QUE PERGUNTA PELO SITIO NO BITA TANQUE

Meus companheiros
e acompanhantes do cantinho mambwene:
sinceras desculpas pela ausencia prolongada em vos dar um sinal de minha existencia por essa via. Na verdade foi um abril duro para mim em termos de acompanhar a passada de vos actualizar com o que vejo e oiço.
Primeiro pifou o computador de casa. Segundo é a internet que não funciona nos momentos quando mais preciso e por fim os compromissos aumentaram. Voltei a escola e os eternos engarrafamentos quase que consumem metade do meu tempo util. Quando chego a casa apenas e somente resta tempo para um jantar rapido e cama.
No fim de semana que era suposto ter algum tempo, nem por isso as coisas correm melhor. Ando de um lado para o outro a ver umas coisitas e tal e quando assusto já é noite de domingo e a segunda esta a chegar e com ela a rotina fatigante...enfim!
Mas, para os que me perguntam pelo Bita Tanque; prefiro não escrever mais nada. Costuma se dizer mais vale uma imagem que mil palavras.





quinta-feira, 22 de março de 2012

DOIS PESOS DUAS MEDIDAS


É certo que o nosso país esta em profundas mudanças, so que para mim algumas mudanças estão a penetrar profundamente em maus habitos e praticas que quase chegamos ao fundo do posso de onde será dificil sair.
Ia eu a passar na movimentada anevida dos Combatentes quando detalhes particulares de uma imagem me chamaram atenção. Olhem para foto e facilmente se pode auferir 3 momentos diferentes: 2 policias interpelam passageiros de um motociclo que não usam capacetes, na esquena esta de tocaia uma carro da fiscalização e bem em cima da curva esta um par de jovens nas maiores das naturalidades a concertar uma avaria no seu AZUL E BRANCO.
Como sou curioso e porque ja estava de volta a casa depois de mais uma jornada laboral, decidi ver o desfecho do cenario e foi o seguinte: os dois utentes da moto (aparentemente estrangeiros) foram acompanhados para o carro de patrulha que nos ultimos dias substituiu a esquadra movel, o carro da fiscalização se manteve no mesmo lugar e o par de tripulantes do candongueiro terminaram o seu concerto no meio da via e zarparam.
Uma nota adicional: enquanto observava ia passando um pronto socorro que infelizmente não consegui fotografar.
Perante tal, não seria de todo sensacto que se tomasse alguma medida a dimensão de cada infracção, ou seja: multar os motociclistas e remover o hiace com o pronto socorro para que se fizesse o concerto em local menos arriscado?
Tanta dinheiro investido e marketing social com o tal "FAÇA A SUA PARTE, DÊ O SEU EXEMPLO" pelos vistos para nada.
Que pena, minha Angola!!!

quinta-feira, 1 de março de 2012

QUANTA FALTA NOS FAZ UM MANDELA


Quando olho para o rumo da política angolana chego a uma conclusão desoladora: estamos a desperdiçar uma oportunidade única de mostrar ao mundo que crescemos e amadurecemos.
É com bastante preocupação que vejo que os políticos angolanos, pelo andar da carruagem vão mais uma vez adiar o necessário inicio da normalidade democrática que se espera uma vez que o crescimento econômico a muito começou a sua caminhada.
O nosso parlamento esta a transformar-se um pouco no jogo do rato e gato. Tu entras eu saio, eu saio tu entras. Já vai sendo uma noticia com lugar cativo nas pautas jornalísticas “a oposição abandona a sessão...” quando se debate ou se vota sobre o diploma X. Coincidentemente só ocorre sobre uma linha de diplomas, os que vão regular o processo eleitoral.
Cada um na sua bancada, MPLA e oposição menos a NOVA DEMOCRACIA, jogam o GATO E RATO cada um com seus argumentos da razão. Ouvi que finalmente completou-se o pacote que vai regular as nossas próximas eleições. Completou-se, mas, de uma maneira incompleta porque não contou com a participação da oposição que abandonou a sala na ocasião.
Cá comigo, quem deveria mais uma vez mostrar que o país precisa dar um passo em frente e terminar as “briguinhas” é o glorioso com a seguinte receita: MANDAR A LUZIA INGLES PARA OUTRA PASTA E EM NOME DO INTERESSE DE TODOS OS ANGOLANOS FAZER ASCENDER UM NOVO CHEFE DA CNE QUE SEJA NA VERDADE UM MAGISTRADO JUDICIAL NO ACTIVO.
Porque a oposição, que muitos dos renomados do GLORIOSO dizem não ter argumento nem posição, parece desta vez com a "bola e o dono da bola". A Bola, porque argumenta que a Sra. a data da indicação, NÃO ERA MAGISTRADA JUDICIAL NO ACTIVO e a dona da bola porque EXIBEM COPIA DO DIARIO DA REPUBLICA QUE PROVA A DEMISSÃO DA MESMA DO POSTO DE MAGISTRADA.
Por amor de Deus? Não estaremos a ser apenas reféns do orgulho político exacerbado ou será que o Glorioso já não confia em outro magistrado judicial no activo.
Finalmente que tal mandar de volta ao cargo o kota Caetano de Sousa? Experiência - possui bastante, carisma - de sobra, condições legais - reúne e ao que parece deve mobilizar apoios até da própria oposição. Assim ficariam esgotados os argumentos que tanta “birra” trouxe a agenda setting política do país e avançávamos para eleições gerais sem suspeição.
Bem diziam um amigo: Angola precisa de 1000 Mandelas para de uma vez por todas aprender a superar a diferença e salvaguardar o interesse supremo, acima de todos os interessas, comum a todos e inadiável: A NAÇÃO.