sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

EM MARÇO COM APOIO DA MIDIA EM ACÇÃO: ESTÓRIAS INÉDITAS PROTAGONIZADAS POR MULHERES



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Com o apoio da Embaixada de França em Angola, a Midia em Acção esta a incentivar jornalistas de distintos media de Luanda a descobrirem e produzir reportagens ineditas nas zonas rurais de Luanda e Bengo que tenham como principais fontes mulheres.
A iniciativa, para além de incentivar a produção das matérias jornalisticas, vai providenciar capacitação dos profissionais, apoios com meios tecnicos e logisticos para a realização das reportagens e treinamento para as fontes no sentido de capacita-las na perspectiva de aproveitarem da melhor forma as oportunidades na midia.
Tematicas sobre como dar uma entrevista, como não temer as perguntas dos jornalistas, noções de boa imagem audio visual e como conquistar espaço na midia, estão a ser administradas aos diferentes grupos comunitarios que serão selecionados para potenciais fontes.   
Segundo o cronograma de actividades traçado pela Midia em Acção, a visibilidade publica das matérias a serem produzidas pelos diferentes profissionais que aderirem ao projecto de livre iniciatiava, prevê a publicação das estórias em jornais, rádio, tv e internet durante o mês de março (mas não só) como forma de saudar as comemorações da JORNADA MARÇO MULHER.
O projecto, procura mitigar,o fraco protagonismo das mulheres nas pautas jornalisticas das diversas redacções dos Midias e a ausência de matérias que tenham como fontes predilectas mulheres, o que não significa que elas não sejam boas fontes ou não estejam a liderar significativas iniciativas.
O que tem faltado, na optica da Midia em Acção, é “faro” para descobrir estas estórias e por isso mesmo o auxilio ao jornalistas na procura dos motivos de reportagem.
Durante o mês de janeiro, os primeiros 7 jornalistas que se interessaram pela iniciativa, conceberam, com o apoio do projecto, projectos de reportagens que serão levados a conhecimento de suas editorias e que podem ser executadas a qualquer momento. A equipa de formadores da Midia em Acção no dia 25 de janeiro prossegue as suas actividades com a realização de uma oficina de treinamento em COMO FALAR PARA MIDIA na sede da Associação MULHERES RAIZ DA VIDA no bairro Kalawenda (Cazenga). Iniciativas similares vão repetir-se em outros potenciais focos de reportagem.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

MAIS MIDIA EM ACÇÃO


Dr. Albino Carlos (ao centro) do MInisterio da  C. Social numa actividadde da MAA










Sem duvidas que para 2014, gostariamos de ter mais acção, mais trabalho e melhores possibilidades de financiamento com o projecto 'MIDIA EM ACÇÃO' do qual somos parte integrante e activa. Quando no final do projecto BBC Angola, um pequeno grupo lançou a ideia de nos juntarmos e requerer a legalização de uma organização não governamental para prosseguir parte da missão e objectivos que vinham sendo perseguidos por aquele organização britanica, poucos acreditaram na probabilidade de sucesso da ideia. 
Mesmo assim, corremos o risco e lançamos a iniciativa, acima de tudo animados pelas habilidades e aptidões que tinhamos adquirido ao longo da vigência da BBC  MA. E aqui estamos com o projecto lançado e os primeiros passos consumados.
Em 2013, conseguimos requer junto das autoridades a legalização da nossa iniciativa e parte decisiva dos passos foram já dados, restandos outros tantos pelos quais dedicaremos tempo e saber. Vamos continuar, persistentes e insistentes, porque compreendemos que podemos ir mais além. 
felizmente tivemos o beneplacito das autoridades do país e tantas outras instituições, a maior parte delas filantropicas  que acreditaram nos ideias que perseguimos. Em 2014 gostariamos de avançar um pouco mais pelo que solicitamos vosso apoio e ajuda.
Aos subsescritores da inciativa os meus parabéns e a promessa de dedicar ao nosso projecto esforço e saber. A todos e de forma especial e generica prometemos MAIS MIDIA EM ACÇÃO.

COITADO DO MEU BLOG

O meu blog se falasse certeza absoluta teria me xingado de todas as formas possiveis. Mas, graças aos previlegios naturais, uns podem e outros não e o meu blog faz parte do grosso dos que nao falam e portanto, não pode xingar.
Pela sua generosidade e bondade, volto a curvar-me perante ele e servir-me dele para lhe prometer, a ele e aos muitissimos poucos que o visitam um ano mais produtivo e dizer "desculpa meu cantinho, 2014 prometo que será melhor".
Prometo aos meus botões que o que vir em 2014 virá cá parar em tempo util, até porque agora tenho mais tempo, depois de um semestre de curriculum em mão a procura de emprego, mas sem sucesso, depois do ultimo semestre do quarto ano da licemciatura em Ciencias da Comunicação pela UnIA que me consumia muito tempo, e depois-depois-depois de tantos depois só uma coisa é certa: vou puder escrever com mais regularidade aqui no meu MAMBWENE.
Afinal como diz o kamba Mbaxi, agora somos kunanga.
Viva 2014, e vamos embora...

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

PORCELANA, CAIU DE PÉ

A corda rebenta sempre do lado mais fraco. Desde muito cedo que aprendemos isso na escola. Infelizmente esta verdade repetiu-se este domingo com a triste descida do Porcelana Futebol Clube. O Porcelana, não obstante o entusiasmo dos kuanzanortenhos e o facto de a sua subida a fina flora do futebol angolano nos ter devolvido um pouco da aura dos tempos dos Dinizes, Diabos Negros, Satec, Dinamos e Eka, acabou por deixar a nú a nossa maior fraqueza. Uma fraqueza própria da ingenuidade de um aprendiz.
Na verdade, os nossos atletas, dirigentes e o publico acreditavam piamente que somente e unicamente jogando dentro das quatro linhas era possível continuar a levar o folguedo ao Dinizes. Puro engano. Por cá e um pouco no mundo desportivo, a verdade desportiva, foi mandada para o balde do lixo. O espirito olimpico que norteou o fundador da maior cimeira desportiva é uma mirage nos nossos tempos.
Hoje, ganha quem sabe jogar e não só. É preciso saber jogar dentro das quatro linhas e fora delas. Jogar fora das quatro linhas é a tactica que falta ao Porcelana. Precisamos colocar na nossa piscina peixe e não passaros. Na piscina nada-se e o nosso futebol é um imenso tanque de água onde os que não tem genica de jogar fora dos campos se afogam.
Não faz mal. É preciso aprender com os erros. O estádio dos Dinizes vai se entristecer, mas não devemos baixar a cabeça. Vou continuar de cabeça erguida e torcer pelo Porcelana porque os que nos roubaram felizmente são angolanos tão angolanos quanto nós e portanto merecem perdão. Tal como o Salvador disse: PAI PERDOA-OS NÃO SABEM O QUE FAZEM.  E acrescento todos tem mais fome que estômago, coitados...  

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

TRAGA A ROSA PARA O MUSSAMO, ORDENOU O GENERAL NGUETO!!!



Estamos no mês de novembro de 1997, precisamente no dia 10 de novembro. A sempre pacata cidade de Ndalatando, a Cidade jardim já sem jardins dignos desse nome, vivia naquele dia uma azafama grande porque iria acontecer um nos mais esperados eventos do ano. Tratava-se do concurso MISS KUANZA NORTE.
O país vivia a febre das misses e a capital do Kwanza norte não poderia ser a excepção. Excepção era o facto da nossa província nos últimos tempos se ter transformado na ultima a indicar a representante ao Comitê Miss Angola, que fazia o concurso nacional em dezembro. Já tinha havido debates intensos sobre mudar a data do evento, mas um dos seus principais apoiantes defendia a sua realização na data da dipanda. A historia teria sido outra se esse defensor não fosse Manuel Pedro Pacavira, o governador da província.
Na verdade ele mandava em muitas coisas do evento, diferente não podia ser não fosse o governo o maior promotor e financiador, apesar de que a organização e produção era sempre atribuída a uma comissão. Mas sabíamos que o Velho Paca interferia na escolha do júri e de muitas outras coisas. Foi por conta dessa sua interferência que fui escolhido para ser um dos apresentadores em parceria com uma voz feminina mandada vir de propósito de Benguela. Tratava-se de uma formosa mulher que dizia ter sido miss simpatia na província das acácias rubras no ano anterior. Ela é indescritível: era alta, peito cheio, olhos apaixonados e acima de tudo dona de um sorriso lindíssimo.
A ilustre tinha vindo Benguela pela mão do general Ngweto que a época era o vice-governador para defesa. A menina era irmã mais nova da esposa do general e estava em Ndalatando para visitar a parente e, portanto aproveitando-se de tão exuberante silhueta juntou-se o útil ao agradável sempre pensando em prestigiar o maior concurso de Beleza de Ndalatando.
A semana de ensaio tinha sido dura. Para as candidatas a preparação era sobre como estar em palco, as coreografias e cultura geral e eu e a minha parceira na apresentação trabalhamos com o produtor na sincronia do que iríamos dizer e em que tempo dizer, no timbre de voz e na sinalectica entre nós e os técnicos. Tudo isso funcionou perfeito e no dia 10 fazíamos todos o ensaio geral.
Tinham chegado às roupas, a banda musical, os convidados e todo o resto.
Antes do dia D, velho Paca ainda tirou do seu precioso tempo para passar pelo renovado Cine Ndalatando para ver o ensaio e certificar-se que estava tudo bem. Cruzamo-nos no corredor e trocamos umas palavras que foram mais dele para mim. No fundo era um encorajamento para me engajar e “caprichar” naquilo que iria fazer porque a província estava à espera isso mesmo do seu filho “um categorizado jornalista e locutor de radio que tinha talento para isso” dizia o velho político.
Sentimo-nos mais motivados e buscamos forças para mais esta empreitada. Rapidamente voltei ao trabalho e por sugestão da minha parceira fomos ver as roupas. Eu, que não tinha sido contemplado com apoio nenhum em termos de “guarda fato” tive de fazer recurso à prata de casa. Trouxe 3 pares de roupa. Dentre eles a minha companheira escolheu dois: um facto escuro que fazia contraste com o seu vestido creme e um traje africano branco para contrastar com o seu vestido de cerimônia preto que usaria na ponta final já que estava prometido que depois da eleição, as participantes e toda a equipa de produção seguiriam direito para a residência do governador para uma recepção que se prolongaria madrugada adentro.
Pelo o que era norma na época, a ida ao palácio do velho Paca seria a alta madrugada porque era quase certeza que o inicio da gala de eleição atrasaria apesar de ter sido aprazada para as 22 horas. Dito certo, começou o concurso apenas depois da meia noite. No jurado pontificavam nomes como o do então deputado Mello Xavier e do já falecido engenheiro Garcia, delegado local do MINADER e homem de confiança do governador e tido como intelectual de refinado conhecimento. Alias a certa altura do concurso quando foi o momento de cultura geral ele fez questão de pessoalmente subir ao palco e colocar as perguntas as participantes de viva voz mesmo contra a vontade da produção que sugerir dar a lista de perguntas e mim e a minha parceira. O engenheiro Garcia, fazia questão e justificava a sua decisão pelo facto de ter sido uma responsabilidade que a ele tinha sido incumbida por Sua Excelência o Camarada Governador. E assim foi.
Se a subida ao palco do engenheiro Garcia foi uma grande contrariedade para a produção maior foi ainda quando a nossa querida Dona Minga do protocolo enviada por SUA EXCELENCIA (é assim que todos tratavam o governador) irrompeu no palco e cochichou na minha orelha: Mussamo, o chefe mandou fazer mais uma ronda de cultura geral. Fui apanhado de calças na mão. Não tinha nova ronda de perguntas e não podia ali e no momento inventar novas perguntas para as coitadas das participantes de tão sofridas e castigadas tinha sido na ronda de perguntas do engenheiro Garcia.   
Voltemos a mim e a minha parceira.
Como disse ela era cunhada do general Ngweto e estava alojada na sua casa na rua de Moçambique. Apesar de estar na governação o nosso conhecidíssimo militar em tudo era igual a si mesmo: um militar. Mesmo quando pedia um favor parecia uma ordem. Contava-se que até nas reuniões do conselho da província era militar. Quando encabeçasse uma comissão dirigia como militar. Ngweto, como dizia era de profissão: militar.
Tinha sido incumbido pelo governador para pessoalmente supervisionar tudo.  Me encontrou nos degraus do então edifício do governo da província na Avenida Antonio Agostinho Neto e energicamente perguntou-me: então vocês os apresentadores já ensaiaram? E eu disse que ainda não porque a minha parceira ainda não se fazia presente.
Virou-se para o seu guarda pessoal, um jovem trajado de farda de policia de emergência e disparou: vai a casa e trada a Rosa para o ensaio com Mussamo.
O jovem guarda respondeu de pronto: as suas ordens general.
Retirou-se, subiu na carrinha bateu em direcção a Rua de Moçambique. Em pouquíssimos minutos estava de volta. Entretanto, neste lapso de tempo o general retrirou-se para o interior da sede do governo.
Para meu espanto o guarda pessoal do Ngweto trazia um ornamentado vazo de mesa de pé alto com rosas de porcela fresquinhas e trabalhadas. Naquela altura e porque rosas de porcela ainda eram uma abundancia no horto botânico do Kilombo era pratica as pessoas lá se dirigirem   e mandarem fazer bloquets de flores que até chegavam a Luanda.
Aprumado, como sempre, o guarda dirigiu-se a mim e disse: kota Mussamo, aqui tens as rosas que a mulher do general mandou. Foquei corado de tanta admiração. Rosas? Para quê? São ordens do general disse ele e foram mandadas pela kota lá de casa que disse para que sejam protegidas porque eram da banca cabeceira do general. A dama disse ainda que o general não gosta que faltem flores na sua banca.
Puxei da memória e entendi o tudo.
Na verdade a minha parceira chamava-se Rosa e o general tinha mandado o seu guarda pessoal para ir buscar a linda menina e trazê-la ao recinto do ensaio. Risos.
Sem perder fôlego bateu em retirada levando as rosas de volta e na viagem seguinte “aterrou” a verdadeira Rosa que partilharia comigo os microfones na gala de eleição da miss Kwanza Norte 1997.
A imagem que guardo da rosa é de facto de uma porcelana, era linda e ao longo do espetáculo uma quinta coluna da platéia não parou de assediar a Rosa a quem consideravam MISS.  Foi um concurso inesquecível pela serie de sub-eventos que produziu como o facto do Muembeji ter sido considerado por uma das miss como O MAIOR RIO DE ANGOLA.
Esta vos conto outro dia.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

ASFALTO PARA QUICULUNGO E BOLONGONGO

Já escrevi aqui no meu cantinho que se há algo que o governo não precisa de fazer propaganda para mostrar que esta a fazer, são as estradas. A sua feitura esta a vista de todos que são beneficiários e utentes. Hoje andamos de lés a lés melhor do que ontem.
Em algumas províncias ate já se começou o trabalho de estradas de ligação a municípios e comunas. Ora, sendo assim tenho motivos de sobra para perguntar pelo destino que se vai dar a iniciada estrada que liga o município do Samba-Caju aos da Banga, Quiculungo e Bolongongo. Não consigo precisar a data, mas a obra começou a alguns anos atrás e era como que o devolver de esperança a todos os filhos da região norte do Kuanza Norte, porque verdade seja dita, só por grandes causas ou motivos inadiáveis arriscamos submeter nossos carros ao martírio dos pouco mais de 40 Km de Samba Caju a Bolongongo.
Os trabalhos andam paralisados e hoje motivo de muitas especulações de muito boa gente dos 3 municípios. Na minha ultima viagem, a volta da estrada, ouvi desde o ridículo ao caricato, do absurdo ao mito. Tudo porque o empreiteiro abandonou a obra sem dar uma explicação ou o dono da obra perdeu interesse nela e não disse nada aos beneficiários.
Cá por mim digo que os loiros do Kuanza Norte estão a ser mal divididos. Para uns se dá tanto beneficio, como caso do Golungo Alto que tem duas ligações para a sede da província, asfaltadas e para uma região completa não se consegue acabar a primeira ligação asfaltada da sua historia.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

MIAU, MIAU, MIAU...

Esta semana sem duvidas a CASE CE, na pessoa do seu vice-presidente somou valiosos pontos e soube influenciar bem a agenda setting da midia. Tudo começou no facto do deputado MIAO ter dar uma boa entrevista ao semanário a capital e logo a seguir ter sido um bom entrevistado para José Rodrigues no Café da Manhã do dia 13 de agosto.
Os pronunciamentos do deputado caíram na escolha da jornalista Suzana Mendes que os levou ao programa ELAS E O MUNDO de 14 de agosto e por endosso o noticiário da LAC a noite retomou o mesmíssimo extrato as 19 horas.
Para abonar ainda mais, o deputado foi ouvido a propósito do encerramento do nosso parlamento a 15 de agosto para as merecidas férias parlamentares. Portanto, essa semana só deu MIAO.
Para um país onde oportunidades na mídia só são para alguns, a CASA CE pode comemorar e dar-se por contente por tamanha oportunidade.

JOVENS, BEBE QUE NÃO CHORA, NÃO MAMA

Por mais que se tente tirar o mérito aos jovens quando as motivações do CONCLAMADO DIALOGO JUVENIL a historia vai registar que tal iniciativa lhes pertence. Acredito que se não fosse os sinais de protesto e o impacto de alguns discursos mal planeados que enfureceram cada vez mais os jovens se calhar hoje ainda continuássemos a pensar que as suas reivindicações são acções de uma minoria, um grupo de frustrados, e por ai em diante.
Já bem o diz o ditado: bebe que não chora não mama. Portanto cá entre nós tem de ficar a lição de que quem quer ser ouvido tem de gritar em uníssono, pressionar, tentar fazer-se ouvir e aproveitar todas as oportunidades.
Parabéns aos promotores, mais acima de tudo e antes de tudo, parabéns aos jovens de todas as latitudes que forçaram a barra e agora estão a ser ouvidos.
Mas do que ouvi-los, estamos atentos as soluções dos seus problemas.

O TANQUE DAS ABELHAS DO ANDULO

Acabei de regressar de mais uma excitante viagem pela maravilhosa Angola no usufruto dos benefícios da paz como gosta de acentuar o kota Wezzo. Desta vez, de uma só sentada conheci Cangandala, Mussende, Andulo e Kalussinga. Na verdade entrei por esse troço motivado por informações que indicavam que o troço era mais curto que voltar para o Dondo para tocar Huambo e de que a estrada já estava muito boa.
Fui enganado, mas digo, felizmente enganado. Primeiro, a distancia é quase a mesma com a que teria percorrido se regressasse de Malange para Ndalatando, Alto Fina, Quibala, Waco Kungo, Alto Hama para tocar huambo onde o meu irmão JP me aguardava. E Segundo porque a grande parte do troço de estrada ainda não esta pronta.
Mas reitero felizmente enganado porque pude conhecer novas localidades de Angola que até aqui via apenas no mapa. Pude igualmente reconfirmar que temos uma imensidão de solo, fauna e flora que devemos nos dar por bonificados excessivamente pelo Criador, tais eram as distancias sem uma alma humana ou vilarejo, ou sanzala. Mas, bastantes cursos de água, diferentes espécies florestais e de tempo em tempo abundantes animais da selva mesmo que a maior das vezes aves.
Também pude reconfirmar a grande obra que o governo fez e continuar a fazer de ligar Angola de Cabinda ao Cunene com estradas e pontes transitáveis. É obra! Já disse uma vez e repito se alguma obra do executivo dispensa propaganda são as estradas, com apenas um senão: é preciso manutenção.
Como não há viagem sem uma boa estória então vos conto a estória da foto acima.
Tentado por guardar uma lembrança da viagem e depois de pousar sobre o tanque de Cangandala, quis fazer o mesmo com outro que encontrei depois do Andulo. Verificados sinais de frequência humano naquele escombro de veiculo, prudentemente subiu no seu topo e sentei para sacar uma boa foto. Antes que o Mbaxi a tomasse uma abelha veio infortunar-me. Afastei-a com uma palmada e lá se sacou a foto.
O Mbaxi, macaco imitador, e só porque agora tem uma coisinha que também tira foto decidiu seguir-me as pegadas. Subiu no tanque e quis fazer a mesma pose. Para azar dele, do nada irrompeu um ataque fulminante. Um enxame de abelhas vinha a caminho e pronto para mostrar de quem era o tanque.
Nem tive tempo de fazer o click e batemos em retirada com os vidros do veiculo fechados o mais longe possível. Portanto Mbaxi da próxima procura outra puzi meu mano.

domingo, 23 de junho de 2013

UMA POR 100 OU 10 POR CEM TANTO FAZ É ANGOLA


Todos os dias surpreendO-me com as mil ocorrências que desfilam a minha frente neste país especial de gente especial que especialmente se chama Angola. Acabei de comprar a porta do meu casebre um peixe seco ao preço de 2 mil kuanzas e a dona Guida duas cebolas do tamanho do meu punho cada uma a 100 kuanzas.
Surpreso disse a zungueira que estava a vender a cebola muito caro e a resposta obviamente foi: mano sta bom, nós também nu tamos ganha nada!!!
Foi então que me lembrei de ter comprado a uns tempos atrás 10 cebolas do mesmo tamanho ao preço de 100 kuanzas nos arredores do Lubango. Ali o meu espanto foi por ter sido muito barato, mas a zungueira agradeceu-me porque segundo ela já não tinha muitos dias para continuar a comercializar aquela colheita  pois, a seguir estragava-se.
Por lado uma cebola a 100 kuanzas, e no outro 10 cebolas do mesmo tamanho ao mesmo preço!!!Mesmo assim, ainda alguém ousa negar que não somos um povo especial, em um país especial e com ideias especialíssimas?

PROGRAMA 100 DUVIDAS, A HISTORIA POR DETRÁS DO NOME

 

Uma pessoa amiga abordou-me recentemente para lhe explicar ao certo porque o programa 100 DUVIDAS  da Emissora Católica de Angola se chamou assim e o que significava na verdade. Pois bem vou contar-vos a HISTORIA POR DETRAS DO NOME fazendo recurso as minhas notas.
O nome do baptismo do programa é 100 DUVIDAS. Tal designaçao foi um dos primeiros “osso duro de roer” E simultaneamente o primeiro exercicio de democracia participativa onde a força do voto suplantou as restantes pois, não surgisse o projecto do conceito de BOA GOVERNAÇÃO E DIALOGO ENTRE GOVERNANTES E GOVERNADOS.
Num certo dia do ano de 2009, em umas das salas do escritório da BBC WST Angola juntaram-se os futuros integrantes da equipa de produção, quadros do parceiro BBC e um representante da União Europeia para dar o primeiro pequeno grande passo que viria fazer historia na Radio Ecclesia.
Varias propostas de nome foram colacadas a mesa e o que parecia pacifico tornou-se pesaroso e calorosamente debatido a tal ponto de não ter sido alcançado consenso entre os participantes.
Perante tal impasse a solução a contendo de todos foi o classivo SUFRAGIO UNIVERSAL SECRETO. Para os participantes ao encontro era apenas mais um formalidade mas, para os mentores na iniciativa era o principio daquilo que viria a ser estabelecido como o principal recurso do programa: o debate das ideias até a exaustão na procura de melhor angulo de abordagem a bem da satisfação da audiência.
Foi assim que das varias propostas o “estranho”100 DUVIDAS foi o mais votado.. Finalmente o futuro programa tinha um nome.
Solicitada a justificava aos proponentes, ninguem conseguiu fielmente traçar as reais motivações da escolha nem estabelecer o perfeito juizo da significação do nome. Desta etapa retivemos a seguinte frase “um trocadilho de palavras que carregava o intenção do conteudo a sua atras, um conteudo que não deixasse duvidas na sua audiencia ou ainda que fosse atras das respostas das centenas de duvidas nos cidadãos angolanos”.
Portanto sem medo de errar este foi o marco de partida das calorosas e acesas discussões que a equipa viria a ter colocando enfoque no ouvinte e na satisfação das suas aspirações individuais ou colectivas mas nunca perdendo de vista os principios basicos de produção de uma “boa”materia jornalistica: verdade, imparcialidade e objectividade. 




quarta-feira, 19 de junho de 2013

AO PRODUTOR QUE PROCURA A MINHA AUDIÇÃO

Continuo prezo ao vicio de ouvir radio, porque cresci a ouvi radio e apaixonei-me por este meio. Mas, todos os dias quando traço um itinerário de audição bato na rocha como diz a Patrícia Faria.
Presumo que no mercado de produção de conteúdos radiofónicos, estão muitos produtores que antes de aprenderem o suficiente já se julgam como estando no podium.
Por favor falem ao meu ouvido e a minha alma. Eu não sou um receptor passivo...
Adriano Lopes Gomes no artigo O RÁDIO E A EXPERIENCIA ESTETICA NA CONSTITUIÇÃO DO OUVINTE, depois de afirmar que “a radio é um veiculo de comunicação de massas que apresenta o sentido midiático da alteridade” recomenda que o produtor de radio no seu ofício deve tomar em conta quando produz conteúdos que vai dizer alguma coisa a alguém que deve ser interessante, inteligível e que, sobremaneira, possa catalisar a atenção para aquilo que é comunicado. Manda ainda considerar o “EU” que fala e o “OUTRO” que ouve que mantêm uma comprometida e estreita relação, uma relação de cumplicidade, que só se consegue desde que do lado de quem produz haja vontade de fazer e fazer bem, sensibilidade de supor acertadamente os desígnios de quem ouve e a todo o instante inovação e criatividade.
Zilberman afirma que “só se pode gostar do que se entende e compreender o que se aprecia”. Esta concepção é valida para os estudos sobre a radio, porquanto o ouvinte é atraído por determinada emissora ou certo programa radiofônico em razão do apelo sensorial e racional que tal situação provoca, formulando conceitos e ideias que extravasam a mera explicação de que está sintonizado simplesmente por gostar. O ouvinte tem prazer por ouvir radio e tem ideia clara sobre sua opção. Ao sintonizar certa emissora é impossível ficar indiferente a mensagem veiculada. O acto de escuta possibilita identificação com o produto radiofônico quando aquilo que é comunicado estabelece um sentido com os horizontes de expectativa do ouvinte.
Radio também é arte, do ponto de vista da elaboração do produto de valor estético, configurado nas peças que veicula a todo o momento, ou de natureza sonoplastica, de locução ou expressão vocal. A rádio é catalisador de prazer e consciência estéctica quando o ouvinte vai constituindo um repertório de experiências que se acumula a cada recorrência à audição.
Nesses instantes, os ouvintes são afectados por forças do efeito estéctico. A ausência de imagens explicitas, próprias da TV favorece o acto de invocar cenários e personagens, situações quotidianas e relações familiares ou amorosas, possibilitando assim uma espécie de engajamento. O valor da permanência da radio no horizonte actual e futuro próximo segue baseado na sua capacidade de suscitar efeitos junto a recepção e no seu poder de mobilização.
Portanto o ouvinte de radio é um sujeito histórico, socialmente constituído pelo ambiente cultural, é selectivo e consciente do seu estar no mundo que o circunda e revela clareza na sua opção pela audição. É esse o ouvinte que diariamente reconfigura sua experiência estéctica, ampliando seus horizontes de expectativas. É para esse ouvinte que qualquer emissão de radio, que busca ser bem sucedida deveria trabalhar.

RADIO, UM MEIO APAIXONANTE

A rádio, meio de comunicação de massa, serve-se acima de tudo da sua rapidez, afinal ninguém melhor que a rádio quando o objectivo for dar factos em tempo real. A possibilidade que a rádio proporciona de divulgar os factos no exacto momento em que eles ocorrem fazem o homem sentir-se parte activa, sujeito e protagonista do seu mundo, pois pelos seus órgãos sensoriais é capaz de tão rápida e instantaneamente saber e aperceber-se das ocorrências com interferência na sua vida e dos seus próximos, alias segundo Walter Sampaio, a rádio intrinsecamente coloca o ouvinte dentro daquela "história que passa", no momento exacto em que está passando e, extrinsecamente, abre-lhe a alternativa de acompanhá-la.
Na introdução do livro O VEICULO, A HISTORIA E A TECNICA, o brasileiro Luiz Artur Ferraretto mostra claramente a força da rádio quando nos reporta a versão de Orson Welles para Guerra dos mundos, transmitida no the Mercury Theater on the air. Segundo o autor “a adaptação radiofônica mexeu com as mentes dos norte-americanos naquela noite. A voz e os sons cuidadosamente escolhidos traçaram poderosas imagens mentais”.
Joseph Paul Goebbels, o ministro da propaganda de Hitler é o exemplo vivo de usar até a exaustão o poder da radio quando controlando este media o transformou em poderosíssima arma de arremesso a favor do nazismo e contra as forças aliadas. Em muitas das suas aparições na rádio transmitiu ‘imagens’ dramáticas acerca dos males que os aliados infringiam ao mundo e por isso a necessidade de aniquila-los ou descreveu convincentes vitorias das forças nazis que quase conseguia levar as audiências a “ver através da rádio”.
Uma imagem singular do acto de proclamação de  independência de Angola a 11 de Novembro de 1975 ficou para a posteridade. Trata-se do momento   de chegada de Agostinho Neto, imagem fielmente descrita naquele dia em directo pela RNA, através da audácia descritiva de Francisco Simons. É sem duvidas um momento marcante e singular, uma das imagens sonoras bem conseguidas que nos leva a “ver através da audição” os instantes anteriores à formalização do nosso estado soberano.
Um dos segredos esta na técnica da linguagem. Mandam os princípios que a linguagem na rádio tem de ser "quente", acolhedora, entusiasmada. Nada formal.  Convém que esteja sempre no presente para enfatizar o imediatismo.  Ela deve envolver emocionalmente e criar intimidade. Portanto, o recomendável para o locutor em radio é dirigir-se ao seu ouvinte de forma directa, no singular oferecendo valores de vida que emocionam.


 

terça-feira, 14 de maio de 2013

O jogo do rato e gato

Passar pelo Estrada do Estádio 11 de Novembro é rotina para mim por dois motivos: primeiro as minhas idas regulares ao Bita Tanque e segundo porque é caminho de uma das superfícies comerciais em que me abasteço.
Neste vai e vem algo me chamou atenção. Ciclicamente e de maneira persistente um pedaço da estrada, meia volta esta em obras e ou quando menos se espera é inundado de crateras. Logo depois chegam umas maquinas e uns homens que fingem reparar e tudo volta a normalidade.
Dura algum tempo e a cena repete. E assim vamos indo. A minha questão é: quem é esse sucateiro que não consegue arranjar uma solução mais duradoura para aquele pedaço de estrada e anda a brincar ao RATO E GATO  com todos nós?

terça-feira, 19 de março de 2013

HOJE TIVE UM SONHO EM QUE...

Queria livrar-me de algo que me corroí e me desgaste vezes sem conta sem que eu ciente de mim mesmo dê conta disso. De algo assassino e silencioso, viciado e ambíguo que teima e persiste em me manter refém nas suas masmorras.
Queria me livrar de uma cidade onde o homem com H grande é aquele que mais xinga e vocifera palavrões no transito, é aquele que contra todas as espectativas de uma longa e sofrível fila de carros parados, ousa começar uma nova e desavergonhada fila mesmo que isso signifique obstruir o sentido oposto, mesmo que isso signifique receber olhares de repudio e reprovação.
Queria sim me livrar deste monstro que nos atrai aos milhões e de uma falsa ilusão nos transmite a sensação que somos angolanos de primeira porque somos vizinhos do presidente, temos a sensação que somos mais importantes porque somos da capital, da nguimbi, mas na verdade e mais bem a fundo somos selvagens, loucos e dependentes.
 Somos sim selváticos, porque os nossos veículos aproximam-se a tal ponto que carro nenhum, excepto o do palácio da cidade alta nunca experimentou a sensação de um beijo de cuja cor do batom herda um sinal por mais ínfimo que seja. Nesta cidade o anormal é normal, por isso riscar em carro de outrem é uma proeza: foi apenas um riscozinho e se pode tirar com óleo dos travões, e já esta!!!
Somos loucos porque não vemos as linhas a delimitar as faixas nas nossas estradas e colocando-as entre os dois pneus dos nossos veículos orgulhosamente onde os “burros” que perdem tempo e dinheiro a sinaliza-las não passam disto mesmo: burros. Pra quê sinalizar estradas nesta minha cidade se todos somos loucos, se onde foram destinadas duas filas de trafego podemos arrojadamente fazer cinco? Porque se o que a linha contínua proíbe podemos fazer? Porque se o que as duas linhas contínuas desencoraja podemos a bel prazer fazer, quando quem devia fiscalizar até acena sorridente porque meu veiculo não é azul e branco e logo, não garantido que receba gasosa?
Porque ir perder tempo na escola de condução se afinal se pode comprar uma carta? Só assim se entende que muitos e muitos garotos usem o “azul e branco” como a única via de poderem satisfazer sem castigo a sua necessidade de mandar mais vidas pra lá da vida, ou seja pra o Camama? Porquê carta de condução, se se pode comprar a bel-prazer uma “multa” que vai ser aceite e respeitada pelo próprio policia que logo ao receber sabe que é uma “engenharia”, contudo, sobre a qual não pode fazer nada porque é tudo normal...
uma cidade amena, mas monstruosa, acolhedora, mas humilhante da qual me quero livrar porque estou cansado de ver travessias seguras vazias e desertas enquanto os peões como que em ritual satanico preferem correr destemidos, tratando a morte por Tu ou mais do que isso, erguer o braço ordenando a que todos parem para enfrentar os riscos de ser atropelado entre as filas desordenadas de carros e carros, mesmo assim sorridentes e felizes e ainda maltratam os motoristas que não colaboram no seu ritual. Sim me quero livrar desta cidade sem ordem.
Nesta cidade ser bom condutor é mbaiar. Nesta cidade ser esperto é ligar o pisca e logo mudar de direcção, o mais rápido para que o veiculo com prioridade bata atrás e logo a razão esta garantida. “Nesta cidade ouvir-se: vai pra isso da ... é uma saudação coloquial. Nesta cidade, não se pode conservar os metritos de distancia entre veículos, tal como um “pateta” escreveu no caduco e novíssimo CODIGO DE ESTRADA. Nesta cidade o corajoso que arrisca e oferece o seu carro para um beijo de vampiro na orgia diária de veículos é o que consegue chegar primeiro. Nesta cidade quem devia organizar o transito também esta ocupado a surrupiar alguns kuanzas na ânsia de juntar o jantar. Nesta cidade a fiscalização prioritária de momento é para as motos rápidas. Nesta cidade somos sim todos pessoas muito ocupadas que não nos importamos em consumir horas e horas no transito, porque acelerando nossos carros para nada estamos a produzir. Estamos a produzir substancias nocivas para poluir e destruir a atmofera porque a nossa vida é agora que se lixe o amanhã.
É uma cidade impar, onde abundam universidades mas elas não produzem conhecimento. So assim se compreende que ao invés de arranjarem-se soluções funcionais para reduzir a mortalidade nas estradas “gradea-se” e pronto já esta! Nesta cidade, depois de gradeadas as estradas, se pode gratuita e livremente usar da força para romper a rede do gradeamente e abrir uma brecha por onde todos passamos, e passamos e passamos. Porque ir-se as passagens de nível? Ora essa. Pode-se embater por prazer num poste de iluminação publica, pode-se derrubar um sinal vertical de transito, pode-se atropelar uma placa protectora e nada acontece, simplesmente o estado providencia volta e repara e tudo fica na boa.
É uma cidade única porque quando se localiza um ponto de constrangimento no transito, oferecemos dinheiro a empreteiros caloteiros que vem com a varinha máxima e trazem a solução acabada e empacotada.
Agora esta em voga ROTUNDAS e RETORNOS. Os retornos trouxeram a esperada inovação que deve acompanhar o crescimento de Angola: transferir os pontos de estrangulamento do transito para novos pontos de tão velho que estão os antigos. E prontos, ja está!
É uma cidade em crescimento onde com o mínimo de chuvisco não se anda. As águas pluviais não tem destino, senão o interior das nossas casas e seus acessos, tudo porque se pode entulhar uma vala natural e erguer uma casa, que se lixe depois a água da chuva que impedida de fazer sua passagem repentina no curso natural, vaza por onde der e poder, a desgraça será de muitos e porque também as autoridades deixam e permitem, não embargam e não demolem as obras que se apossam das passagens naturais das aguas,...enfim.
A grande inovação produzida pelo nosso novel saber inacto é grampear carros mal estacionados nas vias publicas enquanto as sucatas podem continuar imponentemente estacionadas por semanas, meses e anos. Ora, ninguém resgata uma sucata e ainda por cima por 90 mil kuanzas. Alias, pela cidade abundam sucatas reliquias cujos donos rezam que um dia um iluminado da fiscalização dê ordem de remoção, porque em lixo se transformou faz tempo.
Na minha cidade o expatriado sem visto de trabalho pode montar uma kitanda onde na mesma prateleira vende: baterias, colher de pedreiro, batata rena, pensos higenicos, leite, yogurt, sambapito, água oxigenada, frango, massa alimentar, massa consistente, oleo de motor, oleo de cozinha, ou seja um cokctail de produtos e ninguém munge ou tugi. Não aceita devolução, mas ai da zungueira que se atreva a andar pelas ruas a procura do pão dos filhos.
Esta é a minha cidade onde como cantou um malandro artista; “o sofrimento da sungueira, é maior que o provocado por uma guerra”.
Enfim...desta cidade me cansei durante o sonho que tive acordado. Nesta cidade não posso mais e não devo mais continuar a não ser que alguém me arranje um sedativo diário ou uma vacina que acelere a minha loucura, porque agora que me sinto menos louco vejo coisas anormais onde os outros vêm normalidade, quero mudar o que não se muda, quero debater o proibido, quero exercer a minha cidadania que a muito foi atirada pra o balde de lixo selado com a etiqueta: PAÍS VENDIDO. NÃO SE SABE POR QUEM E A QUEM. APENAS QUE AMBOS, (VENDEDOR E COMPRADOR) SÃO MALUCOS E POR ARRASTO MALUCOS SÃO OS QUE AGUENTA TAL PANDEMONIO.
 
Nota: QUALQUER COINCIDENCIA DESTE TEXTO DE FICÇÃO COM A REALIDADE É PURA VERDADE, PORQUE POR DETRAS DE UMA ESTORIA DE FICÇÃO ESTA SEMPRE UMA REALIDADE E MUITAS REALIDADES DE HOJE PARTIRAM DA FICÇÃO.  
 

quinta-feira, 7 de março de 2013

TEMOS ASSOCIAÇÃO

Hoje é daqueles dias em que nos arrogamos ao direito de plagiar a celebre frase do primeiro homem a pisar a lua: DEMOS UM PEQUENO PASSO PARA O HOMEM E UM GRANDE PASSO PARA A HUMANIDADE, transformando-a em HOJE DEMOS UM PEQUENO PASSO PARA NÓS QUE PODE VIR A SER UM GRANDE PASSO PARA A MIDIA EM ANGOLA.
 É que no Quarto Cartorio Notarial da Comarca de Luanda, acabamos, eu, o Malichi e Neto, de assinar a escritura de constituição de uma organização não governamental, sem fins lucrativos e de ambito nacional denominada MIDIA EM ACÇÃO ANGOLA.
A iniciativa cujo registo acabamos de realiza resulta do facto de estar em vias de fecho a presença da BBC Media Action em Angola e nós termos decidido aproveitar as capacidades produzidas por tão credivel ONG internacional e prosseguir a tarefa por eles principiada. Portanto, vamos no nosso objecto de trabalho perseguir a missão de usar a midia em beneficio das comunidades, promovendo a cidadania e a democracia.
A midia, bem aproveitada é um factor de desenvolvimento e transformação de vidas de pessoas de uma maneira positiva. Por isso, aqui estamos para dar o nosso contributo depois destes anos de boas e memoraveis experiencias com a BBC MA. Portanto temos motivo de sobra para rasgados sorrisos a semelhança do exibido pelo meu colega Malichi na foto acima.
Por fim, gostaria de dar nota 10 ao funcionamento do cartorio que foi irrepreensivel. Para alé da rapidez com que trataram nosso dossier, não foi preciso "gasosa", não ficamos na fila e no final ainda perguntaram-nos se tinhamos sido bem tratados. Eu respondi : tão bem que até estou surpreso.
Para todos anuncio que acaba de nascer a ASSOCIAÇÃO MIDIA EM ACÇÃO ANGOLA. Vossa ajuda e apoio serão concerteza bem vindos.

UMA FOTO AO LADO DE JOHN MUIR


Deixar-se fotografar ao lado de John Muir cidadão nascido na Escócia a 21 de abril de 1838 é no pleno significado da palavra um momento único. Muir, tal como o afirmou o cineasta norte americano Ken Burns “Por tudo que sabemos dele, ascendeu ao panteão dos maiores indivíduos do país; ao nível de Abraham Lincoln, Martin Luther King Jr., Thomas Jefferson, Elizabeth Cady Stanton, Jackie Robinson - pessoas que tiveram um efeito transformador sobre quem somos”.
Refere a Historia que, andou por todos os continentes, Excepto a Antártida por uma causa nobre, a protecção da natureza. Para ele o homem era parte da própria natureza, e como tal não pode ser dotado de direitos maiores que os animais.
John Muir teve o merito de influenciar Theodore Roosevelt que fascinado com os ideiaIs do naturalista acampou com ele por quatro dias se esquecendo por alguns momentos que era o Presidente dos EUA. Roosevelt concordou unanimemente com Muir que o que bebeu do cientista influenciou na criação do Parque Nacional de Yosemite e nos subsequentes.
Pois bem, é exactamente ao lado desta figura ilustra da humanidade que tive o prazer de pousar ao ter visitado a casa em que nasceu na pequena localidade escocesa chamada Dunbar. A casa onde Muir nasceu hoje é museu e conta a historia de sua vida desde a nascença na Escocia, a imigração para a America com os pais e o seu trabalho em prol da humanidade.
Foi um grande prazer visitar tão ilustre figura que infelizmente morreu em Dezembro de 1914. É muito mais prazeroso ainda estar a partilhar com os que me visitam aqui neste cantinho para ouvir contar o que vejo.